A limpeza de pele é um dos procedimentos mais requisitados nas clínicas de Estética, sobretudo no atendimento facial. Portanto, dominar cada etapa da técnica é indispensável para quem busca entregar resultados consistentes e seguros.
Pensando nisso, selecionei 5 dicas essenciais de limpeza de pele que têm potencial para elevar a qualidade dos seus atendimentos e otimizar seus resultados clínicos.
Prepare bem a pele pré-extração
Para fazer uma extração eficaz, sem gerar trauma no tecido, é preciso preparar a pele adequadamente. Portanto, a dica é apostar no uso de emolientes de qualidade e com pHs mais elevados, uma higienização rigorosa e a aplicação de manobras delicadas, com pressão controlada e instrumentos devidamente esterilizados.
É, ainda, importante evitar a extração em peles com lesões doloridas, cistos ou processos infecciosos. Ademais, pele não íntegra não deve receber o procedimento.
LEIA TAMBÉM: 5 perguntas e respostas sobre microagulhamento
Aposte em ativos ideais para cada tipo de pele
Na limpeza de pele, é preciso associar a cosmetologia ao procedimento. Para selecionar ativos seguros e com bom custo-benefício, priorize aqueles com comprovação científica, alta tolerância cutânea e baixo potencial irritativo. Avalie cuidadosamente as concentrações, os veículos cosméticos (gel, creme, sérum) e opte por fornecedores confiáveis. Além disso, ajuste cada escolha conforme o tipo de pele, a condição clínica e o objetivo do protocolo.
Em peles oleosas, prefira ativos que controlam a oleosidade, como:
- Ácido salicílico
- Niacinamida
Para peles secas, aposte na hidratação e restauração da barreira com:
- Ácido hialurônico
- D-pantenol
Por outro lado, em peles sensíveis, escolha calmantes, como:
- Pantenol
- Camomila

Monte protocolos personalizados de limpeza de pele
Primeiramente, é importante entender que não há um protocolo “padrão” universal; afinal, cada pele apresenta necessidades fisiológicas específicas. Assim, qualquer protocolo deve ser individualizado com base na avaliação clínica, no tipo de pele, nas queixas e nos objetivos terapêuticos.
Para montar um protocolo personalizado, faça uma avaliação minuciosa do tipo de pele, histórico clínico, hábitos e necessidades específicas do paciente. A partir disso, selecione ativos e técnicas ideais, evitando padronizações e ajustando concentrações, tempo de ação e sequência das etapas.
Em seguida, reavalie a resposta clínica a cada sessão, monitorando evolução, tolerância e possíveis ajustes necessários. Essa adaptação contínua assegura maior segurança, eficácia e resultados alinhados às necessidades individuais de cada paciente.
Dê adeus ao vapor de ozônio na limpeza de pele
Apesar de já ter sido muito elencado na Estética com o intuito de promover emoliência, sabe-se, hoje, que o uso do vapor de ozônio pode agravar processos inflamatórios, especialmente em casos de acne, melasma e rosácea.
Afinal, o calor do vapor favorece a vasodilatação, aumenta o risco de hiperpigmentação e pode degradar ativos cosméticos que foram aplicados previamente. Portanto, a recomendação é substituir o vapor por estratégias mais seguras e eficazes de emoliência, como o uso de bases cosméticas com pH mais elevado e formulações específicas para amolecimento dos comedões.
Adeque o protocolo ao tipo de pele
É fundamental definir o protocolo de tratamento de acordo com o tipo de pele do paciente.
Em peles acneicas e sensíveis, a higienização deve ser suave, utilizando sabonetes formulados com ativos específicos para as necessidades do paciente e evitando qualquer forma de esfoliação física agressiva. A escolha de produtos deve priorizar formulações calmantes, anti-inflamatórias e não comedogênicas, reduzindo o risco de irritação e inflamação secundária.
A finalização do protocolo pode incluir fototerapia de baixa intensidade, associada ao uso de ativos calmantes, reparadores e restauradores da barreira cutânea, favorecendo a recuperação tecidual e o controle da sensibilidade.
Já em fototipos mais altos, a ideia é evitar manchas e irritações. Nesses casos, prefira produtos suaves, sem ácidos irritativos, e evite qualquer forma de esfoliação física intensa, já que esse perfil cutâneo apresenta maior predisposição à hiperpigmentação pós-inflamatória.
A extração deve ser delicada e precisa, minimizando microtraumas. A finalização pode incluir ativos calmantes e anti-inflamatórios, quando necessário, para estabilizar a resposta da pele. Além disso, é essencial orientar o paciente sobre a fotoproteção após o procedimento.
Por fim, em peles maduras, opte por produtos suaves, evitando ácidos agressivos e qualquer forma de esfoliação intensa, uma vez que esse tipo de pele tende a ser mais fina, sensível e suscetível a microlesões. Priorize estratégias de hidratação profunda, além da reposição de ativos que contribuam para a estimulação de colágeno e para a integridade da barreira cutânea. As extrações devem ser realizadas apenas quando realmente necessárias, com técnica delicada e criteriosa.







