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	<title>João Tassinary</title>
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	<description>Transformando a Estética através da Ciência</description>
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	<title>João Tassinary</title>
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		<title>Radiofrequência: 5 associações clínicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 22:47:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[eletroestimulação]]></category>
		<category><![CDATA[estética corporal]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
		<category><![CDATA[Radiofrequência]]></category>
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		<category><![CDATA[Ultrassom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A radiofrequência é um equipamento que produz correntes eletromagnéticas, fazendo com que os tecidos liberem energia térmica controlada. A partir disso, o calor pode induzir a diversas respostas fisiológicas, como a desnaturação do colágeno, levando a contração das fibras, ativação dos fibroblastos e necrose adipocitária. Os dispositivos de radiofrequência podem causar, basicamente, efeitos térmicos e [&#8230;]</p>
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<p>A radiofrequência é um equipamento que produz correntes eletromagnéticas, fazendo com que os tecidos liberem energia térmica controlada. A partir disso, o calor pode induzir a diversas respostas fisiológicas, como a desnaturação do colágeno, levando a contração das fibras, ativação dos fibroblastos e necrose adipocitária.</p>



<p>Os dispositivos de radiofrequência podem causar, basicamente, efeitos térmicos e atérmicos. O aumento da temperatura local e a ativação de proteínas do choque térmico geram os efeitos térmicos do recurso, contraindo e estimulando a síntese de fibras de colágeno. Por outro lado, os efeitos atérmicos tratam-se de alterações biológicas através da interação com receptores ou canais de membrana celular. </p>



<p>O seu baixo custo e alto nível de evidência científica tornam a radiofrequência um dos principais recursos da Estética Científica. Quando aliada a outras técnicas, é capaz de potencializar a entrega de resultados. Confira 5 dicas de associação clínica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Radiofrequência + ultrassom</strong></h2>



<p>A associação entre radiofrequência e ultrassom permite combinar diferentes formas de estímulo físico sobre os tecidos, sendo eficaz em protocolos destinados à melhora da qualidade da pele e do aspecto da celulite.&nbsp;</p>



<p>A radiofrequência promove aquecimento tecidual por meio da conversão de energia eletromagnética em calor, enquanto o ultrassom utiliza ondas mecânicas que produzem efeitos térmicos e mecânicos nos tecidos. Essa combinação contribui para aumentar a maleabilidade tecidual, favorecer processos relacionados à circulação local e estimular respostas de remodelação, dependendo dos parâmetros empregados.&nbsp;</p>



<p>Em protocolos para celulite, por exemplo, o profissional pode associar os recursos quando houver alterações na textura, irregularidades no relevo cutâneo e comprometimento da qualidade do tecido. É importante, entretanto, individualizar a aplicação, considerando a espessura do tecido, a sensibilidade da região e a intensidade de cada recurso, evitando estímulos excessivos. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1080" height="772" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2-1.png" alt="" class="wp-image-14849"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>RF + ultracavitação</strong></h2>



<p>No manejo da gordura localizada, a radiofrequência pode ser associada à ultracavitação com o objetivo de complementar as estratégias de tratamento.&nbsp;</p>



<p>A ultracavitação emprega ondas ultrassônicas de baixa frequência; por sua vez, a radiofrequência promove aquecimento dos tecidos e pode contribuir para a melhora da qualidade e da retração cutânea.&nbsp;</p>



<p>Dessa maneira, os recursos podem assumir funções complementares. Enquanto a ultracavitação foca no componente adiposo, a radiofrequência atua na qualidade do tecido cutâneo e na flacidez associada. Essa estratégia pode ser interessante em regiões nas quais há redução do volume acompanhada de perda de firmeza. </p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/veiculo-cosmetico-como-escolher-o-ideal-para-cada-ativo/">Veículo cosmético: como escolher o ideal para cada ativo?</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Radiofrequência + vacuoterapia</strong></h2>



<p>A associação da radiofrequência com a vacuoterapia pode ser utilizada em protocolos destinados à melhora do aspecto da celulite e da qualidade do tecido.&nbsp;</p>



<p>A radiofrequência promove aquecimento e estímulo térmico, enquanto a pressão negativa exercida pela vacuoterapia produz uma ação mecânica sobre a pele e o tecido subcutâneo. A mobilização promovida pelo vácuo melhora a maleabilidade dos tecidos e favorece, ainda, a circulação local. Enquanto isso, o aquecimento da radiofrequência trabalha a resposta térmica e a remodelação tecidual. Em conjunto, os recursos permitem abordar a condição por mecanismos diferentes, sendo eficazes quando há associação entre alterações do relevo cutâneo, edema e comprometimento da elasticidade.&nbsp;</p>



<p>Porém, é importante atentar que a combinação deve ser individualizada, principalmente em relação à intensidade da sucção e aos parâmetros térmicos empregados.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>RF + microagulhamento</strong></h2>



<p>Para o rejuvenescimento cutâneo, a radiofrequência pode ser associada ao microagulhamento para melhora de aspectos da pele, como textura, flacidez e estímulo à remodelação tecidual.&nbsp;</p>



<p>O microagulhamento gera microperfurações controladas que desencadeiam uma resposta reparadora. Por outro lado, a radiofrequência promove aquecimento e estímulo térmico em tecidos mais profundos, dependendo da tecnologia utilizada.&nbsp;</p>



<p>A associação de técnicas atende a protocolos para flacidez, textura irregular e sinais de envelhecimento cutâneo, mas exige atenção à sequência dos procedimentos. Como ambos podem gerar estímulos importantes ao tecido, não é adequado somar as técnicas sem considerar o tempo de recuperação e a resposta inflamatória provocada por cada uma. </p>



<p>Em certas situações, espaçar os procedimentos funciona melhor por permitir a adequada recuperação da pele.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1080" height="751" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/08/3-1.png" alt="" class="wp-image-14850"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Radiofrequência + eletroestimulação</strong></h2>



<p>Com o objetivo de tratar flacidez cutânea associada à redução do tônus muscular, a radiofrequência pode ser combinada à eletroestimulação.&nbsp;</p>



<p>Em suma, a radiofrequência atua sobre os tecidos por meio do aquecimento, enquanto a eletroestimulação promove contrações musculares induzidas por correntes elétricas. Assim, os recursos podem atuar de maneira complementar, contemplando tanto a qualidade e a firmeza da pele quanto o componente muscular relacionado ao contorno corporal.&nbsp;</p>



<p>Portanto, enquanto a radiofrequência está mais relacionada à pele e aos tecidos subjacentes, a eletroestimulação acrescenta um estímulo direcionado à musculatura.&nbsp;</p>
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		<title>Veículo cosmético: como escolher o ideal para cada ativo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 19:35:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[cosméticos]]></category>
		<category><![CDATA[cosmetologia]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[veículo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Definir o veículo da formulação cosmética é tão importante quanto acertar o ativo e as concentrações de uso. Afinal, o veículo não atua apenas como um meio de incorporação dos ativos: ele também pode influenciar a estabilidade da formulação, a liberação, a permeação e a disponibilidade dos ativos no local de ação.&#160; Em suma, isso [&#8230;]</p>
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<p>Definir o veículo da formulação cosmética é tão importante quanto acertar o ativo e as concentrações de uso. Afinal, o veículo não atua apenas como um meio de incorporação dos ativos: ele também pode influenciar a estabilidade da formulação, a liberação, a permeação e a disponibilidade dos ativos no local de ação.&nbsp;</p>



<p>Em suma, isso significa que uma mesma substância, na mesma concentração, pode apresentar comportamentos e resultados clínicos diferentes dependendo da base em que foi incorporada. No texto de hoje, eu trago 6 veículos e as suas indicações estéticas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Veículo gel</strong></h2>



<p>O gel é um veículo de textura leve, não oleosa e de rápida absorção, o que pode favorecer a sua aplicação em peles com tendência à oleosidade. É interessante quando, portanto, se busca uma preparação de rápida absorção, proporcionando sensação de conforto na pele.</p>



<p>Dependendo de sua composição e dos agentes utilizados, pode proporcionar diferentes características de liberação e permeação dos ativos, além de influenciar o sensorial e a tolerabilidade da formulação.</p>



