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	<title>João Tassinary</title>
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	<description>Transformando a Estética através da Ciência</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Jun 2026 18:26:55 +0000</lastBuildDate>
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	<title>João Tassinary</title>
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		<title>Vacuoterapia: técnica ultrapassada ou ainda eficaz na Estética?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 18:26:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[eletroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Endermologia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos estéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante muitos anos, a vacuoterapia foi um dos principais recursos utilizados por profissionais da Estética. No entanto, com o surgimento de novas tecnologias, a técnica passou a ser vista por muitos como ultrapassada. Mas será que essa percepção faz sentido?&#160; A resposta é não. Na verdade, o tempo permitiu que a Ciência investigasse seus mecanismos [&#8230;]</p>
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<p>Durante muitos anos, a vacuoterapia foi um dos principais recursos utilizados por profissionais da Estética. No entanto, com o surgimento de novas tecnologias, a técnica passou a ser vista por muitos como ultrapassada. Mas será que essa percepção faz sentido?&nbsp;</p>



<p>A resposta é não. Na verdade, o tempo permitiu que a Ciência investigasse seus mecanismos de ação, suas indicações e, principalmente, a sua segurança clínica. Por isso, hoje sabemos exatamente em quais casos a vacuoterapia pode oferecer excelentes resultados, e em quais ela não deve ser utilizada. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a vacuoterapia?</strong></h2>



<p>A vacuoterapia é um recurso terapêutico que utiliza pressão negativa para promover deformação mecânica dos tecidos. Embora tenha sido descrita cientificamente na década de 1970 para o tratamento de cicatrizes em pacientes queimados, o conceito é muito mais antigo.</p>



<p>Registros mostram que técnicas semelhantes já eram utilizadas há milhares de anos com ventosas, chifres de animais e recipientes de bambu ou metal. Com o avanço da tecnologia, no entanto, esses dispositivos evoluíram até chegar aos equipamentos modernos utilizados atualmente na Estética.</p>



<p>Ao longo dos séculos XIX e XX, a técnica evoluiu significativamente com o desenvolvimento de equipamentos capazes de gerar sucção de forma mecânica, tornando a aplicação mais controlada. Nesse período, a vacuoterapia passou a ser empregada principalmente na reabilitação de alterações musculoesqueléticas.</p>



<p>Um marco importante ocorreu na década de 1970, quando fisioterapeutas franceses passaram a estudar de forma mais sistemática a aplicação da pressão negativa para a mobilização dos tecidos, estabelecendo bases científicas para a técnica. Alguns anos depois, em 1986, surgiu o termo endermologia, utilizado para designar um dispositivo que associa a pressão negativa a roletes, motorizados ou não, permitindo uma mobilização tecidual mais eficiente e controlada.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/os-6-recursos-de-eletroterapia-essenciais/">Os 6 recursos de eletroterapia essenciais</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vacuoterapia e endermologia são a mesma coisa? </strong></h2>



<p>Embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, existe uma diferença técnica importante.</p>



<p><strong>Vacuoterapia:</strong> Utiliza apenas a pressão negativa (vácuo);<br><strong>Endermologia:</strong> Combina a pressão negativa com roletes mecânicos, que promovem uma pressão positiva adicional sobre os tecidos.</p>



<p>Na prática clínica, ambos podem produzir resultados semelhantes quando corretamente parametrizados. No entanto, mais importante do que o tipo de equipamento é saber ajustar a intensidade da sucção e selecionar corretamente os pacientes.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1431" height="821" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-30-152013.png" alt="" class="wp-image-14827"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como a vacuoterapia atua no organismo?</strong></h2>



<p>O principal mecanismo de ação da vacuoterapia é a mecanotransdução.</p>



<p>Esse processo acontece quando uma força mecânica aplicada sobre o tecido é convertida em respostas celulares. Entre os principais efeitos estão, por exemplo, estímulo dos fibroblastos, remodelação do tecido conjuntivo, reorganização das fibras de colágeno, melhora da mobilidade entre os tecidos e aumento da microcirculação local.</p>



<p>Portanto, trata-se de um recurso eficaz para tratamento de cicatrizes e fibroses, remodelação tecidual, celulite com componente fibrótico e fibroses pós-operatórias tardias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Contraindicações do recurso</strong></h2>



<p>Assim como qualquer recurso na Estética, a vacuoterapia exige avaliação antes de ser elencada na prática clínica.</p>



<p>Entre as contraindicações absolutas, estão:</p>



<ul>
<li>Trombose venosa profunda;</li>



<li>Infecções agudas;</li>



<li>Feridas abertas;</li>



<li>Hemorragias ativas;</li>



<li>Neoplasias na área tratada;</li>



<li>Insuficiência cardíaca descompensada;</li>



<li>Distúrbios graves da coagulação.</li>
</ul>



<p>Além disso, há contraindicações relativas, como gestação, uso de anticoagulantes, varizes calibrosas, diabetes descompensada e algumas doenças dermatológicas, que exigem análise individualizada antes da aplicação.</p>



<p>A vacuoterapia não é uma técnica ultrapassada e segue sendo estudada para garantir maior segurança clínica. Hoje, sabemos que seu maior potencial está na remodelação tecidual e no tratamento de fibroses, aderências cicatriciais e celulite fibrótica. Em suma, o diferencial na entrega de resultados está em compreender os mecanismos de ação e as indicações de aplicação, e realizar uma parametrização adequada para cada paciente.</p>
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		<title>Os 6 recursos de eletroterapia essenciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 18:25:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[criolipólise]]></category>
		<category><![CDATA[eletrolipólise]]></category>
		<category><![CDATA[eletroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[jato de plasma]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
		<category><![CDATA[Radiofrequência]]></category>
		<category><![CDATA[Ultrassom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A evolução da Estética está diretamente relacionada ao avanço das tecnologias nas clínicas. Assim, a eletroterapia se destaca como uma das principais aliadas do profissional, permitindo abordagens mais precisas, seguras e eficientes. Porém, diante de tantas opções disponíveis, quais são os recursos que realmente merecem espaço na rotina estética? Neste artigo, você conhecerá seis tecnologias [&#8230;]</p>
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<p>A evolução da Estética está diretamente relacionada ao avanço das tecnologias nas clínicas. Assim, a eletroterapia se destaca como uma das principais aliadas do profissional, permitindo abordagens mais precisas, seguras e eficientes. Porém, diante de tantas opções disponíveis, quais são os recursos que realmente merecem espaço na rotina estética? Neste artigo, você conhecerá seis tecnologias de eletroterapia importantes para quem busca resultados consistentes e embasados cientificamente. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ultrassom</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>O ultrassom é um recurso amplamente empregado na área da saúde para o tratamento de diferentes disfunções. Dentre elas, cita-se desde a reabilitação musculoesquelética até a permeação transdérmica de ativos por meio da fonoforese. Na Estética, sua aplicação é especialmente relevante devido aos resultados observados no manejo de alterações corporais.</p>



<p>Para compreender seus mecanismos de ação, é fundamental considerar os parâmetros físicos envolvidos, principalmente a intensidade e a frequência. De acordo com a intensidade utilizada, o ultrassom pode ser classificado em baixa ou alta intensidade. Equipamentos que operam entre 0,125 e 3 W/cm² são utilizados para favorecer a <strong>permeação de substâncias através da pele</strong> e <strong>estimular processos fisiológicos relacionados ao reparo tecidual</strong>. Em contrapartida, tecnologias que empregam intensidades iguais ou superiores a 5 W/cm² têm como objetivo promover a <strong>destruição seletiva e controlada de determinados tecidos</strong>.</p>



<p>Outro parâmetro essencial é a frequência, definida como o número de ciclos completados em um segundo e expressa em hertz (Hz). Na prática clínica, frequências entre 1 e 3 MHz são frequentemente utilizadas para atingir estruturas localizadas no sistema tegumentar e na tela subcutânea. Já frequências próximas a 5 MHz apresentam ação predominantemente sobre a epiderme e a derme, sendo, portanto, mais indicadas para tratamentos que demandam atuação superficial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Radiofrequência</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>A radiofrequência atua por meio da emissão de correntes eletromagnéticas capazes de promover o aquecimento controlado dos tecidos biológicos. Esse aumento térmico ocorre devido à resistência oferecida pelos tecidos à passagem da corrente elétrica, resultando, portanto, na conversão de energia eletromagnética em calor.</p>



<p>Quando aplicada de forma seletiva e controlada ao tecido conjuntivo, a elevação da temperatura desencadeia alterações fisiológicas importantes. Entre elas, destacam-se a desnaturação parcial das fibras de colágeno, seguida de sua contração imediata, a ativação dos fibroblastos e o estímulo à neocolagênese. Em tecidos adiposos, temperaturas mais elevadas podem promover danos térmicos aos adipócitos, favorecendo processos inflamatórios locais e contribuindo para a lipólise secundária em áreas adjacentes.</p>



