<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Drenagem Linfática Archives - João Tassinary</title>
	<atom:link href="https://joaotassinary.com.br/tag/drenagem-linfatica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://joaotassinary.com.br/tag/drenagem-linfatica/</link>
	<description>Transformando a Estética através da Ciência</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Oct 2025 18:11:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.3</generator>

<image>
	<url>https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2019/04/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Drenagem Linfática Archives - João Tassinary</title>
	<link>https://joaotassinary.com.br/tag/drenagem-linfatica/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Drenagem Linfática Manual: manobras e fisiologia</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/drenagem-linfatica-manual-manobras-e-fisiologia/</link>
					<comments>https://joaotassinary.com.br/drenagem-linfatica-manual-manobras-e-fisiologia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 18:11:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Drenagem Linfática]]></category>
		<category><![CDATA[estética corporal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://joaotassinary.com.br/?p=14739</guid>

					<description><![CDATA[<p>A drenagem linfática manual é uma técnica amplamente respaldada pela literatura científica e utilizada em intervenções faciais e corporais. O principal objetivo do tratamento é estimular a eliminação do excesso de líquidos acumulados no espaço intersticial. Assim, levam à redução de edemas e ao equilíbrio dos fluidos do corpo.  Para uma prática clínica de excelência, [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br/drenagem-linfatica-manual-manobras-e-fisiologia/">Drenagem Linfática Manual: manobras e fisiologia</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br">João Tassinary</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A drenagem linfática manual é uma técnica amplamente respaldada pela literatura científica e utilizada em intervenções faciais e corporais. O principal objetivo do tratamento é estimular a eliminação do excesso de líquidos acumulados no espaço intersticial. Assim, levam à redução de edemas e ao equilíbrio dos fluidos do corpo. </p>



<p>Para uma prática clínica de excelência, é indispensável compreender a anatomia e a fisiologia do sistema linfático, bem como dominar as principais técnicas de drenagem linfática manual. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fisiologia do sistema linfático</strong></h2>



<p>Em suma, a principal função do sistema linfático é promover o retorno do líquido intersticial à corrente sanguínea. Esse líquido, presente entre as células dos tecidos, é coletado pelos vasos linfáticos e conduzido aos linfonodos, onde, então, passa por um processo de filtração antes de ser devolvido à circulação. Além disso, o sistema linfático desempenha um papel fundamental na defesa imunológica, permitindo o transporte de células de defesa, como os linfócitos, que atuam no reconhecimento e combate de agentes agressores.</p>



<p>O fluxo linfático ocorre em sentido único, de distal para proximal, assegurando, assim, a drenagem eficiente e prevenindo o acúmulo de líquidos, que leva ao edema.</p>



<p>Os vasos linfáticos iniciais possuem filamentos de ancoragem, conhecidos como filamentos de Casley-Smith, que conectam suas paredes ao tecido conjuntivo da derme. Esses filamentos acompanham os movimentos da pele, ampliando as fenestrações dos capilares linfáticos e otimizando a coleta de líquidos.</p>



<p>Posteriormente a essa etapa, o líquido é direcionado para os pré-coletores e coletores, cujas paredes contêm musculatura lisa capaz de realizar contrações involuntárias. Quando os vasos atingem sua capacidade máxima, essas contrações impulsionam a linfa para os segmentos seguintes. Cada segmento valvulado recebe o nome de linfangion, e as válvulas internas impedem o refluxo, garantindo o fluxo unidirecional da linfa ao longo de todo o sistema.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Linfa</strong></h3>



<p>A linfa é um líquido incolor que circula por todo o sistema linfático e que se forma a partir do plasma sanguíneo. Esse, ao ser bombeado pelo sistema arterial, extravasa dos capilares arteriolares em direção ao espaço intersticial. A partir disso, uma parte desse fluido retorna aos capilares venosos, enquanto o restante, que contém metabólitos, proteínas e outras substâncias, é absorvido pelos capilares linfáticos.</p>



<p>Os capilares são compostos por células endoteliais interligadas, cujas junções formam fenestrações que se abrem em resposta ao aumento da pressão intersticial, permitindo a entrada da linfa.</p>



<p>Antes de retornar à circulação sanguínea, a linfa é filtrada nos linfonodos, estruturas responsáveis por remover resíduos e microrganismos. Em seguida, ela percorre os vasos pré-coletores e coletores linfáticos, até alcançar os dois principais troncos do sistema: o ducto linfático direito e o ducto torácico.</p>



<p>O ducto linfático direito drena a linfa que vem do membro superior direito, hemiface direita e hemitronco direito, desembocando na veia jugular direita. Por outro lado, o ducto torácico é o maior tronco linfático do corpo, responsável pela drenagem dos membros inferiores, membro superior esquerdo, hemiface esquerda e hemitronco esquerdo, desembocando na veia subclávia esquerda.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Linfonodos</strong></h3>



<p>Os linfonodos são estruturas fundamentais para a defesa imunológica, e estão localizados principalmente nas regiões anteriores às articulações e distribuídos em grupos ao longo do sistema linfático. No interior dessas estruturas, células de defesa realizam a fagocitose, destruindo agentes patogênicos e contribuindo para a proteção do organismo.</p>