<p><strong>Ideal para:</strong> Peles oleosas<br><strong>Funciona com:</strong> Gluconolactona, ácido glicólico e retinoico</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1080" height="739" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/08/3.png" alt="" class="wp-image-14842"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sérum aquoso</strong></h2>



<p>Trata-se de um veículo de textura leve, fluida e de rápida espalhabilidade, caracterizado por apresentar alta proporção de água em sua composição, além de baixo teor ou ausência de componentes oleosos. É capaz de proporcionar um sensorial mais leve, sendo, portanto, uma opção interessante para formulações destinadas a peles normais ou desidratadas.</p>



<p><strong>Ideal para:</strong> Peles normais e desidratadas<br><strong>Funciona com: </strong></p>



<ul>
<li>Vitamina C</li>



<li>Niacinamida</li>



<li>Gluconolactona</li>



<li>Ácido tranexâmico</li>



<li>Peptídeos</li>



<li>Alfa-arbutina</li>



<li>Ácido glicólico</li>



<li>Ácido mandélico</li>



<li>Ácido hialurônico</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Veículo creme</strong></h2>



<p>O creme é um veículo geralmente constituído por uma fase aquosa e uma fase oleosa, permitindo, com isso, incorporar ativos com diferentes características de solubilidade e proporcionar maior emoliência à pele. É capaz de promover uma hidratação mais intensa e forma um filme sobre a superfície cutânea.&nbsp;</p>



<p>Além disso, pode contribuir para a redução da perda de água e para a manutenção da integridade da barreira cutânea. Portanto, o creme é indicado principalmente para peles secas, sensibilizadas ou em situações nas quais se busca maior conforto e suporte à barreira.</p>



<p><strong>Ideal para:</strong> Peles ressecadas e sensíveis<br><strong>Funciona com:</strong> Retinoico (tretinoína) e ceramidas</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="769" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2.png" alt="" class="wp-image-14843"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Emulsão oleosa</strong></h2>



<p>A emulsão oleosa apresenta predominância de componentes lipídicos em sua estrutura, podendo, portanto, proporcionar maior emoliência, oclusividade e formação de filme sobre a pele. Tais características favorecem o aumento do conforto em peles secas, a redução da perda de água e a manutenção da barreira cutânea.&nbsp;</p>



<p>A fase oleosa, ademais, pode facilitar a incorporação de ativos lipossolúveis e influenciar sua liberação e interação com a pele. </p>



<p><strong>Ideal para: </strong>Peles muito secas e barreiras cutâneas comprometidas<br><strong>Funciona com:</strong> Vitamina E e retinol</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Veículo gel-creme</strong></h2>



<p>Trata-se de uma formulação que combina características de dois sistemas de veículo: gel aquoso e creme. Com isso, associa a leveza e a espalhabilidade do gel à maior capacidade de hidratação e conforto que é gerada pelo creme.</p>



<p>Uma vez que apresenta textura geralmente leve, porém mais hidratante do que um gel convencional, pode ser uma alternativa para diferentes tipos de pele, especialmente quando o propósito é promover equilíbrio entre sensorial, hidratação e tolerabilidade.&nbsp;</p>



<p><strong>Ideal para: </strong>Rosácea e pele envelhecida<br><strong>Funciona com:</strong> Ácido azelaico e ácido kójico</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/toxina-botulinica-o-que-interfere-na-sua-duracao/">Toxina botulínica: o que interfere na sua duração?</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Gel hidroalcoólico</strong></h2>



<p>Trata-se de um veículo composto por uma fase aquosa associada a uma proporção de álcool. Com isso, costuma apresentar textura leve, rápida espalhabilidade e secagem acelerada.</p>



<p>O álcool pode ajudar a solubilizar determinados ativos e alterar a liberação e a permeação cutânea, além de proporcionar um sensorial mais refrescante. Portanto, é indicado em formulações em que se busca baixo resíduo sobre a pele e rápida evaporação do veículo.&nbsp;</p>



<p><em>Importante:</em> seu uso deve ser bem avaliado, principalmente em peles sensíveis, sensibilizadas ou com a barreira cutânea comprometida, uma vez que o álcool pode aumentar o ressecamento e o desconforto.&nbsp;</p>



<p><strong>Ideal para: </strong>Pele oleosa e acneica<br><strong>Funciona com: </strong>Vitamina C e ácido salicílico</p>
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		<title>Toxina botulínica: o que interfere na sua duração?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 18:21:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[botox]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[toxina botulínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A toxina botulínica atua bloqueando temporariamente a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas. Assim, ocorre o relaxamento controlado da musculatura tratada, reduzindo a contração muscular responsável pela formação das rugas dinâmicas, como as da testa, glabela e região dos “pés de galinha”. Além da aplicação estética, a toxina botulínica também é amplamente utilizada na medicina.&#160; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A toxina botulínica atua bloqueando temporariamente a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas. Assim, ocorre o relaxamento controlado da musculatura tratada, reduzindo a contração muscular responsável pela formação das rugas dinâmicas, como as da testa, glabela e região dos “pés de galinha”. Além da aplicação estética, a toxina botulínica também é amplamente utilizada na medicina.&nbsp;</p>



<p>Os efeitos da técnica são temporários, durando, em média, de 3 a 6 meses. Mas o que realmente interfere na duração do produto? Descubra no texto de hoje.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uso de canetas emagrecedoras e toxina botulínica</strong></h2>



<p>Até o momento, não há evidências científicas robustas de que as canetas emagrecedoras reduzem diretamente a duração do efeito da toxina botulínica.&nbsp;</p>



<p>Portanto, não considera-se que o recurso cause qualquer interferência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Marca da toxina botulínica</strong></h2>



<p>Até o momento, não há consenso científico de que uma marca seja superior às demais em relação à duração.&nbsp;</p>



<p>Alguns estudos sugerem pequenas diferenças entre formulações, mas elas costumam ser discretas e frequentemente não têm relevância clínica quando as doses equivalentes são utilizadas. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Técnica de aplicação</strong></h2>



<p>A técnica de aplicação é um dos fatores que mais influencia a qualidade e a duração da toxina botulínica. Mesmo utilizando a mesma marca e a mesma dose, diferenças na técnica podem resultar em efeitos distintos.&nbsp;</p>



<p>A toxina deve ser injetada no ventre do músculo-alvo. Pontos mal posicionados podem reduzir a eficácia ou atingir músculos adjacentes, aumentando o risco de intercorrências, como ptose palpebral ou assimetrias. Uma aplicação precisa proporciona um bloqueio mais eficiente da musculatura, fazendo com que o resultado seja mais consistente ao longo do tempo.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/5-ativos-cosmeticos-5-indicacoes-clinicas/">5 ativos cosméticos, 5 indicações clínicas</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dose de aplicação da toxina botulínica</strong></h2>



<p>A dose aplicada influencia diretamente na intensidade e na duração do efeito da toxina botulínica. Em suma, doses adequadas para a força e o volume da musculatura tendem a proporcionar um bloqueio neuromuscular mais eficaz e duradouro, enquanto doses insuficientes podem resultar em um efeito parcial ou de menor duração.&nbsp;</p>



<p>No entanto, aumentar a dose indiscriminadamente não garante maior longevidade do tratamento e pode elevar o risco de perda excessiva da mímica facial, assimetrias e outras intercorrências. Por isso, a definição da dose deve ser individualizada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Radiofrequência após toxina botulínica</strong></h2>



<p>Até o momento, não há evidências científicas de que a radiofrequência realizada após a toxina botulínica já ter se fixado nas terminações nervosas reduza sua duração ou eficácia.&nbsp;</p>



<p>A toxina botulínica exerce seu efeito por meio do bloqueio da liberação de acetilcolina na junção neuromuscular, um processo que ocorre nas primeiras horas após a aplicação. Após esse período de ligação e internalização da toxina, a geração de calor pela radiofrequência não parece ser capaz de desfazer esse bloqueio neuromuscular. Ademais, a radiofrequência, quando aplicada corretamente, não é capaz de atingir o músculo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="786" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/07/2-1.png" alt="" class="wp-image-14837"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Massa e atividade muscular</strong></h2>



<p>A massa e a atividade muscular são fatores determinantes para a duração do efeito da toxina botulínica. De modo geral, músculos maiores, mais espessos e mais ativos apresentam maior demanda funcional e tendem a recuperar a transmissão neuromuscular mais rapidamente, o que pode reduzir o tempo de ação clínica da toxina.&nbsp;</p>