<p>Os efeitos biológicos da radiofrequência podem ser classificados, em suma, em térmicos e atérmicos. Os efeitos térmicos decorrem do aumento da temperatura tecidual e da ativação de proteínas de choque térmico, estando associados à contração das fibras de colágeno e ao estímulo da síntese de novas fibras. Por outro lado, os efeitos atérmicos são atribuídos à interação dos campos eletromagnéticos com estruturas celulares, como receptores e canais de membrana, desencadeando respostas biológicas independentes do aquecimento significativo dos tecidos.</p>



<p>Na radiofrequência, é fundamental estar atento aos parâmetros de <strong>frequência, potência e configuração dos polos do equipamento</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Frequência</h3>



<p>Como já vimos, a <strong>frequência </strong>corresponde ao número de vezes que a corrente elétrica alterna sua direção em um segundo, sendo expressa em hertz (Hz). Nos equipamentos utilizados em Estética, essa frequência geralmente varia entre 0,5 e 40 MHz. É importante atentar que quanto menor a frequência empregada, maior tende a ser sua capacidade de atingir tecidos mais profundos; por outro lado, frequências mais elevadas promovem uma ação mais superficial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Potência</h3>



<p>A <strong>potência </strong>é um dos principais parâmetros da radiofrequência e influencia diretamente os efeitos produzidos nos tecidos. O pico de potência está relacionado à estimativa do efeito térmico gerado, enquanto a potência média determina a velocidade com que o aquecimento ocorre. Nos equipamentos que operam em modo contínuo, os valores de potência de pico e potência média são equivalentes. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Polos dos equipamentos</h3>



<p>Atualmente, os dispositivos de radiofrequência utilizados na Estética podem empregar sistemas<strong> monopolares ou multipolares </strong>(bipolares, tripolares ou com múltiplos polos). Nos sistemas monopolares, a corrente elétrica flui entre um eletrodo ativo e uma placa de retorno posicionada no corpo do paciente, permitindo maior profundidade de penetração da energia. Nos sistemas multipolares, os polos positivo e negativo estão presentes no mesmo cabeçote, dispensando, assim, o uso de aterramento. Nesses equipamentos, a corrente circula entre os eletrodos do aplicador, e a profundidade de ação é proporcional à distância entre os polos, atingindo aproximadamente metade desse espaço. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Jato de plasma</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>O jato de plasma é um recurso que utiliza corrente contínua ou pulsada de alta intensidade para gerar plasma, um gás parcialmente ionizado conhecido como o quarto estado da matéria. Independentemente da tecnologia empregada (direta, indireta ou híbrida), seu princípio de funcionamento baseia-se na formação desse plasma e na interação da energia com os tecidos biológicos.</p>



<p>Do ponto de vista fisiológico, o recurso promove uma lesão tegumentar controlada capaz de desencadear o processo de reparo tecidual. Essa resposta envolve o <strong>aumento da proliferação de fibroblastos, a síntese de colágeno e elastina e a remodelação da matriz extracelular</strong>, favorecendo a regeneração dos tecidos e contribuindo para a melhora de diferentes alterações estéticas.</p>



<p>A ação do jato de plasma ocorre principalmente por meio da desidratação superficial da epiderme, resultando na formação de uma crosta temporária. Esse processo é frequentemente descrito na literatura como um “curativo biológico”, pois protege a área tratada durante a cicatrização e possibilita a renovação do tecido cutâneo subjacente. Após a descamação da crosta, observa-se a formação de um novo tecido com características estruturais e funcionais aprimoradas.</p>



<p>Considerando seus mecanismos de ação, a principal indicação clínica do jato de plasma é o tratamento da ptose palpebral, possibilitando uma abordagem conhecida como blefaroplastia não cirúrgica. Assim, a retração tecidual associada ao estímulo fibroblástico contribui para a melhora da flacidez da região.</p>



<p>Além disso, o recurso pode ser utilizado no tratamento de diversas alterações estéticas, como, por exemplo, manchas senis, rugas e rítides, estrias, flacidez tissular, cicatrizes hipotróficas de acne e envelhecimento cutâneo.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/melasma-3-recursos-para-tratamento/">Melasma: 3 recursos para tratamento</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Microagulhamento</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>O microagulhamento é uma técnica que promove micropunturas controladas na pele com o objetivo de estimular processos de reparo e regeneração tecidual. Tradicionalmente, o procedimento é realizado com um dispositivo em formato de rolo (<em>roller</em>), composto por agulhas de aço inoxidável dispostas paralelamente e previamente esterilizadas por radiação gama. Essas agulhas são de uso único e apresentam comprimento uniforme ao longo de todo o dispositivo, variando entre 0,25 mm e 3,0 mm conforme a indicação clínica.</p>



<p>A execução da técnica depende da habilidade do profissional, que deve aplicar movimentos curtos e precisos de vai e vem, geralmente em padrão de asterisco. Recomenda-se, por exemplo, realizar entre 10 e 15 passadas por área tratada, utilizando uma pressão controlada para garantir a segurança e a eficácia do procedimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="5344" height="3568" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/06/doctor-with-rubber-gloves-doing-plastic-face-surgery-happy-young-female-1.jpg" alt="" class="wp-image-14821"/></figure>



<p>Além dos <em>rollers</em>, existem dispositivos elétricos automatizados que realizam as micropunturas por meio de movimentos pulsáteis das agulhas. Nesses equipamentos, é possível ajustar tanto a velocidade de aplicação quanto a profundidade das punções, que normalmente varia entre 0,25 mm e 2,5 mm. As ponteiras são descartáveis e podem conter diferentes quantidades de agulhas.</p>



<p>Embora a técnica de aplicação mantenha o padrão de movimentos cruzados e repetitivos sobre a região tratada, os dispositivos elétricos dispensam a necessidade de pressão manual constante, proporcionando maior padronização das punções e melhor controle da profundidade de tratamento.</p>



<p>O recurso é indicado para o manejo de cicatrizes atróficas, alopecia, hiperpigmentações, flacidez, estrias e envelhecimento, e para promover a permeação transdérmica de ativos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eletrolipólise</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>A eletrolipólise é um recurso utilizado no tratamento da gordura localizada. A técnica consiste na aplicação de corrente elétrica por meio de agulhas inseridas no tecido adiposo, com o objetivo de estimular processos lipolíticos nos adipócitos. Como resultado, ocorre a mobilização dos triglicerídeos armazenados, favorecendo a liberação de ácidos graxos e glicerol para o meio extracelular.</p>



<p>Além de sua aplicação no manejo do acúmulo adiposo, alguns estudos sugerem que a eletrolipólise pode atuar como recurso complementar no tratamento da celulite, especialmente quando associada a outras estratégias terapêuticas.</p>



<p>Diversos tipos de correntes elétricas têm sido empregados na prática clínica, uma vez que os mecanismos fisiológicos envolvidos parecem estar relacionados à modulação do sistema neuro-hormonal. Nesse contexto, a ativação do sistema nervoso simpático está associada ao estímulo da lipólise, enquanto a predominância da atividade parassimpática tende a inibir esse processo metabólico.</p>



<p>De modo geral, a estimulação elétrica promove uma série de respostas fisiológicas na região tratada, incluindo<strong> aumento da circulação sanguínea local, intensificação do metabolismo celular e maior demanda energética dos tecidos</strong>. Esses efeitos contribuem para a mobilização de substratos energéticos e podem, então, potencializar os resultados obtidos no tratamento das alterações do tecido adiposo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Criolipólise</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>A criolipólise tem demonstrado resultados consistentes na redução da gordura subcutânea em estudos pré-clínicos e clínicos. Embora os mecanismos envolvidos inicialmente não fossem totalmente compreendidos, o crescente número de pesquisas realizadas nos últimos anos ampliou o conhecimento sobre a técnica e contribuiu para sua popularização como uma alternativa não invasiva à lipoaspiração para o tratamento da gordura localizada.</p>



<p>Apesar de ainda existirem aspectos a serem esclarecidos, alguns mecanismos são amplamente aceitos para explicar os efeitos da criolipólise sobre os adipócitos. Entre eles, destacam-se:</p>



<ul>
<li><strong>Cristalização dos lipídios intracelulares</strong></li>



<li><strong>Dano mecânico direto às células adiposas</strong></li>



<li><strong>Lesão isquêmica induzida pelo frio </strong></li>



<li><strong>Efeitos decorrentes da reperfusão tecidual após o tratamento.</strong></li>
</ul>