<p>O corpo humano contém cerca de 700 linfonodos, com maior concentração em regiões estratégicas como as axilas e áreas inguinais. Durante processos infecciosos, esse fluxo linfático pode se tornar ainda mais lento, favorecendo a atuação prolongada das células imunológicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Divisões linfáticas no organismo humano</strong></h2>



<p>O ducto torácico é o principal canal do sistema linfático, responsável por conduzir a linfa da maior parte do corpo, como, por exemplo, membros inferiores, abdome, hemitronco esquerdo, membro superior e hemiface esquerdos, de volta à circulação sanguínea, próximo à veia cava e à artéria aorta.&nbsp;</p>



<p>Já o tronco linfático direito drena a linfa do membro superior, hemiface e hemitronco direitos, desembocando na veia jugular interna ou na veia subclávia direita. Os linfonodos submandibulares, submentonianos e cervicais laterais, por sua vez, filtram a linfa proveniente da face e do pescoço. A partir disso, atuam na defesa imunológica e na manutenção do equilíbrio dos fluidos corporais. Os linfonodos supraclaviculares têm grande importância por se localizarem na junção entre os sistemas linfático e venoso, onde ocorre a anastomose linfovenosa. Assim, permitem o retorno de proteínas e lipídios à circulação sanguínea.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="499" height="592" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-17-134707.png" alt="" class="wp-image-14740" style="width:840px;height:auto"/></figure>



<p>Após filtrada, a linfa é direcionada aos grandes ductos linfáticos (o ducto torácico, à esquerda, e o tronco linfático direito, à direita), que se conectam à veia subclávia e à veia cava superior, completando o retorno linfático ao sistema venoso e prevenindo o acúmulo de líquidos nos tecidos.</p>



<p>Na região torácica e mamária, a drenagem converge para os linfonodos axilares, principais centros de filtragem e defesa imunológica. Nos membros superiores, o sistema linfático inicia-se nas mãos, onde os capilares coletam a linfa e a conduzem por vasos que passam pelos linfonodos cubitais (na região do cotovelo). Depois, chegam aos linfonodos axilares, responsáveis pelo escoamento final da linfa ao tronco subclávio.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/lipedema-x-celulite-diferencas-e-planos-de-tratamento/">Lipedema x Celulite: diferenças e planos de tratamento</a></strong></p>



<p>Os linfonodos inguinais localizam-se próximos às veias femorais e se dividem em dois grupos: superficiais e profundos. A linfa que provém dos membros inferiores percorre os vasos linfáticos superficiais, passando pelos linfonodos poplíteos, situados na região posterior do joelho, antes de alcançar os linfonodos inguinais. No sistema linfático, o fluxo segue um padrão organizado conforme a localização dos tecidos e dos linfonodos regionais. Na região abdominal, a cicatriz umbilical serve como marco anatômico, delimitando o trajeto da drenagem linfática superior e inferior.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Manobras de drenagem linfática manual</strong></h2>



<p>A drenagem linfática manual é, em suma, dividida em dois métodos: o Leduc e o Vodder.&nbsp;</p>



<p>De acordo com o <strong>método Leduc</strong>, a drenagem deve ser realizada com pressão rítmica, intermitente e suave. Dessa forma, acompanha o fluxo linfático e incluindo as manobras de reabsorção e evacuação. A reabsorção é composta pela passagem da linfa do interstício para os capilares linfáticos, e a evacuação favorece o transporte da linfa ao longo dos vasos em direção aos linfonodos.</p>



<p>A técnica é composta por 5 manobras:</p>



<ol>
<li>Movimentos circulares com os dedos;</li>



<li>Movimentos circulares com o polegar;</li>



<li>Movimentos combinados;</li>



<li>Manobra de bracelete;</li>



<li>Drenagem dos linfonodos.</li>
</ol>



<p>O <strong>método Vodder</strong>, por sua vez, utiliza pressões suaves, lentas e repetitivas, sem deslizamento sobre a pele. No entanto, empurra delicadamente o tecido cutâneo e promovendo, com isso, o relaxamento e estímulo linfático. O profissional aplica a técnica do sentido proximal para o distal, envolvendo dois procedimentos principais: captação, que conduz a linfa do interstício para os capilares linfáticos, e evacuação, que direciona a linfa dos vasos linfáticos aos linfonodos, seguindo o fluxo natural.</p>



<p>Antes das manobras, aplica-se o effleurage, um deslizamento superficial que estabelece, em suma, o primeiro contato com a pele e favorece, com isso, o relaxamento.</p>



<p>O método inclui quatro movimentos:</p>



<ol>
<li>Círculos estacionários;</li>



<li>Bombeamento;</li>



<li>Técnica de mobilização;</li>



<li>Técnica de rotatória.<br></li>
</ol>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br/drenagem-linfatica-manual-manobras-e-fisiologia/">Drenagem Linfática Manual: manobras e fisiologia</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br">João Tassinary</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://joaotassinary.com.br/drenagem-linfatica-manual-manobras-e-fisiologia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DLM: O que esperar da terapia em tempos de tecnologia?</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/o-poder-da-drenagem-linfatica-manual/</link>
					<comments>https://joaotassinary.com.br/o-poder-da-drenagem-linfatica-manual/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2015 20:32:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[DLM]]></category>
		<category><![CDATA[Drenagem Linfática]]></category>
		<category><![CDATA[João Tassinary]]></category>
		<category><![CDATA[Leduc]]></category>
		<category><![CDATA[Vooder]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.joaotassinary.com.br/?p=582</guid>