<p>Assim, pacientes com musculatura facial mais desenvolvida frequentemente necessitam de doses mais elevadas para alcançar um bloqueio adequado. Por outro lado, músculos menores e menos ativos costumam responder satisfatoriamente a doses inferiores e podem manter o efeito por um período mais prolongado. Assim, a avaliação da massa e da atividade muscular é essencial para individualizar o plano de tratamento, permitindo ajustar a dose e os pontos de aplicação de forma a otimizar a eficácia, a naturalidade e a duração dos resultados.&nbsp;</p>
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		<title>5 ativos cosméticos, 5 indicações clínicas</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/5-ativos-cosmeticos-5-indicacoes-clinicas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 19:04:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Acne]]></category>
		<category><![CDATA[cosméticos]]></category>
		<category><![CDATA[Melasma]]></category>
		<category><![CDATA[Peeling Quimico]]></category>
		<category><![CDATA[rejuvenescimento]]></category>
		<category><![CDATA[rosácea]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O peeling químico é um dos procedimentos mais utilizados na estética para melhorar a qualidade da pele. Dependendo dos cosméticos empregados e da concentração utilizada, o tratamento pode proporcionar diferentes efeitos clínicos. Quando corretamente indicados, os peelings químicos são eficazes no manejo de alterações como, por exemplo, melasma, acne, rosácea e sinais do envelhecimento cutâneo, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O peeling químico é um dos procedimentos mais utilizados na estética para melhorar a qualidade da pele. Dependendo dos cosméticos empregados e da concentração utilizada, o tratamento pode proporcionar diferentes efeitos clínicos.</p>



<p>Quando corretamente indicados, os peelings químicos são eficazes no manejo de alterações como, por exemplo, melasma, acne, rosácea e sinais do envelhecimento cutâneo, sempre a partir de uma avaliação individualizada e de protocolos baseados em evidências científicas. Neste conteúdo, você conhecerá 5 ácidos amplamente utilizados e 5 sugestões de aplicação clínica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Linhas finas – Ácido retinoico</strong></h2>



<p>O ácido retinoico é padrão-ouro quando o assunto é promoção de rejuvenescimento com peelings químicos.&nbsp;</p>



<p>Em suma, o recurso é capaz de aumentar a espessura epidérmica, reduzir a expressão de metaloproteinases e estimular a síntese de colágeno. As evidências científicas são categóricas em reforçar o potencial de promover maior produção de colágeno, resultando na suavização de linhas finas.&nbsp;</p>



<p>Além disso, estudos sugerem que concentrações adequadas de retinol em fibroblastos dérmicos humanos favorecem o aumento da expressão gênica de elastina e fibrilina-1. Assim, estimula a formação de fibras elásticas e melhora a qualidade da matriz extracelular.&nbsp;</p>



<p><em>Sugestão de fórmula:</em></p>



<p>Ácido retinoico &#8211; 0,05%<br>Ácido hialurônico &#8211; 2%<br>Veículo creme não comedogênico</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Melasma – Arbutin</strong></h2>



<p>Pesquisas científicas indicam que o arbutin é capaz de inibir a atividade primária da tirosinase, atuando, além disso, como antioxidante. A sua ação, portanto, ocorre através da inibição da produção de melanina no local em que é aplicado, e o ativo apresenta potencial clareador.&nbsp;</p>



<p><em>Sugestão de fórmula:</em></p>



<p>Ácido tranexâmico &#8211; 4%<br>Ácido glicólico &#8211; 5%<br>Niacinamida &#8211; 4%<br>Alfa-arbutin &#8211; 3%<br>Veículo gel-creme<br>pH: 4,5 </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Óstio dilatado – Cosméticos com ácido glicólico</strong></h2>



<p>O ácido glicólico reduz a coesão entre os corneócitos ao enfraquecer as ligações do estrato córneo, favorecendo a esfoliação química e acelerando a renovação epidérmica. Além disso, ao regular o processo de descamação dentro do folículo, reduz a formação de microcomedões e a obstrução dos óstios, o que contribui para a sua dilatação.&nbsp;</p>



<p>Sabe-se que concentrações adequadas de ácido glicólico induzem um processo controlado de reparo tecidual, estimulando a síntese de colágeno, elastina e glicosaminoglicanos. Esse efeito melhora a sustentação da parede folicular, reduzindo, assim, a aparência dos óstios dilatados ao longo do tempo. </p>



<p><em>Sugestão de formulação</em></p>



<p>Ácido glicólico &#8211; 6%<br>Zinco PCA &#8211; 1%<br>Niacinamida &#8211; 4%<br>Veículo gel-creme oil free qsp.<br>pH: 4 a 4,5</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="770" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/07/2.png" alt="" class="wp-image-14832"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Rosácea – Ácido azelaico</strong></h2>



<p>Estudos sugerem que a eficácia do ácido azelaico no tratamento da rosácea está relacionada, principalmente, às suas propriedades anti-inflamatórias e à sua capacidade de reduzir a formação de espécies reativas de oxigênio (EROs). Além disso, evidências indicam que o ativo atua sobre mecanismos envolvidos na fisiopatologia da doença.</p>



<p>Nesse contexto, uma pesquisa conduzida com 55 adultos portadores de rosácea papulopustular demonstrou que a aplicação de gel de ácido azelaico a 15%, 2x ao dia, reduziu a expressão da calicreína 5 (KLK5) e da catelicidina, moléculas diretamente envolvidas na resposta inflamatória característica da rosácea. Assim, tem-se que o ácido azelaico atua diretamente em vias-chave da doença, contribuindo para o controle do processo inflamatório.</p>



<p><em>Sugestão de formulação</em></p>



<p>Ácido azelaico &#8211; 10%<br>Gluconolactona &#8211; 6%<br>Pantenol &#8211; 2%<br>Madecassoside &#8211; 0,1%<br>Veículo gel-creme calmante qsp.<br>pH sugerido: 4,5 a 5</p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/vacuoterapia-tecnica-ultrapassada-ou-ainda-eficaz-na-estetica/">Vacuoterapia: técnica ultrapassada ou ainda eficaz na Estética?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Acne inflamatória – Cosméticos com ácido salicílico</strong></h2>



<p>Trata-se de um agente com propriedades queratolíticas e sebostáticas. Em suma, o ativo diminui a coesão dos corneócitos e desobstrui os folículos pilossebáceos, estimulando, portanto, o processo de renovação das células epidermais.&nbsp;</p>



<p>Com a sua ação antisséptica, o ativo equilibra as manifestações seborreicas da pele oleosa ou acneica. Devido às suas propriedades lipofílicas, queratolíticas, bactericidas e anti-inflamatórias, o ácido salicílico diminui a produção sebácea, a hiperqueratinização dos ductos dos folículos pilossebáceos, a proliferação bacteriana e o processo inflamatório da pele acneica.&nbsp;</p>



<p><em>Sugestão de formulação</em></p>



<p>Ácido glicólico &#8211; 4%<br>Ácido salicílico &#8211; 3%<br>Extrato glicólico de hamamelis &#8211; 3%<br>Veículo gel</p>
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		<title>Vacuoterapia: técnica ultrapassada ou ainda eficaz na Estética?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 18:26:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[eletroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Endermologia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos estéticos]]></category>
		<category><![CDATA[vacuoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante muitos anos, a vacuoterapia foi um dos principais recursos utilizados por profissionais da Estética. No entanto, com o surgimento de novas tecnologias, a técnica passou a ser vista por muitos como ultrapassada. Mas será que essa percepção faz sentido?&#160; A resposta é não. Na verdade, o tempo permitiu que a Ciência investigasse seus mecanismos [&#8230;]</p>
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<p>Durante muitos anos, a vacuoterapia foi um dos principais recursos utilizados por profissionais da Estética. No entanto, com o surgimento de novas tecnologias, a técnica passou a ser vista por muitos como ultrapassada. Mas será que essa percepção faz sentido?&nbsp;</p>



<p>A resposta é não. Na verdade, o tempo permitiu que a Ciência investigasse seus mecanismos de ação, suas indicações e, principalmente, a sua segurança clínica. Por isso, hoje sabemos exatamente em quais casos a vacuoterapia pode oferecer excelentes resultados, e em quais ela não deve ser utilizada. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a vacuoterapia?</strong></h2>