<p>A teoria mais difundida sugere que o resfriamento controlado promove a cristalização dos lipídios presentes no interior dos adipócitos. Tal fenômeno é descrito em estudos experimentais como a formação de “cristais de gordura” ou “gelo lipídico”. Esse processo, em suma, desencadeia alterações estruturais celulares que culminam em uma resposta inflamatória local e na eliminação gradual dos adipócitos pelo organismo. Com isso, resulta na redução progressiva da camada adiposa tratada.</p>
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		<title>Melasma: 3 recursos para tratamento</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/melasma-3-recursos-para-tratamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:43:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[cosmetologia]]></category>
		<category><![CDATA[fototerapia]]></category>
		<category><![CDATA[Melasma]]></category>
		<category><![CDATA[Microdermoabrasão]]></category>
		<category><![CDATA[Peeling Quimico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o inverno se aproximando, período mais favorável para o manejo da afecção, confira 3 estratégias terapêuticas eficazes para tratamento de melasma.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A hipercromia cutânea, também conhecida como melasma, é um distúrbio hipermelanótico comum, intensificado pela fotossensibilização. Essa alteração estética caracteriza-se pelo surgimento de máculas e manchas hiperpigmentadas, assintomáticas, que se distribuem de forma simétrica na face.</p>



<p>A fisiopatologia das hiperpigmentações faciais envolve uma interação complexa entre fatores hormonais, como gestação, terapias hormonais e uso de contraceptivos orais, predisposição genética e exposição à radiação solar.</p>



<p>Com o inverno se aproximando, período mais favorável para o manejo dessa afecção, eu preparei 3 estratégias terapêuticas eficazes para tratamento de melasma.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Microdermoabrasão no melasma</strong></h2>



<p>Estudos demonstram que a microdermoabrasão favorece uma distribuição mais homogênea dos melanossomas na epiderme, além de contribuir para a redução da melanização dessa camada. Entretanto, observa-se melhor resposta clínica quando o melasma está associado ao envelhecimento cutâneo.</p>



<p>Em clínica, a técnica atua na remoção da porção mais superficial do estrato córneo já pigmentado, interferindo na terceira via da melanogênese. Ainda assim, seu principal benefício está na potencialização da permeação transdérmica de ativos despigmentantes (como a vitamina C, por exemplo), otimizando os resultados dos protocolos associados.</p>



<p>Para esse fim, a aplicação deve ser conduzida de forma controlada, evitando o processo inflamatório:</p>



<ul>
<li>Pressão máxima de -200 mmHg</li>



<li>Até 2 passadas leves na área tratada</li>
</ul>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/5-acidos-de-alta-eficacia-na-estetica-facial/">5 ácidos de alta eficácia na estética facial</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fototerapia de baixa intensidade no melasma</strong></h2>



<p>Estudos sugerem que a fotobiomodulação pode reduzir o conteúdo de melanina, além de inibir a maturação dos melanossomas e a atividade da enzima tirosinase quando utilizados comprimentos de onda nas faixas do âmbar, vermelho e infravermelho (585, 660, 830 e 850 nm). Esses efeitos estão associados à regulação negativa da expressão gênica e à redução da síntese proteica de marcadores-chave da melanogênese, como tirosinase, TRP-1, TRP-2 e o fator de transcrição MITF.</p>



<p>Por outro lado, comprimentos de onda na faixa do azul (450 a 470 nm) demonstram efeito oposto, promovendo aumento da melanogênese por meio da regulação positiva desses mesmos genes, elevando a atividade da tirosinase e de seus cofatores.</p>



<p>Portanto, há evidências de melhora do eritema e da hiperpigmentação com protocolos semanais utilizando luz âmbar ou vermelha, ao longo de aproximadamente 8 semanas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cosmetologia no tratamento de melasma</strong></h2>



<p>Para um tratamento eficaz da afecção, é fundamental que o profissional de Estética atue de forma integrada em todas as etapas da melanogênese; isto é, antes, durante e após a produção de melanina.</p>



<p>Trago, portanto, três sugestões de ácidos que atuam de forma estratégica nas diferentes vias do manejo da melanogênese.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1080" height="745" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/05/2.png" alt="" class="wp-image-14816"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Tranexâmico</h3>



<p>Atuando antes da síntese de melanina, o ácido tranexâmico reduz a atividade da plasmina induzida pela radiação UV e, consequentemente, a liberação de ácido araquidônico, modulando a cascata inflamatória envolvida na melanogênese. Esse mecanismo interfere na liberação de fatores de crescimento, considerada uma das principais vias de ação desse ácido no tratamento das hiperpigmentações.</p>



<p>Evidências demonstram que muitos casos de melasma apresentam componente vascular em sua fisiopatologia, caracterizado pelo aumento do número e do calibre dos vasos. Assim, o ácido tranexâmico se destaca como uma abordagem eficaz por sua ação indireta sobre a tirosinase e por seu efeito clareador, anti-inflamatório e antiangiogênico.</p>



<p>Concentração: 5 a 10%.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Azelaico</h3>



<p>Durante a melanogênese, o ácido azelaico atua por meio da inibição da síntese de DNA e de enzimas mitocondriais, promovendo efeitos citotóxicos diretos sobre os melanócitos.</p>



<p>Apresenta ação seletiva, atuando preferencialmente em melanócitos hiperativos e disfuncionais, com mínima ou nenhuma interferência sobre outras células cutâneas ou melanócitos em estado fisiológico.</p>



<p>Concentração: 5 a 20%.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Glicólico</h3>



<p>O ácido apresenta eficácia no manejo do melasma por promover o remodelamento epidérmico, induzindo uma descamação acelerada da camada córnea. Além disso, exerce efeito inibitório sobre a síntese de melanina, favorecendo a dispersão mais rápida do pigmento. Atua, então, depois da melanogênese.</p>



<p>Caracteriza-se por alta hidrofilia, com propriedades queratolíticas e ação antioxidante, o que contribui para a renovação cutânea e para a modulação do processo melanogênico.</p>



<p>Concentração: 30% a 50% para peeling superficial.</p>
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		<title>5 ácidos de alta eficácia na estética facial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 17:56:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Acne]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Melasma]]></category>
		<category><![CDATA[Peeling Quimico]]></category>
		<category><![CDATA[rejuvenescimento]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos estéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os peelings químicos se destacam como importantes aliados na estética facial. Assim, os ácidos atuam de forma eficaz no controle da acne e do melasma, além de contribuírem para o rejuvenescimento da pele. Considerando os níveis de evidências científicas e segurança que oferecem, eu trago, no texto de hoje, 5 ácidos amplamente utilizados na prática [&#8230;]</p>
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<p>Os peelings químicos se destacam como importantes aliados na estética facial. Assim, os ácidos atuam de forma eficaz no controle da acne e do melasma, além de contribuírem para o rejuvenescimento da pele.</p>



<p>Considerando os níveis de evidências científicas e segurança que oferecem, eu trago, no texto de hoje, 5 ácidos amplamente utilizados na prática clínica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Kójico</strong></h2>



<p>No manejo de <strong>melasma</strong>, a ação clareadora ocorre por meio da inibição da enzima tirosinase, interrompendo a melanogênese. Além disso, o ativo apresenta ação quelante sobre íons de cobre e ferro, favorecendo sua captação, transporte e eliminação pelo organismo, o que contribui para a redução de pigmentos cutâneos, como a hemossiderina. </p>



<p>O efeito despigmentante, ademais, está relacionado à dispersão e eliminação dos grânulos de melanina já depositados. A literatura científica ainda descreve os ácidos kójicos como agentes antioxidantes, capazes de reverter as reações de oxidação que convertem a tirosina em dopaquinona.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Concentração</strong></em></h3>



<p>1% a 5% em home care, e até 20% em protocolos de cabine.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tricloroacético</strong></h2>



<p>Os mecanismos de ação do ácido tricloroacético envolvem desde uma esfoliação química controlada da epiderme até efeitos mais profundos associados à remodelação dérmica, por exemplo. De acordo com a concentração e a técnica utilizada, sua ação pode atingir a derme papilar e, em determinados protocolos, alcançar camadas mais profundas, contribuindo para a melhora da flacidez e de rugas, tanto finas quanto profundas.</p>



<p>A profundidade de penetração e os efeitos terapêuticos dos ácidos dependem diretamente da concentração da solução, do pH e do tempo de contato com a pele. O ATA promove precipitação de proteínas e necrose coagulativa da epiderme, levando à renovação da pele e melhora de manchas, textura e cicatrizes. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Concentração</strong></em></h3>



<p>10% a 50% para efeito peeling. Na concentração de 20%, produz um peeling de médio alcance e com menor risco de complicações. Importante: A profundidade do efeito depende não só da concentração, mas também do volume aplicado em cada camada. É preciso ter atenção caso a aplicação sobre camada seja realizada. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Glicólico</strong></h2>