					<description><![CDATA[<p>Se você esta pensando em entrar no mercado de Estética, ou mesmo se você já tem anos de prática clínica, você sabe que dominar a técnica da drenagem linfática manual é uma arma fundamental nas clínicas e centros estéticos para tratamento de afecções, como retenção de líquido e celulite. Hoje vamos abordar diversos tópicos importantes [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br/o-poder-da-drenagem-linfatica-manual/">DLM: O que esperar da terapia em tempos de tecnologia?</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br">João Tassinary</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você esta pensando em entrar no mercado de Estética, ou mesmo se você já tem anos de prática clínica, você sabe que dominar a técnica da drenagem linfática manual é uma arma fundamental nas clínicas e centros estéticos para tratamento de afecções, como retenção de líquido e celulite.</p>
<p>Hoje vamos abordar diversos tópicos importantes para quem quer dominar ou mesmo quem já aplica a drenagem linfática manual:</p>
<blockquote><p><strong>1.</strong> O que é o sistema linfático e qual a sua função;<br />
<strong>2.</strong> Quais as partes do sistema linfático e como usá-los a favor do paciente;<br />
<strong>3.</strong> O que é linfa e qual a sua função;<br />
<strong>4.</strong> Quais são as <strong>3 principais manobras</strong> da drenagem linfática manual;<br />
<strong>5.</strong> As <strong>4 indicações mais comuns</strong> para aplicação da drenagem linfática manual;<br />
<strong>6.</strong> Contra-indicações (Quando <strong>NÃO</strong> fazer DLM)<br />
<strong>7.</strong> Os <strong>7 mitos e verdades</strong> mais comuns da drenagem linfática manual;</p></blockquote>
<p><strong>Introdução à drenagem linfática</strong></p>
<p>O sistema linfático foi, durante séculos, um ponto obscuro dentro do conhecimento da anatomia humana. Somente em 1651 o pesquisador francês Jean Pecquet descobriu em um cadáver humano a existência de um ducto torácico e uma espécie de receptáculo no seu início, que denominou de Cisterna de Chily, também chamada de Cisterna de Pecquet.</p>
<p>A primeira descrição mais complexa do sistema linfático foi feita por um professor chamado de Winiwarter, no século XIX. Posteriormente, em 1912, Aléxis Carrel conquistou o prêmio Nobel de Medicina por seus trabalhos com o propósito de regeneração celular, mostrando o fundamental da linfa nos tecidos vivos.</p>
<p>Já na década de 30, um fisioterapeuta chamado Emil Vodder tratou pacientes acometidos de gripes e sinusites, que viviam na úmida e fria Inglaterra. Em suas observações, manipulando suavemente os gânglios linfáticos do pescoço, percebeu que estes se apresentavam inchados e duros. Intuitivamente, iniciou o uso de uma massagem suave nos locais com a finalidade de melhorar o estado geral dos pacientes. Com os bons resultados, Vodder disciplinou o método e seu primeiro relato escrito foi a público no ano de 1936, em uma exposição de saúde em Paris.</p>
<h3><strong>O que é sistema linfático?</strong></h3>
<p>O sistema linfático está paralelo ao sanguíneo, e sua função pode ser resumida em auxiliar o organismo a drenar o líquido intersticial e remover resíduos celulares que o sistema sanguíneo não tem a capacidade de coletar.</p>
<p>O sistema linfático pode ser didaticamente dividido em capilares, pré-coletores, coletores, canal ou ducto torácico esquerdo e canal ou ducto linfático direito, linfonodos, válvulas linfáticas e linfa.</p>
<h4>Os capilares</h4>
<p>São a porta de entrada do sistema linfático: compostas por paredes permeáveis que facilitam a entrada de macromoléculas de proteínas e minerais que não seriam absorvidos pelo sistema venoso no sistema linfático.</p>
<h4>Pré-coletores</h4>
<p>Estão localizados entre os capilares e os coletores. Suas paredes são formadas por tecido endotelial, tecido conjuntivo e fibras elásticas e musculares. Possuem válvulas e conduzem a linfa no sentido centrípeto.</p>
<h4>Coletores</h4>
<p>Dão continuidade aos pré-coletores, porém apresentam maior calibre.</p>
<h4><strong>Linfonodos</strong></h4>
<p>Estão dispostos em trajetos nos vasos linfáticos, normalmente em grupos ou em séries. Os principais gânglios estão nas axilas, região inguinal e no pescoço.</p>
<p>Os linfonodos possuem a função de produzir linfócitos e filtrar a linfa (conglomerado de tecido linfoide, memória imunológica). São depuradores capazes de absorver, metabolizar e destruir alguns elementos provenientes da circulação linfática.</p>
<p>Quando a linfa chega até os linfonodos, é transportada por ductos eferentes até dois grandes coletores principais:</p>
<h4><strong>1. Canal ou ducto torácico esquerdo</strong></h4>
<p>Termina no tronco das veias jugular interna esquerda e subclávia esquerda.</p>
<h4><strong>2. Canal ou ducto linfático direito</strong></h4>
<p>Recebe a linfa do lado direito: da cabeça, do pescoço, do tórax e do membro superior direito.</p>
<h3><strong>Mas afinal, o que é linfa?</strong></h3>
<p>Linfa é o nome dado ao líquido de cor transparente ou amarelo claro proveniente do espaço intersticial que, ao penetrar nos vasos linfáticos, recebeu esta nomenclatura. Conforme explicado anteriormente, a linfa é transportada dos capilares linfáticos para os canais pré-coletores, coletores e coletores principais, de onde irá desembocar nas veias subclávia e jugular, onde se misturarão com o sangue novamente. Devolvem, desta maneira, as proteínas plasmáticas do líquido intersticial de volta ao sangue.</p>