<p>A vacuoterapia é um recurso terapêutico que utiliza pressão negativa para promover deformação mecânica dos tecidos. Embora tenha sido descrita cientificamente na década de 1970 para o tratamento de cicatrizes em pacientes queimados, o conceito é muito mais antigo.</p>



<p>Registros mostram que técnicas semelhantes já eram utilizadas há milhares de anos com ventosas, chifres de animais e recipientes de bambu ou metal. Com o avanço da tecnologia, no entanto, esses dispositivos evoluíram até chegar aos equipamentos modernos utilizados atualmente na Estética.</p>



<p>Ao longo dos séculos XIX e XX, a técnica evoluiu significativamente com o desenvolvimento de equipamentos capazes de gerar sucção de forma mecânica, tornando a aplicação mais controlada. Nesse período, a vacuoterapia passou a ser empregada principalmente na reabilitação de alterações musculoesqueléticas.</p>



<p>Um marco importante ocorreu na década de 1970, quando fisioterapeutas franceses passaram a estudar de forma mais sistemática a aplicação da pressão negativa para a mobilização dos tecidos, estabelecendo bases científicas para a técnica. Alguns anos depois, em 1986, surgiu o termo endermologia, utilizado para designar um dispositivo que associa a pressão negativa a roletes, motorizados ou não, permitindo uma mobilização tecidual mais eficiente e controlada.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/os-6-recursos-de-eletroterapia-essenciais/">Os 6 recursos de eletroterapia essenciais</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vacuoterapia e endermologia são a mesma coisa? </strong></h2>



<p>Embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, existe uma diferença técnica importante.</p>



<p><strong>Vacuoterapia:</strong> Utiliza apenas a pressão negativa (vácuo);<br><strong>Endermologia:</strong> Combina a pressão negativa com roletes mecânicos, que promovem uma pressão positiva adicional sobre os tecidos.</p>



<p>Na prática clínica, ambos podem produzir resultados semelhantes quando corretamente parametrizados. No entanto, mais importante do que o tipo de equipamento é saber ajustar a intensidade da sucção e selecionar corretamente os pacientes.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1431" height="821" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-30-152013.png" alt="" class="wp-image-14827"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como a vacuoterapia atua no organismo?</strong></h2>



<p>O principal mecanismo de ação da vacuoterapia é a mecanotransdução.</p>



<p>Esse processo acontece quando uma força mecânica aplicada sobre o tecido é convertida em respostas celulares. Entre os principais efeitos estão, por exemplo, estímulo dos fibroblastos, remodelação do tecido conjuntivo, reorganização das fibras de colágeno, melhora da mobilidade entre os tecidos e aumento da microcirculação local.</p>



<p>Portanto, trata-se de um recurso eficaz para tratamento de cicatrizes e fibroses, remodelação tecidual, celulite com componente fibrótico e fibroses pós-operatórias tardias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Contraindicações do recurso</strong></h2>



<p>Assim como qualquer recurso na Estética, a vacuoterapia exige avaliação antes de ser elencada na prática clínica.</p>



<p>Entre as contraindicações absolutas, estão:</p>



<ul>
<li>Trombose venosa profunda;</li>



<li>Infecções agudas;</li>



<li>Feridas abertas;</li>



<li>Hemorragias ativas;</li>



<li>Neoplasias na área tratada;</li>



<li>Insuficiência cardíaca descompensada;</li>



<li>Distúrbios graves da coagulação.</li>
</ul>



<p>Além disso, há contraindicações relativas, como gestação, uso de anticoagulantes, varizes calibrosas, diabetes descompensada e algumas doenças dermatológicas, que exigem análise individualizada antes da aplicação.</p>



<p>A vacuoterapia não é uma técnica ultrapassada e segue sendo estudada para garantir maior segurança clínica. Hoje, sabemos que seu maior potencial está na remodelação tecidual e no tratamento de fibroses, aderências cicatriciais e celulite fibrótica. Em suma, o diferencial na entrega de resultados está em compreender os mecanismos de ação e as indicações de aplicação, e realizar uma parametrização adequada para cada paciente.</p>
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		<title>Os 6 recursos de eletroterapia essenciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 18:25:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[criolipólise]]></category>
		<category><![CDATA[eletrolipólise]]></category>
		<category><![CDATA[eletroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[jato de plasma]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
		<category><![CDATA[Radiofrequência]]></category>
		<category><![CDATA[Ultrassom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A evolução da Estética está diretamente relacionada ao avanço das tecnologias nas clínicas. Assim, a eletroterapia se destaca como uma das principais aliadas do profissional, permitindo abordagens mais precisas, seguras e eficientes. Porém, diante de tantas opções disponíveis, quais são os recursos que realmente merecem espaço na rotina estética? Neste artigo, você conhecerá seis tecnologias [&#8230;]</p>
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<p>A evolução da Estética está diretamente relacionada ao avanço das tecnologias nas clínicas. Assim, a eletroterapia se destaca como uma das principais aliadas do profissional, permitindo abordagens mais precisas, seguras e eficientes. Porém, diante de tantas opções disponíveis, quais são os recursos que realmente merecem espaço na rotina estética? Neste artigo, você conhecerá seis tecnologias de eletroterapia importantes para quem busca resultados consistentes e embasados cientificamente. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ultrassom</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>O ultrassom é um recurso amplamente empregado na área da saúde para o tratamento de diferentes disfunções. Dentre elas, cita-se desde a reabilitação musculoesquelética até a permeação transdérmica de ativos por meio da fonoforese. Na Estética, sua aplicação é especialmente relevante devido aos resultados observados no manejo de alterações corporais.</p>



<p>Para compreender seus mecanismos de ação, é fundamental considerar os parâmetros físicos envolvidos, principalmente a intensidade e a frequência. De acordo com a intensidade utilizada, o ultrassom pode ser classificado em baixa ou alta intensidade. Equipamentos que operam entre 0,125 e 3 W/cm² são utilizados para favorecer a <strong>permeação de substâncias através da pele</strong> e <strong>estimular processos fisiológicos relacionados ao reparo tecidual</strong>. Em contrapartida, tecnologias que empregam intensidades iguais ou superiores a 5 W/cm² têm como objetivo promover a <strong>destruição seletiva e controlada de determinados tecidos</strong>.</p>



<p>Outro parâmetro essencial é a frequência, definida como o número de ciclos completados em um segundo e expressa em hertz (Hz). Na prática clínica, frequências entre 1 e 3 MHz são frequentemente utilizadas para atingir estruturas localizadas no sistema tegumentar e na tela subcutânea. Já frequências próximas a 5 MHz apresentam ação predominantemente sobre a epiderme e a derme, sendo, portanto, mais indicadas para tratamentos que demandam atuação superficial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Radiofrequência</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>A radiofrequência atua por meio da emissão de correntes eletromagnéticas capazes de promover o aquecimento controlado dos tecidos biológicos. Esse aumento térmico ocorre devido à resistência oferecida pelos tecidos à passagem da corrente elétrica, resultando, portanto, na conversão de energia eletromagnética em calor.</p>



<p>Quando aplicada de forma seletiva e controlada ao tecido conjuntivo, a elevação da temperatura desencadeia alterações fisiológicas importantes. Entre elas, destacam-se a desnaturação parcial das fibras de colágeno, seguida de sua contração imediata, a ativação dos fibroblastos e o estímulo à neocolagênese. Em tecidos adiposos, temperaturas mais elevadas podem promover danos térmicos aos adipócitos, favorecendo processos inflamatórios locais e contribuindo para a lipólise secundária em áreas adjacentes.</p>



<p>Os efeitos biológicos da radiofrequência podem ser classificados, em suma, em térmicos e atérmicos. Os efeitos térmicos decorrem do aumento da temperatura tecidual e da ativação de proteínas de choque térmico, estando associados à contração das fibras de colágeno e ao estímulo da síntese de novas fibras. Por outro lado, os efeitos atérmicos são atribuídos à interação dos campos eletromagnéticos com estruturas celulares, como receptores e canais de membrana, desencadeando respostas biológicas independentes do aquecimento significativo dos tecidos.</p>



<p>Na radiofrequência, é fundamental estar atento aos parâmetros de <strong>frequência, potência e configuração dos polos do equipamento</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Frequência</h3>