<p>Os efeitos do ácido glicólico são dependentes de fatores como concentração, pH, veículo de aplicação e características da pele do paciente.&nbsp;</p>



<p>No <strong>rejuvenescimento</strong>, sua eficácia está diretamente relacionada à capacidade de promover renovação celular, hidratação e vasodilatação dermoepidérmica, com consequente estímulo da atividade fibroblástica. Para que haja estímulo efetivo dos fibroblastos e produção de fibras dérmicas e componentes da matriz extracelular, é necessário que o ativo ultrapasse a lâmina basal, atingindo a derme papilar e desencadeando uma resposta inflamatória local controlada. Essa permeação está associada à força de ação do ácido, que aumenta com maiores concentrações e menor pH.</p>



<p>Na epiderme, atuando como peeling superficial, o ácido glicólico acelera a renovação celular e melhora a hidratação, contribuindo para a suavização de linhas de expressão, melhora da textura cutânea e redução de hiperpigmentações superficiais. Na derme, entretanto, quando utilizado como peeling de média profundidade, promove vasodilatação, melhora da oxigenação e nutrição tecidual, além de estimular a atividade dos fibrócitos, favorecendo a produção de colágeno, elastina e glicosaminoglicanos, como o ácido hialurônico. Esses efeitos contribuem para a correção de rugas, desde as mais finas até as mais profundas, além de alterações cicatriciais hipotróficas.</p>



<p>Por outro lado, na <strong>acne</strong>, o seu valor terapêutico está relacionado à capacidade de promover uma leve epidermólise, facilitando o desalojamento de comedões e a consequente redução de pústulas que acometem o epitélio folicular. Além disso, contribui para o controle da hiperqueratinização do ducto pilossebáceo</p>



<p>No tratamento do <strong>melasma</strong>, atua por meio do remodelamento epidérmico, promovendo descamação acelerada, além de exercer efeito inibitório sobre a síntese de melanina, favorecendo, portanto, a dispersão do pigmento. Trata-se de um ativo altamente hidrofílico, com propriedades queratolíticas e antioxidantes.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>Concentrações</em>:</strong></h3>



<p><strong>Manejo de acne: </strong>10% a 30% para peeling superficial.<br><strong>Manejo de melasma: </strong>30% a 50% para peeling superficial. Em 70% e em pH abaixo de 1,0, pode tornar-se um peeling de profundidade média.<br><strong>Rejuvenescimento: </strong>Na prática clínica, é utilizado em concentrações que variam de 20% a 70%. Como home care, sua utilização é em forma de sabonetes líquidos ou formulações dermocosméticas, em concentrações de 1% a 10%.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="793" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1.png" alt="" class="wp-image-14810"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Salicílico</strong></h2>



<p>Por apresentar propriedades queratolíticas e sebostáticas, o ácido salicílico reduz a coesão entre os corneócitos e promove a desobstrução dos folículos pilossebáceos, estimulando o turnover celular, ou seja, a renovação epidérmica. Sua ação antisséptica contribui para o equilíbrio das manifestações seborreicas, sendo especialmente indicado para peles oleosas e acneicas.</p>



<p>Além disso, devido ao seu caráter lipofílico e às suas propriedades queratolíticas, bactericidas e anti-inflamatórias, o ácido salicílico atua na redução da produção sebácea, no controle da hiperqueratinização dos ductos foliculares, na diminuição da proliferação bacteriana e na modulação do processo inflamatório característico da <strong>acne</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Concentração</strong></em></h3>



<p>Na clínica, é utilizado em concentrações que variam de 14% a 30%. Em home care, em concentrações de 1% a 8%.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/olheiras-dicas-clinicas-para-tratamento/">Olheiras: dicas clínicas para tratamento</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Retinoico</strong></h2>



<p>Apresenta ação comedolítica comprovada, pois favorece a eliminação dos comedões ao acelerar a proliferação celular na camada basal. Essas propriedades reforçam a eficácia dos ácidos retinoicos, especialmente no tratamento da <strong>acne comedogênica</strong>. Além disso, o ativo contribui para a redução da excreção sebácea em pacientes acneicos, modulando a produção de lipídios na superfície cutânea.</p>



<p>No <strong>melasma</strong>, o ácido é capaz de promover a destruição controlada das camadas superficiais da pele envelhecida ou danificada, favorecendo a renovação tecidual e resultando em uma pele com aspecto mais jovem e saudável. Destaca-se especialmente nas alterações de pigmentação, uma vez que reduz a quantidade de melanina depositada, contribuindo para a melhora de hiperpigmentações salpicadas e para a uniformização do tom cutâneo, exercendo, assim, ação despigmentante.</p>



<p>Para promoção do <strong>rejuvenescimento</strong>, o ácido apresenta a capacidade de aumentar a espessura epidérmica, reduzir a expressão de metaloproteinases e estimular a síntese de colágeno. Evidências clínicas recentes reforçam o potencial do ácido retinoico em promover maior produção de colágeno, contribuindo, assim, para a suavização de linhas de expressão e rugas finas.</p>



<p>Além disso, estudos <em>in vitro</em> demonstram que concentrações adequadas de retinol em fibroblastos dérmicos humanos favorecem o aumento da expressão gênica de elastina e fibrilina-1, estimulando a formação de fibras elásticas e melhorando a qualidade da matriz extracelular.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Concentração</strong></em></h3>



<p>Em home care, de 0,025% a 0,1%. Em cabine, de 5% a 10%.</p>
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		<title>Olheiras: dicas clínicas para tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 16:51:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[olheiras]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos estéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As olheiras estão entre as queixas mais comuns na prática estética, mas também estão entre as mais desafiadoras quando falamos em tratamento. Isso acontece porque não existe um único tipo de olheira; consequentemente, não existe um único procedimento eficaz para todos os casos. Entender essa individualidade é o primeiro passo para alcançar bons resultados. Identifique [&#8230;]</p>
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<p>As olheiras estão entre as queixas mais comuns na prática estética, mas também estão entre as mais desafiadoras quando falamos em tratamento. Isso acontece porque não existe um único tipo de olheira; consequentemente, não existe um único procedimento eficaz para todos os casos. Entender essa individualidade é o primeiro passo para alcançar bons resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Identifique o tipo de olheira</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading">Depressão do sulco lacrimal</h3>



<p>A fisiopatologia dessa hiperpigmentação está relacionada a alterações no relevo da região periorbital. Nessa área, a presença do sulco lacrimal (uma depressão localizada medialmente à borda orbital inferior) favorece a formação de sombras, que se tornam mais evidentes conforme a incidência de luz no ambiente.</p>



<p>De forma geral, essa depressão pode estar associada tanto às características anatômicas individuais quanto à perda de volume de gordura subcutânea ao longo do envelhecimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/depressao-lacrimal.png" alt="" class="wp-image-14797"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Edema periorbital</h3>



<p>O edema periorbital manifesta-se por um aspecto edemaciado e amolecido da pálpebra, decorrente do acúmulo de líquido na região. Clinicamente, pode apresentar coloração arroxeada e tende a ser mais evidente no período da manhã ou após a ingestão de alimentos ricos em sódio.</p>



<p>Na prática estética, não há uma abordagem terapêutica específica e definitiva capaz de tratar esse tipo de olheira.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/edema.png" alt="" class="wp-image-14798"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Olheiras por envelhecimento da pele</h3>



<p>O envelhecimento fisiológico também impacta diretamente a região periorbital, promovendo redução do tecido gorduroso subcutâneo e afinamento cutâneo. Como consequência, há maior evidência do sulco lacrimal, com intensificação do sombreamento conforme a incidência de luz no ambiente.</p>



<p>A região periorbital apresenta maior suscetibilidade a alterações pigmentares, o que eleva o risco de desenvolvimento de hiperpigmentação pós-inflamatória.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/envelhecimento.png" alt="" class="wp-image-14800"/></figure>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/insights-clinicos-sobre-preenchimento-de-olheiras/">Insights clínicos sobre preenchimento de olheiras</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Alteração vascular</h3>



<p>Outro tipo de olheira observado na prática clínica está relacionado à alteração vascular. Nesses casos, o escurecimento decorre da maior visibilidade do plexo vascular presente nos músculos subjacentes, especialmente em indivíduos com pouca ou nenhuma camada de gordura subcutânea na região. </p>



<p>Fatores nutricionais também podem influenciar esse quadro. Evidências sugerem que a deficiência de vitamina K pode estar associada à hiperpigmentação periorbital de origem vascular, considerando seu papel essencial nos processos de coagulação sanguínea.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/vascular.png" alt="" class="wp-image-14801"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Olheiras por aumento da deposição de melanina</h3>