<h3><strong>Drenagem linfática manual na PRÁTICA</strong></h3>
<p>Atualmente a drenagem linfática manual está representada basicamente por duas técnicas: a de Leduc e a de Vodder. Ambas estão baseadas nos trajetos dos coletores linfáticos e linfonodos, associando basicamente três categorias de manobras:</p>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Manobras-Drenagem-Linfatica.png"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-605" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Manobras-Drenagem-Linfatica.png" alt="Manobras Drenagem Linfatica" width="630" height="315" /></a></p>
<ol>
<li>Manobras de captação</li>
<li>Manobras de reabsorção</li>
<li>Manobras de evacuação</li>
</ol>
<h4><strong>1. Captação</strong></h4>
<p>A manobra é realizada diretamente sobre o segmento edemaciado, visando aumentar a captação da linfa pelos linfocapilares.</p>
<h4><strong>2. Reabsorção</strong></h4>
<p>A manobra ocorre nos pré-coletores e coletores linfáticos, que transportarão a linfa captada pelos linfocapilares.</p>
<h4><strong>3. Evacuação</strong></h4>
<p>A evacuação ocorre nos linfonodos, que recebem a confluência dos coletores linfáticos.</p>
<h3><strong>As quatro indicações mais comuns para aplicação da drenagem linfática manual</strong></h3>
<h4>1. <strong>Gestação</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/gestantes.png"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-592" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/gestantes.png" alt="gestante" width="630" height="315" /></a></p>
<p>Durante a gestação ocorre o aumento da secreção de alguns hormônios, que são responsáveis pela retenção hídrica, aumentando o volume sanguíneo em até 50%, e ainda, o organismo amplia em até oito litros a capacidade de reter água. A pressão venosa nos membros inferiores aumenta cerca de três vezes, devido à compressão que o útero exerce na veia cava inferior e nas veias pélvicas, agravando-se na posição ortostática parada, ocorrendo aprisionamento nas pernas e coxas, justificando um edema gravitacional ainda mais acentuado nos membros inferiores.</p>
<p>A drenagem linfática é um dos tratamentos mais indicados para a gestante. Ela ajuda a reduzir a retenção de líquido no corpo, melhora a oxigenação das células e diminui os inchaços típicos da gravidez, que aparecem principalmente no primeiro e no último trimestre.</p>
<h4><strong>2. Celulite</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/celulite.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-593" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/celulite.png" alt="celulite" width="630" height="315" /></a></p>
<p>A <a href="http://www.joaotassinary.com.br/celulite-um-guia-pratico-para-profissionais-da-estetica/">celulite</a> tem início a partir de uma hipertrofia do tecido adiposo que, segundo alguns autores, vai promover a modificação do esfíncter arteriolar, pré-capilar, alteração da permeabilidade do capilar venoso e ectasia capilar, com consequente transudação de edema. Nestes casos, a drenagem linfática pode auxiliar no tratamento de celulite, pois vai carrear o excesso de líquido contido no meio intersticial. É importante frisar que a drenagem vai auxiliar no tratamento, e não pode ser conceituada com o “carro chefe” no tratamento.</p>
<p>(Artigo completo sobre Celulite <a href="http://www.joaotassinary.com.br/celulite-um-guia-pratico-para-profissionais-da-estetica/"> AQUI</a>)</p>
<h4><strong>3. Cirurgia plástica <em>(pós-operatório)</em></strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/pos-operatorio.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-594" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/pos-operatorio.png" alt="pos operatorio" width="630" height="315" /></a></p>
<p>Na cirurgia plástica, pode haver alteração estrutural ou funcional dos vasos linfáticos, causados por laceração ou compressão. Essa obstrução mecânica modificará substancialmente o equilíbrio das tensões, resultando inevitavelmente em edema. Dentre as técnicas utilizadas no pós-operatório imediato está à drenagem linfática manual. Esta é reconhecida por abreviar o período de pós-operatório e ser efetiva na resolução mais rápida do edema, hematomas e equimoses.</p>
<p>O tratamento inicia-se na fase aguda, pois a drenagem linfática é um recurso para tratar as consequências das alterações vasculares características da fase inicial (edema). Porém, devemos levar em conta que a cicatrização ainda está recente, e a aplicação da técnica deve ser o mais suave possível, evitando deslizamentos e trações no tecido em cicatrização. A drenagem não oferece risco algum para o paciente em pós-operatório de cirurgias plásticas, somente se for mal aplicada, empregando muita força, rapidez excessiva, ou direção errada.</p>
<h4><strong>4. Linfedema/pós-mastectomia</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/lifedema-e-pos-mastectomia.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-595" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/07/lifedema-e-pos-mastectomia.png" alt="lifedema e pos mastectomia" width="630" height="315" /></a></p>