<p>Como já vimos, a <strong>frequência </strong>corresponde ao número de vezes que a corrente elétrica alterna sua direção em um segundo, sendo expressa em hertz (Hz). Nos equipamentos utilizados em Estética, essa frequência geralmente varia entre 0,5 e 40 MHz. É importante atentar que quanto menor a frequência empregada, maior tende a ser sua capacidade de atingir tecidos mais profundos; por outro lado, frequências mais elevadas promovem uma ação mais superficial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Potência</h3>



<p>A <strong>potência </strong>é um dos principais parâmetros da radiofrequência e influencia diretamente os efeitos produzidos nos tecidos. O pico de potência está relacionado à estimativa do efeito térmico gerado, enquanto a potência média determina a velocidade com que o aquecimento ocorre. Nos equipamentos que operam em modo contínuo, os valores de potência de pico e potência média são equivalentes. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Polos dos equipamentos</h3>



<p>Atualmente, os dispositivos de radiofrequência utilizados na Estética podem empregar sistemas<strong> monopolares ou multipolares </strong>(bipolares, tripolares ou com múltiplos polos). Nos sistemas monopolares, a corrente elétrica flui entre um eletrodo ativo e uma placa de retorno posicionada no corpo do paciente, permitindo maior profundidade de penetração da energia. Nos sistemas multipolares, os polos positivo e negativo estão presentes no mesmo cabeçote, dispensando, assim, o uso de aterramento. Nesses equipamentos, a corrente circula entre os eletrodos do aplicador, e a profundidade de ação é proporcional à distância entre os polos, atingindo aproximadamente metade desse espaço. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Jato de plasma</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>O jato de plasma é um recurso que utiliza corrente contínua ou pulsada de alta intensidade para gerar plasma, um gás parcialmente ionizado conhecido como o quarto estado da matéria. Independentemente da tecnologia empregada (direta, indireta ou híbrida), seu princípio de funcionamento baseia-se na formação desse plasma e na interação da energia com os tecidos biológicos.</p>



<p>Do ponto de vista fisiológico, o recurso promove uma lesão tegumentar controlada capaz de desencadear o processo de reparo tecidual. Essa resposta envolve o <strong>aumento da proliferação de fibroblastos, a síntese de colágeno e elastina e a remodelação da matriz extracelular</strong>, favorecendo a regeneração dos tecidos e contribuindo para a melhora de diferentes alterações estéticas.</p>



<p>A ação do jato de plasma ocorre principalmente por meio da desidratação superficial da epiderme, resultando na formação de uma crosta temporária. Esse processo é frequentemente descrito na literatura como um “curativo biológico”, pois protege a área tratada durante a cicatrização e possibilita a renovação do tecido cutâneo subjacente. Após a descamação da crosta, observa-se a formação de um novo tecido com características estruturais e funcionais aprimoradas.</p>



<p>Considerando seus mecanismos de ação, a principal indicação clínica do jato de plasma é o tratamento da ptose palpebral, possibilitando uma abordagem conhecida como blefaroplastia não cirúrgica. Assim, a retração tecidual associada ao estímulo fibroblástico contribui para a melhora da flacidez da região.</p>



<p>Além disso, o recurso pode ser utilizado no tratamento de diversas alterações estéticas, como, por exemplo, manchas senis, rugas e rítides, estrias, flacidez tissular, cicatrizes hipotróficas de acne e envelhecimento cutâneo.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/melasma-3-recursos-para-tratamento/">Melasma: 3 recursos para tratamento</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Microagulhamento</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>O microagulhamento é uma técnica que promove micropunturas controladas na pele com o objetivo de estimular processos de reparo e regeneração tecidual. Tradicionalmente, o procedimento é realizado com um dispositivo em formato de rolo (<em>roller</em>), composto por agulhas de aço inoxidável dispostas paralelamente e previamente esterilizadas por radiação gama. Essas agulhas são de uso único e apresentam comprimento uniforme ao longo de todo o dispositivo, variando entre 0,25 mm e 3,0 mm conforme a indicação clínica.</p>



<p>A execução da técnica depende da habilidade do profissional, que deve aplicar movimentos curtos e precisos de vai e vem, geralmente em padrão de asterisco. Recomenda-se, por exemplo, realizar entre 10 e 15 passadas por área tratada, utilizando uma pressão controlada para garantir a segurança e a eficácia do procedimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="5344" height="3568" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/06/doctor-with-rubber-gloves-doing-plastic-face-surgery-happy-young-female-1.jpg" alt="" class="wp-image-14821"/></figure>



<p>Além dos <em>rollers</em>, existem dispositivos elétricos automatizados que realizam as micropunturas por meio de movimentos pulsáteis das agulhas. Nesses equipamentos, é possível ajustar tanto a velocidade de aplicação quanto a profundidade das punções, que normalmente varia entre 0,25 mm e 2,5 mm. As ponteiras são descartáveis e podem conter diferentes quantidades de agulhas.</p>



<p>Embora a técnica de aplicação mantenha o padrão de movimentos cruzados e repetitivos sobre a região tratada, os dispositivos elétricos dispensam a necessidade de pressão manual constante, proporcionando maior padronização das punções e melhor controle da profundidade de tratamento.</p>



<p>O recurso é indicado para o manejo de cicatrizes atróficas, alopecia, hiperpigmentações, flacidez, estrias e envelhecimento, e para promover a permeação transdérmica de ativos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eletrolipólise</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>A eletrolipólise é um recurso utilizado no tratamento da gordura localizada. A técnica consiste na aplicação de corrente elétrica por meio de agulhas inseridas no tecido adiposo, com o objetivo de estimular processos lipolíticos nos adipócitos. Como resultado, ocorre a mobilização dos triglicerídeos armazenados, favorecendo a liberação de ácidos graxos e glicerol para o meio extracelular.</p>



<p>Além de sua aplicação no manejo do acúmulo adiposo, alguns estudos sugerem que a eletrolipólise pode atuar como recurso complementar no tratamento da celulite, especialmente quando associada a outras estratégias terapêuticas.</p>



<p>Diversos tipos de correntes elétricas têm sido empregados na prática clínica, uma vez que os mecanismos fisiológicos envolvidos parecem estar relacionados à modulação do sistema neuro-hormonal. Nesse contexto, a ativação do sistema nervoso simpático está associada ao estímulo da lipólise, enquanto a predominância da atividade parassimpática tende a inibir esse processo metabólico.</p>



<p>De modo geral, a estimulação elétrica promove uma série de respostas fisiológicas na região tratada, incluindo<strong> aumento da circulação sanguínea local, intensificação do metabolismo celular e maior demanda energética dos tecidos</strong>. Esses efeitos contribuem para a mobilização de substratos energéticos e podem, então, potencializar os resultados obtidos no tratamento das alterações do tecido adiposo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Criolipólise</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>A criolipólise tem demonstrado resultados consistentes na redução da gordura subcutânea em estudos pré-clínicos e clínicos. Embora os mecanismos envolvidos inicialmente não fossem totalmente compreendidos, o crescente número de pesquisas realizadas nos últimos anos ampliou o conhecimento sobre a técnica e contribuiu para sua popularização como uma alternativa não invasiva à lipoaspiração para o tratamento da gordura localizada.</p>



<p>Apesar de ainda existirem aspectos a serem esclarecidos, alguns mecanismos são amplamente aceitos para explicar os efeitos da criolipólise sobre os adipócitos. Entre eles, destacam-se:</p>



<ul>
<li><strong>Cristalização dos lipídios intracelulares</strong></li>



<li><strong>Dano mecânico direto às células adiposas</strong></li>



<li><strong>Lesão isquêmica induzida pelo frio </strong></li>



<li><strong>Efeitos decorrentes da reperfusão tecidual após o tratamento.</strong></li>
</ul>