<p>Esse tipo de olheira pode se apresentar de duas formas principais: hiperpigmentação pós-inflamatória ou aumento do depósito de melanina.</p>



<p>A hiperpigmentação pós-inflamatória está, em geral, associada à fricção frequente ou ao hábito de coçar os olhos, apresentando características clínicas semelhantes às demais discromias decorrentes de processos inflamatórios. Já a olheira por aumento de melanina pode estar relacionada à exposição solar excessiva, que estimula a melanogênese, contribui para o afinamento do tegumento e favorece a maior visibilidade vascular. De modo geral, essa condição é mais prevalente em indivíduos com fototipos mais elevados.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1536" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/melanina-1.png" alt="" class="wp-image-14802"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Trate as olheiras de acordo com a sua fisiopatologia</strong></h2>



<p>A <strong>olheira por depressão do sulco lacrimal </strong>está principalmente associada à reabsorção óssea do rebordo infraorbital, o que leva ao aumento da cavidade orbitária. Esse processo costuma vir acompanhado da atrofia da gordura profunda e da maior evidência do sulco nasojugal, caracterizando uma alteração que não é localizada, mas sim resultado de uma desorganização estrutural mais ampla da região periocular.&nbsp;</p>



<p>Nesses casos, a conduta geralmente envolve a intradermoterapia e o preenchimento estrutural profundo, realizado em plano supraperiostal ou submuscular, com produtos que proporcionem sustentação de forma controlada.</p>



<p>Por outro lado, a<strong> olheira vascular </strong>apresenta uma fisiopatologia distinta. Está relacionada à congestão venosa, à presença de uma pele mais fina e translúcida e, em alguns casos, à hiperpigmentação decorrente do extravasamento sanguíneo. No tratamento, indica-se modulação da microcirculação com uso de cafeína.&nbsp;</p>



<p>Já a <strong>olheira pigmentar</strong> decorre do aumento do depósito de melanina, influenciado por fatores genéticos, processos inflamatórios e exposição solar. A inflamação pode intensificar a produção de melanina e agravar a discromia. Então, o manejo deve priorizar abordagens dermatológicas com foco em despigmentação, como peelings químicos, lasers ou outras tecnologias específicas.</p>
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		<title>Insights clínicos sobre preenchimento de olheiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 18:36:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[harmonização facial]]></category>
		<category><![CDATA[olheiras]]></category>
		<category><![CDATA[preenchimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As olheiras estão entre as queixas mais frequentes nas clínicas de Estética, podendo impactar significativamente a autoestima e a percepção da própria imagem dos pacientes. No manejo dessa condição, o preenchimento com ácido hialurônico tem demonstrado resultados eficazes, especialmente em casos relacionados à depressão do sulco lacrimal ou perda de volume na região infraorbital. Entretanto, [&#8230;]</p>
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<p>As olheiras estão entre as queixas mais frequentes nas clínicas de Estética, podendo impactar significativamente a autoestima e a percepção da própria imagem dos pacientes.</p>



<p>No manejo dessa condição, o preenchimento com ácido hialurônico tem demonstrado resultados eficazes, especialmente em casos relacionados à depressão do sulco lacrimal ou perda de volume na região infraorbital. Entretanto, para que os resultados sejam satisfatórios e seguros, é fundamental que o profissional avalie corretamente a causa das olheiras e escolha a técnica adequada, respeitando a anatomia da região e os princípios de segurança do procedimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Anatomia da região infraorbital</strong></h2>



<p>A região infraorbital é considerada uma das áreas mais desafiadoras da harmonização facial devido à sua complexidade anatômica, intensa vascularização e à delicada interação entre pele, gordura, músculos, ligamentos e estrutura óssea. Por isso, antes de qualquer protocolo com ácido hialurônico, é fundamental compreender essa região como um sistema tridimensional integrado.</p>



<p>A pele dessa região é extremamente fina e translúcida, o que torna qualquer irregularidade ou excesso de produto facilmente perceptível, exigindo, assim, grande precisão na abordagem. Nos planos superficiais, a gordura é mais frouxa e móvel, o que dificulta o uso de preenchedores. Já os compartimentos profundos oferecem melhor suporte estrutural, tornando-se alvos mais estratégicos para correções, especialmente nas olheiras estruturais. A musculatura orbicular ativa, os ligamentos de retenção e a reabsorção óssea relacionada ao envelhecimento também influenciam diretamente a formação do sulco nasojugal e devem, portanto, ser considerados no planejamento.</p>



<p>Além disso, a região apresenta rede vascular e neural complexa, exigindo técnicas seguras, injeções lentas e volumes controlados. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="689" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1.png" alt="" class="wp-image-14792"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tipos de olheiras</strong></h2>



<p>A <strong>olheira estrutural</strong> está relacionada, sobretudo, à reabsorção óssea do rebordo infraorbital, o que amplia o diâmetro da órbita, associada à atrofia da gordura profunda e à presença de um sulco nasojugal mais evidente. Assim, a alteração não é pontual, mas envolve uma desorganização estrutural mais ampla da região periocular. Por isso, a conduta geralmente envolve preenchimento estrutural profundo, realizado em plano supraperiostal ou submuscular profundo, utilizando produtos capazes de oferecer sustentação de forma controlada.&nbsp;</p>



<p>A <strong>olheira vascular</strong>, por outro lado, apresenta fisiopatologia distinta. Ela está associada à congestão venosa, à presença de pele fina e translúcida e, em determinadas situações, à hiperpigmentação decorrente do extravasamento sanguíneo. Frequentemente há influência genética, e o quadro pode, então, se intensificar com o envelhecimento. Nesses casos, o uso de preenchedores não deve ser considerado como primeira abordagem isolada. O foco inicial deve estar na melhora da qualidade cutânea, com estímulo de colágeno, modulação da microcirculação local e otimização da hidratação. Tecnologias associadas e terapias regenerativas, como bioestimuladores, microagulhamento, intradermoterapia, PDRN, exossomos ou fios, podem ser indicadas antes de qualquer tentativa de volumização profunda.</p>



<p>Já a <strong>olheira pigmentar</strong> resulta do aumento do depósito de melanina, influenciado por fatores genéticos, processos inflamatórios e exposição solar. A inflamação pode intensificar a melanogênese e acentuar, assim, a discromia. Nessa situação, o preenchimento não atua sobre a causa do problema. O manejo deve priorizar abordagens dermatológicas voltadas à despigmentação, como peelings químicos, lasers ou outras tecnologias específicas, por exemplo. </p>



<p>Na prática clínica, a apresentação mais frequente é a <strong>olheira mista</strong>, na qual coexistem componentes estruturais, vasculares e pigmentares. </p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/bioestimuladores-na-harmonizacao-facial/">Bioestimuladores na harmonização facial</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ácido hialurônico no preenchimento</strong></h2>



<p>Embora o ácido hialurônico apresente alta biocompatibilidade e possa ser revertido com hialuronidase, a segurança do procedimento depende diretamente do conhecimento anatômico, da escolha adequada do produto e da técnica empregada. O planejamento deve sempre incluir análise estática e dinâmica da região, avaliando profundidade do sulco, qualidade da pele, presença de edema, bolsas herniadas, grau de reabsorção óssea e padrão vascular.</p>



<p>Os planos mais seguros de aplicação são o supraperiostal e o submuscular profundo, devendo-se evitar planos superficiais, como o subdérmico ou intramuscular no orbicular. A técnica com cânula (22G ou 25G) emprega a retroinjeção de microdepósitos profundos em volumes reduzidos, geralmente de 0,05 ml por ponto. Nessa região, o controle volumétrico é fundamental, pois subcorrigir e reavaliar é sempre mais seguro do que exceder o volume inicial.</p>



<p>A prevenção de complicações exige injeções lentas, volumes controlados e atenção constante às zonas de risco.</p>
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		<title>Bioestimuladores na harmonização facial</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/bioestimuladores-na-harmonizacao-facial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 21:19:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[bioestimuladores]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[harmonização facial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os bioestimuladores de colágeno têm ocupado uma posição de destaque nos protocolos de rejuvenescimento e nas estratégias mais modernas de harmonização facial. O recurso, em suma, não deve ser classificado como preenchedor facial, mas sim como um agente indutor de neocolagênese, promovendo a reorganização e a remodelação da matriz extracelular. No texto de hoje, eu [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os bioestimuladores de colágeno têm ocupado uma posição de destaque nos protocolos de rejuvenescimento e nas estratégias mais modernas de harmonização facial. O recurso, em suma, não deve ser classificado como preenchedor facial, mas sim como um agente indutor de neocolagênese, promovendo a reorganização e a remodelação da matriz extracelular.</p>