<p>A alteração básica para a formação do linfedema se deve à falência do sistema linfático. O aumento anormal da concentração de proteínas no interstício resulta em um edema de alta concentração proteica.</p>
<p>As mulheres submetidas à retirada cirúrgica de linfonodos axilares para o tratamento do câncer de mama estão sujeitas a complicações, entre elas, o linfedema de braço, definido como uma condição crônica, na qual existe acúmulo excessivo de líquido, com alta concentração proteica no interstício. Alguns fatores como a radioterapia, as complicações pós-operatórias, a infecção, a linfangite, o nível da radicalidade da técnica cirúrgica e outros são relatados na literatura como fatores desencadeantes ou agravantes do linfedema, o que indica sua natureza multifatorial.</p>
<p>A drenagem linfática manual vai atuar no sistema linfático através de manobras leves e lentas, que vai auxiliar na reabsorção de edemas. Além de diminuir o edema, também ajuda na reparação tecidual (já que o fibrinogênio está presente na linfa), previne a formação de fibroses e aderências, favorece a reconstrução dos capilares linfáticos lesionados e possui efeito analgésico.</p>
<h3>Contraindicações</h3>
<h4>Câncer</h4>
<p>Não existe um consenso na literatura quanto à aplicação da técnica de drenagem linfática em pacientes com diagnóstico de câncer. Alguns autores sugerem que a técnica poderia prejudicar o quadro clínico do paciente, a partir da disseminação de metástases da patologia por via linfática.</p>
<h4>Tromboflebite</h4>
<p>A tromboflebite é caracterizada pelo fechamento parcial de uma veia, causada pela formação de um coágulo sanguíneo (trombo). A afecção acontece geralmente nas pernas, tornozelos ou pés e, antes de qualquer manipulação, se deve encaminhar o paciente à avaliação e tratamento especializado.</p>
<h4>Septicemia</h4>
<p>Sepse é uma doença sistêmica complexa e potencialmente grave, e é desencadeada por uma resposta inflamatória exagerada do sistema imunológico devido à invasão da corrente sanguínea por agentes infecciosos, sejam eles bactérias, vírus ou fungos. Não se tem relato na literatura sobre os efeitos da drenagem em um quadro clínico de infecção generalizada.</p>
<h4>Hipertiroidismo</h4>
<p>Mesmo não existindo um consenso na literatura, alguns autores sugerem que o estímulo direto sobre a glândula pode alterar a secreção hormonal. Portanto, a drenagem linfática deve ser realizada sem manipulação sobre a área da tireoide.</p>
<h4>Insuficiência cardíaca não controlada</h4>
<p>O líquido drenado no sistema tem como destino a veia cava superior, ou seja, a drenagem pode ampliar o fluxo cardíaco, ocasionando um aumento de carga de trabalho no sistema cardíaco.</p>
<h4>Gestação de risco</h4>
<p>Dentre as afecções de risco no período gestacional, destaca-se a pré-eclâmpsia, que é uma doença de etiologia desconhecida que promove um aumento na resistência vascular periférica e hiper-reatividade a vasoconstritores, e alguns eventos fisiopatológicos, incluindo placentação anormal e hipersensibilidade vascular. Sendo assim, alguns autores sugerem que a drenagem linfática manual pode agravar o quadro clínico da paciente.</p>
<h3>Sete mitos e verdades sobre a drenagem linfática manual</h3>
<h4>1. Qual drenagem linfática é mais efetiva, manual ou mecânica?</h4>
<p>Acredito que a drenagem manual, quando aplicada por um profissional habilitado, é mais efetiva, pois o terapeuta consegue regular a pressão e o ritmo das manobras de acordo com cada estrutura anatômica do paciente, de forma mais eficiente que uma máquina.</p>
<h4>2. É possível realizar autodrenagem linfática manual?</h4>
<p>É possível, mas os resultados não serão os mesmos. A drenagem aplicada pelo profissional vai respeitar aspectos relevantes na potencialização da absorção e drenagem de líquidos, como por exemplo: postura correta do paciente, o ritmo, a pressão e as sequência das manobras.</p>
<h4>3. A drenagem linfática manual só foi executada corretamente se a paciente manifestou vontade de urinar após a sessão?</h4>
<p>Não. As pessoas que estão com uma sobrecarga no sistema linfático ou possuem uma alta taxa de retenção hídrica costumam sentir vontade de urinar durante ou após a sessão, no entanto, não se pode afirmar que quando a paciente não refere vontade a técnica não foi bem executada.</p>
<h4>4. Drenagem linfática emagrece?</h4>
<p>Não. A técnica apenas favorece a redução de medidas pelo fato de eliminar líquidos excedentes conforme descrito no artigo. Não existe nenhuma comprovação científica que a drenagem estimula a lipólise e favorece o emagrecimento.</p>
<h4>5. Drenagem linfática manual é indicada para gestantes?</h4>
<p>Sim. Desde que a gestação não tenha nenhuma complicação ou seja de risco. Conforme descrito no artigo, a retenção de líquidos é uma situação característica da gestação e, por isso, o profissional que acompanha o pré-natal da gestante pode até recomendar a técnica.</p>
<h4>6. Óleos e cremes são essenciais para a realização da drenagem linfática?</h4>
<p>Não. A maioria das técnicas não preconiza o uso de nenhum produto como coadjuvante. Acredito que o uso de um cosmético não interfira na drenagem, desde que o terapeuta não altere pressão, ritmo e a ordem correta das manobras.</p>