<p>A teoria mais difundida sugere que o resfriamento controlado promove a cristalização dos lipídios presentes no interior dos adipócitos. Tal fenômeno é descrito em estudos experimentais como a formação de “cristais de gordura” ou “gelo lipídico”. Esse processo, em suma, desencadeia alterações estruturais celulares que culminam em uma resposta inflamatória local e na eliminação gradual dos adipócitos pelo organismo. Com isso, resulta na redução progressiva da camada adiposa tratada.</p>
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		<title>Melasma: 3 recursos para tratamento</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/melasma-3-recursos-para-tratamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:43:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[cosmetologia]]></category>
		<category><![CDATA[fototerapia]]></category>
		<category><![CDATA[Melasma]]></category>
		<category><![CDATA[Microdermoabrasão]]></category>
		<category><![CDATA[Peeling Quimico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o inverno se aproximando, período mais favorável para o manejo da afecção, confira 3 estratégias terapêuticas eficazes para tratamento de melasma.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A hipercromia cutânea, também conhecida como melasma, é um distúrbio hipermelanótico comum, intensificado pela fotossensibilização. Essa alteração estética caracteriza-se pelo surgimento de máculas e manchas hiperpigmentadas, assintomáticas, que se distribuem de forma simétrica na face.</p>



<p>A fisiopatologia das hiperpigmentações faciais envolve uma interação complexa entre fatores hormonais, como gestação, terapias hormonais e uso de contraceptivos orais, predisposição genética e exposição à radiação solar.</p>



<p>Com o inverno se aproximando, período mais favorável para o manejo dessa afecção, eu preparei 3 estratégias terapêuticas eficazes para tratamento de melasma.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Microdermoabrasão no melasma</strong></h2>



<p>Estudos demonstram que a microdermoabrasão favorece uma distribuição mais homogênea dos melanossomas na epiderme, além de contribuir para a redução da melanização dessa camada. Entretanto, observa-se melhor resposta clínica quando o melasma está associado ao envelhecimento cutâneo.</p>



<p>Em clínica, a técnica atua na remoção da porção mais superficial do estrato córneo já pigmentado, interferindo na terceira via da melanogênese. Ainda assim, seu principal benefício está na potencialização da permeação transdérmica de ativos despigmentantes (como a vitamina C, por exemplo), otimizando os resultados dos protocolos associados.</p>



<p>Para esse fim, a aplicação deve ser conduzida de forma controlada, evitando o processo inflamatório:</p>



<ul>
<li>Pressão máxima de -200 mmHg</li>



<li>Até 2 passadas leves na área tratada</li>
</ul>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/5-acidos-de-alta-eficacia-na-estetica-facial/">5 ácidos de alta eficácia na estética facial</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fototerapia de baixa intensidade no melasma</strong></h2>



<p>Estudos sugerem que a fotobiomodulação pode reduzir o conteúdo de melanina, além de inibir a maturação dos melanossomas e a atividade da enzima tirosinase quando utilizados comprimentos de onda nas faixas do âmbar, vermelho e infravermelho (585, 660, 830 e 850 nm). Esses efeitos estão associados à regulação negativa da expressão gênica e à redução da síntese proteica de marcadores-chave da melanogênese, como tirosinase, TRP-1, TRP-2 e o fator de transcrição MITF.</p>



<p>Por outro lado, comprimentos de onda na faixa do azul (450 a 470 nm) demonstram efeito oposto, promovendo aumento da melanogênese por meio da regulação positiva desses mesmos genes, elevando a atividade da tirosinase e de seus cofatores.</p>



<p>Portanto, há evidências de melhora do eritema e da hiperpigmentação com protocolos semanais utilizando luz âmbar ou vermelha, ao longo de aproximadamente 8 semanas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cosmetologia no tratamento de melasma</strong></h2>



<p>Para um tratamento eficaz da afecção, é fundamental que o profissional de Estética atue de forma integrada em todas as etapas da melanogênese; isto é, antes, durante e após a produção de melanina.</p>



<p>Trago, portanto, três sugestões de ácidos que atuam de forma estratégica nas diferentes vias do manejo da melanogênese.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="745" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/05/2.png" alt="" class="wp-image-14816"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Tranexâmico</h3>



<p>Atuando antes da síntese de melanina, o ácido tranexâmico reduz a atividade da plasmina induzida pela radiação UV e, consequentemente, a liberação de ácido araquidônico, modulando a cascata inflamatória envolvida na melanogênese. Esse mecanismo interfere na liberação de fatores de crescimento, considerada uma das principais vias de ação desse ácido no tratamento das hiperpigmentações.</p>



<p>Evidências demonstram que muitos casos de melasma apresentam componente vascular em sua fisiopatologia, caracterizado pelo aumento do número e do calibre dos vasos. Assim, o ácido tranexâmico se destaca como uma abordagem eficaz por sua ação indireta sobre a tirosinase e por seu efeito clareador, anti-inflamatório e antiangiogênico.</p>



<p>Concentração: 5 a 10%.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Azelaico</h3>



<p>Durante a melanogênese, o ácido azelaico atua por meio da inibição da síntese de DNA e de enzimas mitocondriais, promovendo efeitos citotóxicos diretos sobre os melanócitos.</p>



<p>Apresenta ação seletiva, atuando preferencialmente em melanócitos hiperativos e disfuncionais, com mínima ou nenhuma interferência sobre outras células cutâneas ou melanócitos em estado fisiológico.</p>



<p>Concentração: 5 a 20%.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Glicólico</h3>



<p>O ácido apresenta eficácia no manejo do melasma por promover o remodelamento epidérmico, induzindo uma descamação acelerada da camada córnea. Além disso, exerce efeito inibitório sobre a síntese de melanina, favorecendo a dispersão mais rápida do pigmento. Atua, então, depois da melanogênese.</p>



<p>Caracteriza-se por alta hidrofilia, com propriedades queratolíticas e ação antioxidante, o que contribui para a renovação cutânea e para a modulação do processo melanogênico.</p>



<p>Concentração: 30% a 50% para peeling superficial.</p>
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		<title>5 ácidos de alta eficácia na estética facial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 17:56:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Acne]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Melasma]]></category>
		<category><![CDATA[Peeling Quimico]]></category>
		<category><![CDATA[rejuvenescimento]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos estéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os peelings químicos se destacam como importantes aliados na estética facial. Assim, os ácidos atuam de forma eficaz no controle da acne e do melasma, além de contribuírem para o rejuvenescimento da pele. Considerando os níveis de evidências científicas e segurança que oferecem, eu trago, no texto de hoje, 5 ácidos amplamente utilizados na prática [&#8230;]</p>
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<p>Os peelings químicos se destacam como importantes aliados na estética facial. Assim, os ácidos atuam de forma eficaz no controle da acne e do melasma, além de contribuírem para o rejuvenescimento da pele.</p>



<p>Considerando os níveis de evidências científicas e segurança que oferecem, eu trago, no texto de hoje, 5 ácidos amplamente utilizados na prática clínica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Kójico</strong></h2>



<p>No manejo de <strong>melasma</strong>, a ação clareadora ocorre por meio da inibição da enzima tirosinase, interrompendo a melanogênese. Além disso, o ativo apresenta ação quelante sobre íons de cobre e ferro, favorecendo sua captação, transporte e eliminação pelo organismo, o que contribui para a redução de pigmentos cutâneos, como a hemossiderina. </p>



<p>O efeito despigmentante, ademais, está relacionado à dispersão e eliminação dos grânulos de melanina já depositados. A literatura científica ainda descreve os ácidos kójicos como agentes antioxidantes, capazes de reverter as reações de oxidação que convertem a tirosina em dopaquinona.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Concentração</strong></em></h3>



<p>1% a 5% em home care, e até 20% em protocolos de cabine.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tricloroacético</strong></h2>



<p>Os mecanismos de ação do ácido tricloroacético envolvem desde uma esfoliação química controlada da epiderme até efeitos mais profundos associados à remodelação dérmica, por exemplo. De acordo com a concentração e a técnica utilizada, sua ação pode atingir a derme papilar e, em determinados protocolos, alcançar camadas mais profundas, contribuindo para a melhora da flacidez e de rugas, tanto finas quanto profundas.</p>



<p>A profundidade de penetração e os efeitos terapêuticos dos ácidos dependem diretamente da concentração da solução, do pH e do tempo de contato com a pele. O ATA promove precipitação de proteínas e necrose coagulativa da epiderme, levando à renovação da pele e melhora de manchas, textura e cicatrizes. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Concentração</strong></em></h3>



<p>10% a 50% para efeito peeling. Na concentração de 20%, produz um peeling de médio alcance e com menor risco de complicações. Importante: A profundidade do efeito depende não só da concentração, mas também do volume aplicado em cada camada. É preciso ter atenção caso a aplicação sobre camada seja realizada. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Glicólico</strong></h2>