<p>No texto de hoje, eu trago insights importantes para quem trabalha com procedimentos minimamente invasivos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como os bioestimuladores atuam?</strong></h2>



<p>A aplicação do bioestimulador provoca uma resposta inflamatória controlada, fundamental para ativar o sistema imune local. Após a injeção, ocorre o recrutamento de macrófagos, liberação de citocinas sinalizadoras e ativação dos fibroblastos por meio de segundos mensageiros, iniciando a síntese de novas fibras colágenas. Por fim, há reorganização do tecido, melhora da sustentação e fortalecimento estrutural da pele nas regiões tratadas.</p>



<p>Com o avanço do envelhecimento cronológico, observa-se redução da atividade fibroblástica, queda na produção de colágeno, início de senescência celular, aumento do estresse oxidativo e de processos inflamatórios crônicos, além da degradação progressiva da matriz extracelular. Esse conjunto de alterações leva à perda de firmeza, contorno e suporte cutâneo, favorecendo a ptose gravitacional.</p>



<p>Portanto, o bioestimulador atua estimulando a reorganização da matriz extracelular, com ênfase na produção de colágeno tipo I e III, incremento de elastina e estímulo à síntese de glicosaminoglicanos. Como efeitos, tem-se melhora da flacidez, aumento da densidade dérmica, aprimoramento da textura e da luminosidade da pele, e atenuação de irregularidades.</p>



<p>Além disso, o profissional pode associar o recurso a outras estratégias terapêuticas, como o uso de ácido hialurônico, especialmente em quadros que envolvem reabsorção óssea, afinamento dérmico e perda de compartimentos estruturais.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/3-dicas-de-rejuvenescimento-facial/">3 dicas de rejuvenescimento facial</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que levar em consideração ao escolher o bioestimulador?</strong></h2>



<p>Antes de realizar qualquer aplicação, a avaliação clínica precisa ser minuciosa. A espessura da derme é um fator determinante na escolha do produto e na definição da diluição mais adequada. Também é essencial classificar corretamente o grau de flacidez, tendo em mente que o bioestimulador não remove excesso de pele, mas promove uma melhora estrutural gradual ao longo do tempo.</p>



<p>A qualidade do tecido subcutâneo influencia diretamente a distribuição e o comportamento do material, assim como o padrão de mobilidade facial do paciente. O fotoenvelhecimento, que é evidenciado por elastose, dilatação de poros e alterações pigmentares, deve ser analisado de forma integrada, frequentemente demandando combinação com outras estratégias terapêuticas.</p>



<p>Outro ponto fundamental é o histórico inflamatório individual. Pacientes com predisposição a respostas inflamatórias exacerbadas podem apresentar maior risco de encapsulamento das microesferas e desenvolvimento de nódulos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3 bioestimuladores com eficácia comprovada</strong></h2>



<p>Para a entrega de resultados seguros, é fundamental que o profissional opte por bioestimuladores cuja eficácia é respaldada por estudos científicos. Portanto, há 3 materiais que indico com segurança.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Hidroxiapatita de cálcio</h3>



<p>A hidroxiapatita de cálcio é um biomaterial que combina estímulo biológico com suporte estrutural inicial. Sua composição é formada por microesferas suspensas em um gel carreador, responsável por um efeito volumétrico temporário nas primeiras semanas após a aplicação (especialmente quando se opta por diluições menores, mantendo o produto mais concentrado).</p>



<p>Conforme o gel é gradualmente reabsorvido, as microesferas passam a desempenhar sua função principal: induzir uma resposta inflamatória subclínica controlada, ativando fibroblastos e estimulando a neocolagênese.</p>



<p>Além do estímulo biológico progressivo, observa-se um efeito mecânico imediato, promovendo reorganização tridimensional dos tecidos. Portanto, especialistas indicam o material para áreas que demandam maior suporte estrutural, como terço médio da face, contorno mandibular, mento e região lateral facial.Quando utilizado em diluições mais altas, pode atuar na redensificação dérmica, contribuindo para melhora da qualidade cutânea e da flacidez leve a moderada, com resultados graduais e previsíveis.</p>



<p>Em suma, a aplicação desencadeia recrutamento de macrófagos, liberação de citocinas sinalizadoras e ativação fibroblástica, elevando a produção de colágeno tipos I e III e promovendo reorganização da matriz extracelular. Evidências histológicas demonstram deposição de colágeno ao redor das microesferas, formando uma rede de sustentação que persiste mesmo após a degradação progressiva do material por vias metabólicas naturais. O cálcio liberado é metabolizado de maneira segura pelo organismo, enquanto a matriz colagênica recém-formada mantém o efeito clínico.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1482" height="979" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-27-181248.png" alt="" class="wp-image-14787"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Ácido polilático</h3>



<p>O mecanismo de ação do PLLA baseia-se na indução intensa e gradual de neocolagênese. Por isso, os resultados tendem a surgir de forma mais tardia, geralmente entre 30 e 90 dias. Porém, quando se consolidam, proporcionam aumento expressivo da produção de colágeno, com melhora global da flacidez difusa e da perda estrutural.</p>



<p>O PLLA é especialmente indicado para protocolos estratégicos, tanto na face quanto no corpo. Em tratamentos faciais, pode ser aplicado em regiões como têmporas e contorno mandibular. Em áreas corporais, apresenta excelente desempenho em glúteos, abdômen e face interna das coxas. Seu efeito é prolongado e, em muitos casos, demanda menor número de sessões ao longo do tempo quando comparado a outros bioestimuladores.</p>



<p>No entanto, trata-se de um material que exige domínio técnico rigoroso, sobretudo na etapa de reconstituição. Diferentemente da hidroxiapatita, que pode ser diluída com soro fisiológico e apresenta hidratação mais rápida, o PLLA deve ser reconstituído com água estéril para injetáveis e necessita de tempo adequado para completa hidratação e homogeneização das partículas. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Policaprolactona</h3>



<p>A PCL é um bioestimulador que ocupa uma posição intermediária entre os materiais exclusivamente indutores de colágeno e aqueles que oferecem maior efeito estrutural prolongado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em suma, o recurso associa estímulo biológico à formação de colágeno com um suporte estrutural mais duradouro, sendo amplamente reconhecida pela longevidade dos seus resultados. É indicada quando o objetivo é manter a sustentação tecidual por um período prolongado, tanto em protocolos faciais quanto corporais, desde que cuidadosamente planejados.</p>



<p>Por permanecer mais tempo no organismo, sua utilização exige conduta criteriosa e abordagem conservadora. Uma indicação inadequada ou o uso excessivo do produto pode resultar em intercorrências em longo prazo.</p>



<p>Compreendendo as particularidades da hidroxiapatita de cálcio, do ácido polilático e da policaprolactona, torna-se, então, possível personalizar os protocolos terapêuticos e ajustar as expectativas do paciente. </p>
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		<title>3 dicas de rejuvenescimento facial</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/3-dicas-de-rejuvenescimento-facial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 20:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[peeling químico]]></category>
		<category><![CDATA[preenchimento]]></category>
		<category><![CDATA[rejuvenescimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aumento da expectativa de vida, aliado à busca por bem-estar e autoestima, tem aumentado de forma significativa a procura por procedimentos seguros de rejuvenescimento. Para garantir uma entrega de resultados clínicos de alta eficácia, trazendo harmonia à face, eu separei 3 dicas fundamentais para profissionais que buscam excelência clínica. Foque nos 4 Rs do [&#8230;]</p>
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<p>O aumento da expectativa de vida, aliado à busca por bem-estar e autoestima, tem aumentado de forma significativa a procura por procedimentos seguros de rejuvenescimento.</p>



<p>Para garantir uma entrega de resultados clínicos de alta eficácia, trazendo harmonia à face, eu separei 3 dicas fundamentais para profissionais que buscam excelência clínica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Foque nos 4 Rs do rejuvenescimento</strong></h2>



<p>O envelhecimento desencadeia uma série de alterações estruturais e fisiológicas, que se manifestam de forma mais evidente na pele. Como consequência, observam-se perda de firmeza, formação de rugas e surgimento de hipercromias senis, trazendo mudanças progressivas na matriz dérmica, na produção de colágeno e na renovação celular.</p>



<p>Quando falamos em envelhecimento e em promover harmonia, naturalidade e equilíbrio facial nos tratamentos estéticos, é indispensável que a prática se fundamente nos 4Rs do envelhecimento. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Relaxar o músculo</strong></h3>



<p>O primeiro “R” do rejuvenescimento refere-se ao relaxamento muscular. Afinal, a depender da intensidade e da frequência da contração muscular, uma ruga que era inicialmente dinâmica pode evoluir para uma ruga estática e mais profunda ao longo do tempo. Nesse contexto, o adequado manejo com o uso da toxina botulínica torna-se estratégico para um resultado rejuvenescedor harmônico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Recuperar o volume</strong></h3>