<h4>7. Drenagem linfática auxilia no tratamento de celulite?</h4>
<p>Sim. Dependendo da fase de desenvolvimento em que a afecção se encontra, a drenagem linfática vai exercer uma função importante na melhora da circulação sanguínea, eliminação de toxinas, diminuição da retenção hídrica e ativação da oxigenação celular.</p>
<h3>Referências:</h3>
<h6>B.H. Cornish, M. Chapman, C. Hirst, B. Mirolo, I.H. Bunce, L.C. Ward, <em>et al.</em></h6>
<h6>Early diagnosis of lymphedema using multiple frequency bioimpedance</h6>
<h6>Lymphology, 34 (2001)</h6>
<div>
<h6>B. Lee, M. Andrade, J. Bergan, F. Boccardo, C. Campisi, R. Damstra, <em>et al.</em></h6>
<h6>International Union of Phlebology. Diagnosis and treatment of primary lymphedema. Consensus document of the International Union of Phlebology (IUP)-2009</h6>
<h6>Int Angiol, 29 (2010)</h6>
<h6>Evrard-Bras M, Coupé M, Laroche J, Janbon C. Drainage lymphatique manuel. Rev Prat. 2000;50(11):1199-203</h6>
</div>
<h6>Arieiro EG, Machado KS, Lima VP, Tacani RE, Diz AM. A eficácia da drenagem linfática manual no pós-operatório de câncer de cabeça e pescoço. Rev Bras Cir Cabeça     Pescoço.      2007;36(1):43- 6.</h6>
<h6>Leduc A, Leduc O. Drenagem linfática: teoria e prática. 2a ed. São Paulo: Manole; 2000.</h6>
<h6>Williams AF, Vadgama A, Franks PJ, Mortimer PS. A randomized controlled crossover study of manual lymphatic drainage therapy in women with breast cancer-related lymphoedema. Eur J Cancer Care. 2002;11(4):254-61.</h6>
<h6>Warszawski G. Estúdio linfografico de los vasos contralaterales del drenaje de la glabela. Rev Argent Dermatol. 1999;80(1):38- 42.</h6>
<h6>Barros MH. Fisioterapia: drenagem linfática manual. São Paulo: Robe; 2001</h6>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br/o-poder-da-drenagem-linfatica-manual/">DLM: O que esperar da terapia em tempos de tecnologia?</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br">João Tassinary</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://joaotassinary.com.br/o-poder-da-drenagem-linfatica-manual/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CELULITE: Porque a maioria esmagadora dos tratamentos FALHAM?</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/celulite-um-guia-pratico-para-profissionais-da-estetica/</link>
					<comments>https://joaotassinary.com.br/celulite-um-guia-pratico-para-profissionais-da-estetica/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2015 14:20:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Celulite]]></category>
		<category><![CDATA[Centelha Asiática]]></category>
		<category><![CDATA[Dermatopaniculopatia Edematosa Fibrosa e Esclerosa]]></category>
		<category><![CDATA[Dermoipodermose]]></category>
		<category><![CDATA[Drenagem Linfática]]></category>
		<category><![CDATA[Endermologia]]></category>
		<category><![CDATA[Exercícios Físicos]]></category>
		<category><![CDATA[Ginkgo Biloba]]></category>
		<category><![CDATA[João Tassinary]]></category>
		<category><![CDATA[Lipodistrofia Ginoide]]></category>
		<category><![CDATA[Lipoesclerose Nodular]]></category>
		<category><![CDATA[Metilxantinas]]></category>
		<category><![CDATA[Nicotinato de Metila]]></category>
		<category><![CDATA[Palpação Celulite]]></category>
		<category><![CDATA[Paniculopatia Edemato-Fibroesclerotica]]></category>
		<category><![CDATA[Paniculose]]></category>
		<category><![CDATA[Radiofrequência]]></category>
		<category><![CDATA[Silício]]></category>
		<category><![CDATA[Termografia Infravermelha]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento de Celulite]]></category>
		<category><![CDATA[Ultrassom]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.joaotassinary.com.br/?p=264</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tradicionalmente, minhas postagens argumentam a favor do uso de evidências científicas na prática clinica dos profissionais que trabalham com a Estética. No entanto, este texto vai além da discussão do embasamento científico, pois aborda uma das afecções estéticas corporais mais tratadas em clínicas e, talvez, com menor taxa de sucesso em termos de resolução. A [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br/celulite-um-guia-pratico-para-profissionais-da-estetica/">CELULITE: Porque a maioria esmagadora dos tratamentos FALHAM?</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br">João Tassinary</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tradicionalmente, minhas postagens argumentam a favor do uso de evidências científicas na prática clinica dos profissionais que trabalham com a Estética. No entanto, este texto vai além da discussão do embasamento científico, pois aborda uma das afecções estéticas corporais mais tratadas em clínicas e, talvez, com menor taxa de sucesso em termos de resolução.</p>
<p>A famigerada celulite é uma das patologias  mais comuns entre as mulheres de todo o mundo. Se você que está lendo este artigo é mulher e tem mais de 20 anos, <span style="color: #33cccc;"><strong>a possibilidade de você ter celulite é de 90%</strong></span>! Isso assusta um pouco, mas partindo do ponto de vista de que somos da área da Estética, isto se torna um mercado <strong><span style="color: #33cccc;">GIGANTESCO</span></strong>, se soubermos como trazer o máximo de resultados para os nossos pacientes.</p>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/estatisticas-da-celulite2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-344" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/estatisticas-da-celulite2.png" alt="Estatísticas da Celulite no Brasil e no Mundo!" width="630" height="394" /></a></p>