<p>Os efeitos do ácido glicólico são dependentes de fatores como concentração, pH, veículo de aplicação e características da pele do paciente.&nbsp;</p>



<p>No <strong>rejuvenescimento</strong>, sua eficácia está diretamente relacionada à capacidade de promover renovação celular, hidratação e vasodilatação dermoepidérmica, com consequente estímulo da atividade fibroblástica. Para que haja estímulo efetivo dos fibroblastos e produção de fibras dérmicas e componentes da matriz extracelular, é necessário que o ativo ultrapasse a lâmina basal, atingindo a derme papilar e desencadeando uma resposta inflamatória local controlada. Essa permeação está associada à força de ação do ácido, que aumenta com maiores concentrações e menor pH.</p>



<p>Na epiderme, atuando como peeling superficial, o ácido glicólico acelera a renovação celular e melhora a hidratação, contribuindo para a suavização de linhas de expressão, melhora da textura cutânea e redução de hiperpigmentações superficiais. Na derme, entretanto, quando utilizado como peeling de média profundidade, promove vasodilatação, melhora da oxigenação e nutrição tecidual, além de estimular a atividade dos fibrócitos, favorecendo a produção de colágeno, elastina e glicosaminoglicanos, como o ácido hialurônico. Esses efeitos contribuem para a correção de rugas, desde as mais finas até as mais profundas, além de alterações cicatriciais hipotróficas.</p>



<p>Por outro lado, na <strong>acne</strong>, o seu valor terapêutico está relacionado à capacidade de promover uma leve epidermólise, facilitando o desalojamento de comedões e a consequente redução de pústulas que acometem o epitélio folicular. Além disso, contribui para o controle da hiperqueratinização do ducto pilossebáceo</p>



<p>No tratamento do <strong>melasma</strong>, atua por meio do remodelamento epidérmico, promovendo descamação acelerada, além de exercer efeito inibitório sobre a síntese de melanina, favorecendo, portanto, a dispersão do pigmento. Trata-se de um ativo altamente hidrofílico, com propriedades queratolíticas e antioxidantes.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>Concentrações</em>:</strong></h3>



<p><strong>Manejo de acne: </strong>10% a 30% para peeling superficial.<br><strong>Manejo de melasma: </strong>30% a 50% para peeling superficial. Em 70% e em pH abaixo de 1,0, pode tornar-se um peeling de profundidade média.<br><strong>Rejuvenescimento: </strong>Na prática clínica, é utilizado em concentrações que variam de 20% a 70%. Como home care, sua utilização é em forma de sabonetes líquidos ou formulações dermocosméticas, em concentrações de 1% a 10%.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="793" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1.png" alt="" class="wp-image-14810"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Salicílico</strong></h2>



<p>Por apresentar propriedades queratolíticas e sebostáticas, o ácido salicílico reduz a coesão entre os corneócitos e promove a desobstrução dos folículos pilossebáceos, estimulando o turnover celular, ou seja, a renovação epidérmica. Sua ação antisséptica contribui para o equilíbrio das manifestações seborreicas, sendo especialmente indicado para peles oleosas e acneicas.</p>



<p>Além disso, devido ao seu caráter lipofílico e às suas propriedades queratolíticas, bactericidas e anti-inflamatórias, o ácido salicílico atua na redução da produção sebácea, no controle da hiperqueratinização dos ductos foliculares, na diminuição da proliferação bacteriana e na modulação do processo inflamatório característico da <strong>acne</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Concentração</strong></em></h3>



<p>Na clínica, é utilizado em concentrações que variam de 14% a 30%. Em home care, em concentrações de 1% a 8%.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/olheiras-dicas-clinicas-para-tratamento/">Olheiras: dicas clínicas para tratamento</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Retinoico</strong></h2>



<p>Apresenta ação comedolítica comprovada, pois favorece a eliminação dos comedões ao acelerar a proliferação celular na camada basal. Essas propriedades reforçam a eficácia dos ácidos retinoicos, especialmente no tratamento da <strong>acne comedogênica</strong>. Além disso, o ativo contribui para a redução da excreção sebácea em pacientes acneicos, modulando a produção de lipídios na superfície cutânea.</p>



<p>No <strong>melasma</strong>, o ácido é capaz de promover a destruição controlada das camadas superficiais da pele envelhecida ou danificada, favorecendo a renovação tecidual e resultando em uma pele com aspecto mais jovem e saudável. Destaca-se especialmente nas alterações de pigmentação, uma vez que reduz a quantidade de melanina depositada, contribuindo para a melhora de hiperpigmentações salpicadas e para a uniformização do tom cutâneo, exercendo, assim, ação despigmentante.</p>



<p>Para promoção do <strong>rejuvenescimento</strong>, o ácido apresenta a capacidade de aumentar a espessura epidérmica, reduzir a expressão de metaloproteinases e estimular a síntese de colágeno. Evidências clínicas recentes reforçam o potencial do ácido retinoico em promover maior produção de colágeno, contribuindo, assim, para a suavização de linhas de expressão e rugas finas.</p>



<p>Além disso, estudos <em>in vitro</em> demonstram que concentrações adequadas de retinol em fibroblastos dérmicos humanos favorecem o aumento da expressão gênica de elastina e fibrilina-1, estimulando a formação de fibras elásticas e melhorando a qualidade da matriz extracelular.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Concentração</strong></em></h3>



<p>Em home care, de 0,025% a 0,1%. Em cabine, de 5% a 10%.</p>
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		<title>Olheiras: dicas clínicas para tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 16:51:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[olheiras]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos estéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As olheiras estão entre as queixas mais comuns na prática estética, mas também estão entre as mais desafiadoras quando falamos em tratamento. Isso acontece porque não existe um único tipo de olheira; consequentemente, não existe um único procedimento eficaz para todos os casos. Entender essa individualidade é o primeiro passo para alcançar bons resultados. Identifique [&#8230;]</p>
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<p>As olheiras estão entre as queixas mais comuns na prática estética, mas também estão entre as mais desafiadoras quando falamos em tratamento. Isso acontece porque não existe um único tipo de olheira; consequentemente, não existe um único procedimento eficaz para todos os casos. Entender essa individualidade é o primeiro passo para alcançar bons resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Identifique o tipo de olheira</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading">Depressão do sulco lacrimal</h3>



<p>A fisiopatologia dessa hiperpigmentação está relacionada a alterações no relevo da região periorbital. Nessa área, a presença do sulco lacrimal (uma depressão localizada medialmente à borda orbital inferior) favorece a formação de sombras, que se tornam mais evidentes conforme a incidência de luz no ambiente.</p>



<p>De forma geral, essa depressão pode estar associada tanto às características anatômicas individuais quanto à perda de volume de gordura subcutânea ao longo do envelhecimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/depressao-lacrimal.png" alt="" class="wp-image-14797"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Edema periorbital</h3>



<p>O edema periorbital manifesta-se por um aspecto edemaciado e amolecido da pálpebra, decorrente do acúmulo de líquido na região. Clinicamente, pode apresentar coloração arroxeada e tende a ser mais evidente no período da manhã ou após a ingestão de alimentos ricos em sódio.</p>



<p>Na prática estética, não há uma abordagem terapêutica específica e definitiva capaz de tratar esse tipo de olheira.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/edema.png" alt="" class="wp-image-14798"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Olheiras por envelhecimento da pele</h3>



<p>O envelhecimento fisiológico também impacta diretamente a região periorbital, promovendo redução do tecido gorduroso subcutâneo e afinamento cutâneo. Como consequência, há maior evidência do sulco lacrimal, com intensificação do sombreamento conforme a incidência de luz no ambiente.</p>



<p>A região periorbital apresenta maior suscetibilidade a alterações pigmentares, o que eleva o risco de desenvolvimento de hiperpigmentação pós-inflamatória.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/envelhecimento.png" alt="" class="wp-image-14800"/></figure>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/insights-clinicos-sobre-preenchimento-de-olheiras/">Insights clínicos sobre preenchimento de olheiras</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Alteração vascular</h3>