<p>Com o envelhecimento, ocorre perda de volume cutâneo. Sendo assim, protocolos de rejuvenescimento devem focar, também, na recuperação desse volume perdido.&nbsp;</p>



<p>Em suma, em pacientes que já se encontram em uma faixa etária em que há reabsorção óssea ou redistribuição e perda dos compartimentos de gordura, que são estruturas fundamentais para sustentação e contorno facial, a recuperação de volume torna-se indispensável. A partir dela, é possível restaurar projeção, suporte e proporção facial, promovendo harmonia e naturalidade.</p>



<p>Nesse contexto, deve-se ter cautela com a utilização de radiofrequência monopolar ou em frequências mais baixas. Dependendo dos parâmetros empregados, o recurso pode alcançar planos mais profundos e impactar o tecido adiposo, favorecendo a redução de gordura facial. Para recuperação de volume, a sugestão é apostar no preenchimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="994" height="519" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-20-170803.png" alt="" class="wp-image-14782"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Renovar a pele</strong></h3>



<p>A renovação da pele é um processo fundamental na promoção do rejuvenescimento. Para isso, indico apostar em peelings químicos, elencando os ácidos de forma equilibrada, e investir em laser e microdermoabrasão.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Reposicionar o tegumento</strong></h3>



<p>Recursos como radiofrequência, ultrassom focalizado e jato de plasma podem retrair o tecido e estimular o colágeno, favorecendo o reposicionamento do sistema tegumentar. Esse efeito é indicado para melhora da firmeza cutânea e atenuação dos sinais clínicos do envelhecimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aposte nos peelings químicos para rejuvenescimento</strong></h2>



<p>Os peelings químicos são responsáveis por renovar o tecido envelhecido, sendo, portanto, altamente indicados em protocolos clínicos eficazes.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ácido glicólico</strong></h3>



<p>No contexto do rejuvenescimento, o ácido glicólico destaca-se por sua eficácia em promover renovação celular, intensificar a hidratação cutânea e estimular a vasodilatação na junção dermoepidérmica, favorecendo a ativação da atividade fibroblástica.</p>



<p>Para que haja estímulo dos fibroblastos e aumento da produção de fibras dérmicas e demais componentes da matriz extracelular, é essencial que o ativo ultrapasse a junção dermoepidérmica e induza uma resposta inflamatória controlada na derme papilar. Para isso, sugere-se concentrações mais elevadas e pH mais baixo.</p>



<p>Na epiderme, quando empregado como peeling químico superficial, o ácido glicólico acelera a renovação celular, melhora a organização do estrato córneo e aumenta a hidratação. Com isso, tem-se suavização de linhas de expressão, refinamento da textura cutânea e redução de hiperpigmentações superficiais.</p>



<p>Já na derme, por outro lado, em protocolos de maior profundidade, desencadeia uma resposta inflamatória local controlada, promovendo vasodilatação, melhora da oxigenação e maior aporte nutricional ao tecido. Assim, estimula a mitose dos fibrócitos, que retomam a síntese de colágeno, elastina e glicosaminoglicanos, contribuindo para a correção de rugas finas e profundas e para a melhora da qualidade da pele.</p>



<p><strong>Em cabine: </strong>20% a 70%<br><strong>Home care: </strong>1% a 10% em sabonetes líquidos e formulações dermocosméticas<br><strong>pH</strong> de 0,6 a 1,7 para efeitos mais abrasivos; de 3,5 a 3,8 para abrasão intermediária; e 4,5 para abrasão leve</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/rosacea-3-sugestoes-de-tratamento/">Rosácea: 3 sugestões de tratamento</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ácido retinoico</strong></h3>



<p>O ácido retinoico destaca-se no rejuvenescimento cutâneo por sua capacidade de aumentar a espessura epidérmica, modular a atividade das metaloproteinases (MMPs), que são enzimas envolvidas na degradação do colágeno, e estimular a síntese de colágeno.</p>



<p>Evidências científicas demonstram que sua eficácia está diretamente relacionada à indução da produção de colágeno dérmico, o que contribui para a suavização de linhas de expressão e rugas finas, além de melhorar a textura e a firmeza da pele.</p>



<p>Além disso, observa-se aumento da expressão gênica de elastina e fibrilina-1, proteínas essenciais para a formação e organização das fibras elásticas. Assim, favorece a restauração da elasticidade cutânea.</p>



<p><strong>Em cabine:</strong> 5% e 8% para peeling químico superficial, e 10% para peeling médio<br><strong>Home care:</strong> 0,025% a 0,1%</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ácido tricloroacético</strong></h3>



<p>Os mecanismos de ação do ácido tricloroacético abrangem desde a esfoliação química controlada da epiderme até efeitos mais profundos relacionados à remodelação dérmica. Dependendo da concentração e da técnica empregada, pode atuar na derme papilar e, em alguns protocolos, alcançar camadas ainda mais profundas, contribuindo para a correção da flacidez e de rugas finas e profundas.</p>



<p>A profundidade de penetração e seus efeitos terapêuticos estão relacionados à concentração da solução, ao pH e ao tempo de exposição cutânea. Quando atinge a derme papilar superficial, promove vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo local, desencadeando, então, um processo inflamatório controlado. Essa resposta biológica estimula a neocolagênese e a neoelastogênese, levando à reorganização da matriz extracelular.</p>



<p>Como resultado, observa-se melhora significativa da textura, da elasticidade e da aparência das rugas.</p>



<p><strong>Em cabine:</strong> 20% a 35%</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Invista no preenchimento malar para rejuvenescimento</strong></h2>



<p>Para entregar resultados harmônicos em protocolos de rejuvenescimento, é indispensável que o profissional aposte no preenchimento malar.&nbsp;</p>



<p>Reestruturando a região malar, é possível, então, reverter a quadralização da face característica do envelhecimento, que é marcada pela perda do formato de triângulo invertido, típico da juventude, e pelo predomínio de volume no terço inferior, trazendo um aspecto mais pesado e quadrado à face.</p>



<p>No dia 26 de fevereiro, eu vou ministrar um<strong> curso ao vivo, gratuito e online sobre preenchimento malar</strong>. Será uma manhã inteira com revisão de anatomia da face, técnicas de preenchimento malar, critérios para escolha de preenchedores, prática clínica, e muito mais! <strong><a href="https://lp.institutojoaotassinary.com.br/preenchimento-malar-fev26-a?utm_source=organic_blog&amp;utm_medium=blog&amp;utm_campaign=malar2601&amp;utm_term=20260220">Clique aqui para ter acesso a mais informações</a></strong>.</p>
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		<title>Rosácea: 3 sugestões de tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 21:04:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[cosmetologia]]></category>
		<category><![CDATA[fototerapia]]></category>
		<category><![CDATA[Nutricosméticos]]></category>
		<category><![CDATA[rosácea]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A rosácea é uma condição inflamatória crônica de alta prevalência, que se manifesta principalmente na região central da face. Como efeitos fisiológicos, tem-se eritema transitório ou persistente, telangiectasias visíveis e, em muitos casos, lesões inflamatórias como pápulas e pústulas, além de alterações estruturais que incluem hipertrofia das glândulas sebáceas e processos fibróticos. No texto de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A rosácea é uma condição inflamatória crônica de alta prevalência, que se manifesta principalmente na região central da face. Como efeitos fisiológicos, tem-se eritema transitório ou persistente, telangiectasias visíveis e, em muitos casos, lesões inflamatórias como pápulas e pústulas, além de alterações estruturais que incluem hipertrofia das glândulas sebáceas e processos fibróticos.</p>



<p>No texto de hoje, eu trago 3 dicas de tratamento para a rosácea.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>LED na rosácea</strong></h2>



<p>A fototerapia é uma tecnologia amplamente empregada no tratamento de diversas condições cutâneas que demandam estímulo à cicatrização, bem como controle da dor e dos processos inflamatórios.</p>



<p>Os LEDs são dispositivos semicondutores de estado sólido que emitem luz quando submetidos à passagem de corrente elétrica, fenômeno decorrente do movimento dos elétrons em sua estrutura interna. A radiação luminosa produzida é monocromática, composta majoritariamente por um único comprimento de onda, além de não colimada e não coerente, uma vez que é emitida em feixes não paralelos, com ampla dispersão angular, geralmente em torno de 120°. Como resultado, observa-se uma distribuição luminosa mais difusa sobre o tecido.</p>



<p>No manejo da rosácea, estudos indicam que os efeitos terapêuticos da fototerapia na rosácea estão relacionados à sua capacidade de modular negativamente a expressão gênica e reduzir a atividade das calicreínas (KLKs). Assim, considerando o caráter inflamatório da patologia, a fototerapia exerce um papel fundamental na atenuação da inflamação.</p>