<p>Aqui você vai aprender quatro pontos fundamentais para ter sucesso nos tratamentos de celulite dos seus pacientes:</p>
<ol>
<li><strong>O que de fato é uma celulite e como ela se desenvolve</strong></li>
<li><strong>Quais são os fatores determinantes do desenvolvimento de celulites</strong></li>
<li><strong>Qual a <span style="color: #33cccc;">regra de ouro</span> dos tratamentos de resultado</strong></li>
<li><strong>Quais os principiais recursos de tratamentos <span style="color: #33cccc;">CIENTIFICAMENTE COMPROVADOS</span></strong></li>
</ol>
<h3> 1. O que é e como se desenvolve uma celulite</h3>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Pele-Saudavel-vs.-Pele-com-Celulite2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-345" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Pele-Saudavel-vs.-Pele-com-Celulite2.png" alt="Pele Saudavel vs. Pele com Celulite" width="630" height="428" /></a></p>
<p>Celulite é uma afecção cutânea com inúmeros sinônimos, como:</p>
<ul>
<li>Lipodistrofia ginoide</li>
<li>Lipoesclerose nodular</li>
<li>Paniculopatia edemato-fibroesclerotica</li>
<li>Paniculose</li>
<li>Dermoipodermose</li>
<li>Dermatopaniculopatia edematosa fibrosa e esclerosa</li>
</ul>
<p><strong>É considerada uma patologia multifatorial que promove uma alteração do relevo da pele, e adquire uma aparência de &#8220;casca laranja&#8221; ou &#8220;colchão&#8221;.</strong> O fenômeno é mais comumente visto nos quadris, nádegas e coxas, mas também pode tocar em outras áreas, incluindo o abdômen.</p>
<h3><strong>2. Principais causas da celulite</strong></h3>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/fatores-celulite.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-335" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/fatores-celulite.png" alt="fatores-celulite" width="630" height="330" /></a></p>
<ol>
<li><strong>Fatores genéticos</strong>
<ul>
<li>Algumas pessoas têm maior propensão ao acúmulo de adipócitos, com uma gordura de distribuição periférica e ainda uma arquitetura da face derme-hipoderme que facilitariam o aparecimento de aspecto de casca de laranja.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Desequilíbrio hormonal</strong>
<ul>
<li>É altamente provável que os hormônios femininos desempenhem papel fundamental no desenvolvimento da celulite, pois interferem no metabolismo das gorduras, na circulação linfática e venosa e ainda facilitam a retenção de água.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Medicamentos</strong>
<ul>
<li>Medicamentos que causem a retenção hídrica e também estimulem o aumento do apetite como alguns antidepressivos chamados &#8220;triciclos” (a exemplo da imipramina, amitriptilina, cloroimipramina e desimiramina), também podem estar relacionados a uma maior probabilidade de desenvolver celulite.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Maus hábitos de vida diária<br />
</strong>Alguns hábitos de vida também podem estar diretamente relacionados ao desenvolvimento de celulite cutânea, como:</p>
<ul>
<li>Sedentarismo</li>
<li>Períodos prolongados de imobilidade</li>
<li>Roupas apertadas</li>
<li>Tabagismo</li>
<li>Consumo excessivo de álcool</li>
<li>Hábitos alimentares pouco saudáveis</li>
<li>Estresse</li>
</ul>
</li>
</ol>
<p>Todos podem de alguma forma atuar sobre o acúmulo de gordura e líquidos no tecido adiposo e conjuntivo, estimulando o desenvolvimento de celulite.</p>
<h3><strong>O que acontece com o tecido na área da celulite?</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-4066 alignnone" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/dasdasdsada.png" alt="dasdasdsada" width="715" height="332" /></p>
<p>A fisiopatologia exata da celulite ainda é uma questão de debate, mas a maioria dos pesquisadores concordam sobre o envolvimento da microcirculação reduzida, intersticial infiltração de líquidos (edema), hipertrofia localizada de adipócitos, estresse oxidativo e inflamação persistente de baixa qualidade, combinados com alterações da matriz extracelular.</p>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/tecido-com-celulite1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-346" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/tecido-com-celulite1.png" alt="Tecido com Celulite" width="800" height="436" /></a></p>
<p>Por mais que boa parte da literatura nacional diga que não,</p>
<blockquote><p> <strong>SIM, há processo inflamatório na celulite</strong></p></blockquote>
<p>A avaliação certeira antes de elencar o tratamento é fundamental para o sucesso nos resultados. A avaliação errada pode levar à escolha do tratamento equivocado e, consequentemente, pode <strong>PIORAR</strong> o aspecto da celulite.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-4067 alignnone" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/da33.png" alt="da33" width="1366" height="768" /></p>
