Você já deve ter ouvido falar de melasma, ou de manchas de pele, certo? Se você é profissional da estética, principalmente, deve ter ouvido a seguinte pergunta: Tem como tirar essa mancha do meu rosto? Ou mancha nunca sai?

As manchas de pele, ou hiperpigmentações, são muito relativas e de causas diversas, em especial o melasma, que possui incidências distintas e tem gerenciamento variado conforme as características do paciente e protocolo do terapeuta.

Mas então, como ter sucesso no tratamento de Melasma?A resposta, te dou a seguir. Primeiro, vamos entender o que é o Melasma.

O Melasma se caracteriza por hiperpigmentação negra, de bordas definidas e localizada em regiões da pele que são frequentemente expostas ao sol, como face, fronte, têmporas, malares e perioral.

Estudos sugerem que o melasma tem natureza recorrente e refratária, além de ser uma dermatose crônica adquirida que pode afetar ambos os sexos, com maior incidência em mulheres, especialmente gestantes – Isso porque tem forte relação hormonal. Ele pode ocorrer em todas as raças, particularmente em indivíduos com fototipos altos (peles médias e escuras) que vivem em áreas tropicais, como o Brasil.

Sobre a fisiopatologia

A cor da pele humana é resultado da interação de vários pigmentos:

  • o exógeno amarelo provém dos carotenóides;
  • o vermelho da hemoglobina oxigenada nos capilares da derme;
  • o azul da hemoglobina reduzida nas vênulas.

Entretanto, o principal componente é a melanina, uma proteína acastanhada densa, de alto peso molecular, que assume o aspecto enegrecido de acordo com a sua concentração.

Estudos relacionados à fisiopatologia do melasma a partir da técnica de imuno-histoquímica com Melan-A permitiram identificar melanócitos maiores e com elevado número de dendritos na pele com melasma, quando comparada a uma pele normal. Outras investigações com delineamento metodológico semelhante evidenciaram o aumento do número de melanócitos e de sua funcionalidade.

A hipótese mais aceita é de que o melasma é causado tanto pelo incremento do número de melanócitos quanto pelo aumento da atividade das enzimas melanogênicas sobrejacentes às alterações dérmicas causadas principalmente pela radiação solar.

Qual seria, então, o melhor tratamento para o Melasma?

O primeiro passo para dominar o tratamento do Melasma e ter resultados acima da média, é conhecer muito bem os ácidos e suas interações com a pele. Aqui, sugerimos dois dos mais usados e eficientes para uso em cabine e home care, mas, há uma infinidade deles e suas associações são o grande diferencial para tratamentos personalizados.

Entenda os Ácidos:

ÁCIDO TRANEXÂMICO
Trata-se de um pó cristalino branco que contém de 99% a 101% do ativo. É solúvel em água e em ácido acético glacial, porém praticamente insolúvel em acetona e etanol.

MECANISMOS DE AÇÃO: Esse ativo é considerado um agente antifibrinolítico inibidor de plasmina, substância que estimula a produção de ácido araquidônico, levando à liberação do fator de crescimento, que parece ser a principal via de ação do referido ácido em tratamentos de hiperpigmentação.

ÁCIDO KÓJICO
O ácido kójico é produzido a partir de espécies de Aspergillus, Penicillium e de um grande número de cadeias isoladas de fungos de alimentos fermentados originários do Japão, país que utiliza o referido ácido desde 1989 para o tratamento de manchas de pele. Trata-se de um ativo orgânico, hidrofílico, clareador natural, quelante e despigmentante. Atualmente, é considerado pela Academia Americana de Dermatologia o ativo despigmentante de primeira escolha após a hidroquinona.

MECANISMOS DE AÇÃO: Tem atividade clareadora por inibir a enzima tirosinase, bloqueando o processo de melanogênese. Possui ação quelante de íons de cobre e de ferro, sendo capaz de capturá-los, transportá-los e eliminá-los do organismo, combatendo pigmentos cutâneos como a hemossiderina.

Dica de formulação:

O segundo passo é a orientação do paciente. O melhor tratamento é aquele com início, meio e fim. Desenhe a linha de evolução desejada junto ao paciente e explique todos os passos para incentivar sua colaboração no tratamento.

O cuidado home care é agente determinante no sucesso do tratamento do Melasma.

Dica de protocolo:

  1. Avalie o paciente e indique uma formulação de sabonete home care para uso contínuo ao longo do tratamento;
  2. Em cabine, faça a correta assepsia do paciente, aplique os ácidos desejados, finalize e enfatize o uso do protetor solar físico – indique uma base adequada ao tipo de pele do paciente e que agrade ao toque.
  3. Faça um acompanhamento com o paciente até a próxima sessão. Frequência de aplicação em cabine a cargo do profissional.

E o mais importante, pesquise! Como mencionado no início do artigo, há uma infinidade de ácidos, com suas particularidades e opções de associação. Não há receita de bolo, cada paciente, um tratamento diferente. Avalie fórmulas, crie suas combinações e tenha em mãos sempre um protocolo único e seu total domínio.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Evidence-Based Treatment for Melasma: Expert

Opinion and a Review

 

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