<p><em>Parâmetro de aplicação:</em><br>Comprimento de onda: 580 a 850 nm<br>Exposição radiante: 23 a 48 J/cm²<br>Energia: 6 a 15 J/ponto</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cosmetologia na rosácea</strong></h2>



<p>Ao contrário do uso do LED, com a cosmetologia busca-se adotar terapias mais específicas e direcionadas à restauração e ao fortalecimento da barreira cutânea.</p>



<p>Como cosméticos, sugiro, por exemplo:</p>



<p><strong>Ácido azelaico: </strong>Apresenta propriedades anti-inflamatórias e diminui espécies reativas de oxigênio. <em>Sugestão de uso</em>: 15 a 20% em veículos a base de gel ou espuma.</p>



<p><strong>Alfa bisabolol:</strong> Antimicrobiano, bactericida, calmante, cicatrizante, analgésico e antiespasmódico. <em>Sugestão de uso</em>: 0,1 a 0,5%.</p>



<p><strong>Hamamelis:</strong> Antioxidante e adstringente, além de promover vasoconstrição e possuir efeito anti-inflamatório. <em>Sugestão de uso</em>: 5 a 10% de extrato glicólico.</p>



<p><strong>Gluconolactona:</strong> A gluconolactona apresenta elevada capacidade hidratante e um perfil de ação mais suave quando comparada aos alfa-hidroxiácidos (AHAs), o que permite sua utilização em áreas sensíveis, como a região periocular e os lábios. Além disso, destaca-se por sua atividade anti-inflamatória. <em>Sugestão de uso</em>: pH de 3,5 a 4,5.</p>



<p><strong>Niacinamida</strong>: Ativo calmante e anti-inflamatório, melhorando a qualidade da pele dos pacientes no que se refere à hidratação e à barreira cutânea. <em>Sugestão de uso:</em> 2 a 5%.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="763" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/02/1.png" alt="" class="wp-image-14778"/></figure>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/nutricosmeticos-para-o-tratamento-de-acne/">Nutricosméticos para o tratamento de acne</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Nutricosméticos no tratamento de rosácea</strong></h2>



<p>O nutricosmético é definido como um produto de uso oral, desenvolvido e comercializado com o objetivo de promover a saúde e a estética do indivíduo. Em suma, pode ser apresentado em diferentes formas, como pílulas, comprimidos, alimentos ou soluções líquidas.</p>



<p><strong>Nicotinamida:</strong> Efeito anti-inflamatório e de melhora da função de barreira da pele. <em>Sugestão de uso:</em> 100 mg ao dia.</p>



<p><strong>Zinco: </strong>Apresenta ação antioxidante, promoção do decréscimo da produção sebácea e redução do acúmulo de células inflamatórias. <em>Sugestão de uso:</em> 10 mg ao dia.</p>



<p><strong>Ácido fólico:</strong> A deficiência de ácido fólico está relacionada ao surgimento de lesões cutâneas e ao aparecimento de erupções acneicas. <em>Sugestão de uso: </em>1 mg ao dia.</p>



<p><strong>Ômega 3:</strong> Sua deficiência favorece o aparecimento de queratinócitos anormais, o aumento da atividade metabólica e a perda da função de impermeabilidade da pele. Cabe destacar, além disso, que a redução da razão ômega-6/ômega-3 contribui para a atenuação da resposta imune-inflamatória. <em>Sugestão de uso: </em>2 g ao dia.</p>
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		<title>Nutricosméticos para o tratamento de acne</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/nutricosmeticos-para-o-tratamento-de-acne/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 17:55:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Acne]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Nutricosméticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A acne é caracterizada como uma afecção crônica do folículo pilossebáceo, cuja patogênese é multifatorial e complexa, envolvendo diferentes mecanismos. Dentre os métodos de tratamento comprovados pela Ciência como eficazes no manejo da alteração estética, os nutricosméticos se destacam. Confira, no texto de hoje, indicações de produtos que entregam resultados seguros. O que são nutricosméticos? [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A acne é caracterizada como uma afecção crônica do folículo pilossebáceo, cuja patogênese é multifatorial e complexa, envolvendo diferentes mecanismos. Dentre os métodos de tratamento comprovados pela Ciência como eficazes no manejo da alteração estética, os nutricosméticos se destacam. </p>



<p>Confira, no texto de hoje, indicações de produtos que entregam resultados seguros.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que são nutricosméticos?</strong></h2>



<p>Primeiramente, é fundamental compreender a fisiopatologia da acne.</p>



<p>De modo geral, quatro processos principais exercem papel determinante na formação das lesões acneicas: (I) aumento da produção sebácea; (II) alterações nos processos de queratinização folicular, culminando na formação do comedão; (III) colonização do folículo pilossebáceo por <em>Cutibacterium acnes</em>; e (IV) ativação e mediação de processos inflamatórios que acometem as unidades pilossebáceas.</p>



<p>Os nutricosméticos, por sua vez, tratam-se da promoção de beleza “de dentro para fora”. Portanto, um nutricosmético é compreendido como um produto destinado à administração oral, formulado e comercializado para promover a estética e a saúde do indivíduo, podendo ser apresentado sob a forma de pílulas, alimentos, líquidos ou comprimidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Zinco no tratamento da acne</strong></h2>



<p>O zinco exerce ação benéfica no tratamento da acne por meio de diferentes mecanismos, destacando-se seus efeitos bacteriostático e antioxidante, além da capacidade de reduzir a produção sebácea e o acúmulo de células inflamatórias.</p>



<p><strong>Recomendação:</strong> 10 mg ao dia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vitaminas A, E e C</strong> <strong>como nutricosméticos</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading">Vitamina A</h3>



<p>Pesquisadores associaram o zinco à vitamina A no tratamento de pacientes com pele acneica e avaliaram, ao longo das semanas, a evolução do número de comedões, pápulas, pústulas e infiltrados inflamatórios. Após quatro semanas de intervenção, observou-se redução significativa no número de pápulas, pústulas e infiltrados inflamatórios nos grupos tratados. Portanto, comprova-se o papel relevante da vitamina A e do zinco na patogênese da acne. </p>



<p><strong>Recomendação</strong>: 1.000 μg ao dia.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/5-dicas-de-limpeza-de-pele/">5 dicas de limpeza de pele</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Vitamina E</h3>



<p>Sabe-se que pacientes com acne papulopustulosa apresentam aumento do estresse oxidativo, associado a um aporte reduzido de antioxidantes. Assim, compreende-se a importância da utilização de antioxidantes, como as vitaminas E e C, nesse perfil de paciente.&nbsp;</p>



<p><strong>Recomendação</strong>: 50 mg ao dia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Vitamina C</h3>



<p>O ácido ascórbico é uma vitamina hidrossolúvel com potente ação antioxidante, capaz de reagir diretamente com o oxigênio simples, o radical hidroxila e o radical superóxido. Além disso, atua na regeneração da vitamina E.</p>



<p>Partindo-se do pressuposto de que a inflamação e o estresse oxidativo estão diretamente relacionados à patogênese da acne, e considerando a ação anti-inflamatória e antioxidante da vitamina C, compreende-se, então, a eficácia do recurso.</p>



<p><strong>Recomendação</strong>: 200 mg ao dia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Selênio no manejo da acne</strong></h2>



<p>A hipótese do mecanismo de ação do selênio na acne está relacionada à sua capacidade antioxidante, uma vez que espécies reativas de oxigênio produzidas por neutrófilos estão envolvidas na progressão do processo inflamatório acneico.&nbsp;</p>



<p><strong>Recomendação</strong>: 50 μg ao dia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ácidos graxos poli-insaturados ômega 3</strong></h2>



<p>O mecanismo de ação dos ácidos graxos poli-insaturados ômega 3 está relacionado à regulação positiva da produção sebácea, de modo que sua inibição resulta em melhora clínica significativa. Ademais, levantamentos epidemiológicos indicam que populações que mantêm dietas tradicionais ricas em ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 apresentam menores taxas de acne.</p>



<p><strong>Recomendação</strong>: 2 g ao dia.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vitaminas do complexo B como nutricosméticos</strong></h2>



<p>Algumas pesquisas indicam que a administração oral de piridoxina (vitamina B5) é eficaz na melhora do quadro cutâneo de pacientes com acne vulgar persistente na fase pós-adolescência. Em suma, uma das hipóteses é que os efeitos benéficos de determinados ativos estejam relacionados às suas atividades antimicrobianas, anti-inflamatórias e sebostáticas.</p>



<p><strong>Recomendação</strong>: Piridoxina em 20 mg ao dia. Riboflavina em 10 mg ao dia.</p>



<p></p>
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