<p>Outro tipo de olheira observado na prática clínica está relacionado à alteração vascular. Nesses casos, o escurecimento decorre da maior visibilidade do plexo vascular presente nos músculos subjacentes, especialmente em indivíduos com pouca ou nenhuma camada de gordura subcutânea na região. </p>



<p>Fatores nutricionais também podem influenciar esse quadro. Evidências sugerem que a deficiência de vitamina K pode estar associada à hiperpigmentação periorbital de origem vascular, considerando seu papel essencial nos processos de coagulação sanguínea.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/vascular.png" alt="" class="wp-image-14801"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Olheiras por aumento da deposição de melanina</h3>



<p>Esse tipo de olheira pode se apresentar de duas formas principais: hiperpigmentação pós-inflamatória ou aumento do depósito de melanina.</p>



<p>A hiperpigmentação pós-inflamatória está, em geral, associada à fricção frequente ou ao hábito de coçar os olhos, apresentando características clínicas semelhantes às demais discromias decorrentes de processos inflamatórios. Já a olheira por aumento de melanina pode estar relacionada à exposição solar excessiva, que estimula a melanogênese, contribui para o afinamento do tegumento e favorece a maior visibilidade vascular. De modo geral, essa condição é mais prevalente em indivíduos com fototipos mais elevados.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/melanina-1.png" alt="" class="wp-image-14802"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Trate as olheiras de acordo com a sua fisiopatologia</strong></h2>



<p>A <strong>olheira por depressão do sulco lacrimal </strong>está principalmente associada à reabsorção óssea do rebordo infraorbital, o que leva ao aumento da cavidade orbitária. Esse processo costuma vir acompanhado da atrofia da gordura profunda e da maior evidência do sulco nasojugal, caracterizando uma alteração que não é localizada, mas sim resultado de uma desorganização estrutural mais ampla da região periocular.&nbsp;</p>



<p>Nesses casos, a conduta geralmente envolve a intradermoterapia e o preenchimento estrutural profundo, realizado em plano supraperiostal ou submuscular, com produtos que proporcionem sustentação de forma controlada.</p>



<p>Por outro lado, a<strong> olheira vascular </strong>apresenta uma fisiopatologia distinta. Está relacionada à congestão venosa, à presença de uma pele mais fina e translúcida e, em alguns casos, à hiperpigmentação decorrente do extravasamento sanguíneo. No tratamento, indica-se modulação da microcirculação com uso de cafeína.&nbsp;</p>



<p>Já a <strong>olheira pigmentar</strong> decorre do aumento do depósito de melanina, influenciado por fatores genéticos, processos inflamatórios e exposição solar. A inflamação pode intensificar a produção de melanina e agravar a discromia. Então, o manejo deve priorizar abordagens dermatológicas com foco em despigmentação, como peelings químicos, lasers ou outras tecnologias específicas.</p>
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		<title>Insights clínicos sobre preenchimento de olheiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 18:36:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[harmonização facial]]></category>
		<category><![CDATA[olheiras]]></category>
		<category><![CDATA[preenchimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As olheiras estão entre as queixas mais frequentes nas clínicas de Estética, podendo impactar significativamente a autoestima e a percepção da própria imagem dos pacientes. No manejo dessa condição, o preenchimento com ácido hialurônico tem demonstrado resultados eficazes, especialmente em casos relacionados à depressão do sulco lacrimal ou perda de volume na região infraorbital. Entretanto, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As olheiras estão entre as queixas mais frequentes nas clínicas de Estética, podendo impactar significativamente a autoestima e a percepção da própria imagem dos pacientes.</p>



<p>No manejo dessa condição, o preenchimento com ácido hialurônico tem demonstrado resultados eficazes, especialmente em casos relacionados à depressão do sulco lacrimal ou perda de volume na região infraorbital. Entretanto, para que os resultados sejam satisfatórios e seguros, é fundamental que o profissional avalie corretamente a causa das olheiras e escolha a técnica adequada, respeitando a anatomia da região e os princípios de segurança do procedimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Anatomia da região infraorbital</strong></h2>



<p>A região infraorbital é considerada uma das áreas mais desafiadoras da harmonização facial devido à sua complexidade anatômica, intensa vascularização e à delicada interação entre pele, gordura, músculos, ligamentos e estrutura óssea. Por isso, antes de qualquer protocolo com ácido hialurônico, é fundamental compreender essa região como um sistema tridimensional integrado.</p>



<p>A pele dessa região é extremamente fina e translúcida, o que torna qualquer irregularidade ou excesso de produto facilmente perceptível, exigindo, assim, grande precisão na abordagem. Nos planos superficiais, a gordura é mais frouxa e móvel, o que dificulta o uso de preenchedores. Já os compartimentos profundos oferecem melhor suporte estrutural, tornando-se alvos mais estratégicos para correções, especialmente nas olheiras estruturais. A musculatura orbicular ativa, os ligamentos de retenção e a reabsorção óssea relacionada ao envelhecimento também influenciam diretamente a formação do sulco nasojugal e devem, portanto, ser considerados no planejamento.</p>



<p>Além disso, a região apresenta rede vascular e neural complexa, exigindo técnicas seguras, injeções lentas e volumes controlados. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="689" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1.png" alt="" class="wp-image-14792"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tipos de olheiras</strong></h2>



<p>A <strong>olheira estrutural</strong> está relacionada, sobretudo, à reabsorção óssea do rebordo infraorbital, o que amplia o diâmetro da órbita, associada à atrofia da gordura profunda e à presença de um sulco nasojugal mais evidente. Assim, a alteração não é pontual, mas envolve uma desorganização estrutural mais ampla da região periocular. Por isso, a conduta geralmente envolve preenchimento estrutural profundo, realizado em plano supraperiostal ou submuscular profundo, utilizando produtos capazes de oferecer sustentação de forma controlada.&nbsp;</p>



<p>A <strong>olheira vascular</strong>, por outro lado, apresenta fisiopatologia distinta. Ela está associada à congestão venosa, à presença de pele fina e translúcida e, em determinadas situações, à hiperpigmentação decorrente do extravasamento sanguíneo. Frequentemente há influência genética, e o quadro pode, então, se intensificar com o envelhecimento. Nesses casos, o uso de preenchedores não deve ser considerado como primeira abordagem isolada. O foco inicial deve estar na melhora da qualidade cutânea, com estímulo de colágeno, modulação da microcirculação local e otimização da hidratação. Tecnologias associadas e terapias regenerativas, como bioestimuladores, microagulhamento, intradermoterapia, PDRN, exossomos ou fios, podem ser indicadas antes de qualquer tentativa de volumização profunda.</p>



<p>Já a <strong>olheira pigmentar</strong> resulta do aumento do depósito de melanina, influenciado por fatores genéticos, processos inflamatórios e exposição solar. A inflamação pode intensificar a melanogênese e acentuar, assim, a discromia. Nessa situação, o preenchimento não atua sobre a causa do problema. O manejo deve priorizar abordagens dermatológicas voltadas à despigmentação, como peelings químicos, lasers ou outras tecnologias específicas, por exemplo. </p>



<p>Na prática clínica, a apresentação mais frequente é a <strong>olheira mista</strong>, na qual coexistem componentes estruturais, vasculares e pigmentares. </p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/bioestimuladores-na-harmonizacao-facial/">Bioestimuladores na harmonização facial</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ácido hialurônico no preenchimento</strong></h2>



<p>Embora o ácido hialurônico apresente alta biocompatibilidade e possa ser revertido com hialuronidase, a segurança do procedimento depende diretamente do conhecimento anatômico, da escolha adequada do produto e da técnica empregada. O planejamento deve sempre incluir análise estática e dinâmica da região, avaliando profundidade do sulco, qualidade da pele, presença de edema, bolsas herniadas, grau de reabsorção óssea e padrão vascular.</p>



<p>Os planos mais seguros de aplicação são o supraperiostal e o submuscular profundo, devendo-se evitar planos superficiais, como o subdérmico ou intramuscular no orbicular. A técnica com cânula (22G ou 25G) emprega a retroinjeção de microdepósitos profundos em volumes reduzidos, geralmente de 0,05 ml por ponto. Nessa região, o controle volumétrico é fundamental, pois subcorrigir e reavaliar é sempre mais seguro do que exceder o volume inicial.</p>



<p>A prevenção de complicações exige injeções lentas, volumes controlados e atenção constante às zonas de risco.</p>
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