<h3><strong>90% Mulheres <em>vs</em> 2% Homens – Por quê?</strong></h3>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Celulite-Homens-e-Mulheres2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-347" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Celulite-Homens-e-Mulheres2.png" alt="Celulite Homens e Mulheres" width="630" height="330" /></a></p>
<p><strong>Até 90% das mulheres com mais de 20 anos de idade são afetadas em vários graus. Em comparação, apenas 2% de celulite se apresentam em homens.</strong></p>
<p>Segundo a literatura, as mulheres apresentam o tecido conjuntivo disposto radialmente ou perpendicular à superfície da pele, formando compartimentos retangulares. Já nos homens, estes septos adotam uma oblíqua, criando compartimentos menores e poligonais.</p>
<p>Esta diferença significa que, quando os adipócitos femininos são submetidos a alterações de pressão, as papilas adiposas e as câmaras de gordura das células têm de adaptar sua forma sem alterar seu volume. Este processo promove a extrusão das papilas na interface derme-hipoderme, modificando assim a aparência da superfície da pele, no denominado &#8220;fenômeno colchão&#8221;.</p>
<h3><strong>REGRA DE OURO: Avaliação correta = tratamento com resultados!</strong></h3>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/avaliacao-estetica.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-315" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/avaliacao-estetica.png" alt="A avaliação no tratamento de Celulite é um fator importantissímo!" width="630" height="330" /></a></p>
<p><strong>Avaliar antes de elencar o tratamento é fundamental</strong>! A avaliação errada pode levar à escolha do tratamento equivocado e, consequentemente, <strong>piorar o aspecto da celulite</strong>.</p>
<p>Sugiro duas técnicas de avaliação:</p>
<h4>1.Palpação na celulite</h4>
<p>Durante a palpação é possível identificar fibrose e aderência tecidual, indicando a consistência da formação de macrónodulos teciduais.</p>
<h4><strong>2. Termografia infravermelha</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/termografia-infravermelho-celulite.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-318" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/termografia-infravermelho-celulite.png" alt="Termografia para diagnóstico de Celulite" width="630" height="330" /></a></p>
<p>A termografia é um método não invasivo que pode ser utilizado para registrar gradientes e padrões térmicos corporais, sendo utilizada para medir a radiação térmica (calor) emitida pelo corpo ou partes deste, podendo ser utilizada para avaliar possível inflamação na celulite.</p>
<h3>Os 11 principais recursos de tratamento CIENTIFICAMENTE COMPROVADOS para tratamento de celulite</h3>
<h4><strong>EXERCÍCIOS FÍSICOS</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/exercicios-fisicos-para-tratamento-de-celulite.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-359" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/exercicios-fisicos-para-tratamento-de-celulite.png" alt="exercicios fisicos para tratamento de celulite" width="630" height="159" /></a></p>
<p>A atividade física promove a lipólise, ou seja, quebra das moléculas de triacilgliceróis (gordura) encontradas no tecido adiposo, e libera ácidos graxos e glicerol na circulação. A atividade física promove, ainda, aumento da circulação local e a contração muscular ativa o sistema linfático, auxiliando no tratamento e prevenção da celulite.</p>
<h4><strong>DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/drenagem-linfatica-estetica.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-332" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/drenagem-linfatica-estetica.png" alt="drenagem-linfatica-estetica" width="630" height="159" /></a></p>
<p>A drenagem linfática produz melhora da oxigenação e circulação nos tecidos, atuando positivamente também sobre a inflamação, aumentando a capacidade de absorção de hematomas e equimoses e melhorando o retorno da sensibilidade.</p>
<h4><strong>ULTRASSOM</strong></h4>
<p>Dependendo dos parâmetros utilizados, sabe-se que o recurso tem a capacidade de aumentar a permeabilidade das membranas, melhorar a reabsorção de líquidos, aperfeiçoar a irrigação sanguínea e linfática, aumentar a produção e melhorar a orientação das fibras colágenas do tecido conjuntivo.</p>
<h4><strong>RADIOFREQUÊNCIA</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/radiofrequencia-estetica2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-350" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/radiofrequencia-estetica2.png" alt="Radiofrequência para Tratamento de Celulite" width="630" height="159" /></a></p>
<p>A radiofrequência em temperaturas mais baixas tem a capacidade de ativar o metabolismo celular, o sistema circulatório da região, aumentar a demanda de oxigênio e nutrientes, e, ainda, pelo calor, facilitar o realinhamento das fibras de colágeno.</p>
<h4><strong>ENDERMOLOGIA</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/endermologia-estetica2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-351" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/endermologia-estetica2.png" alt="Endermologia para Tratamento de Celulite" width="630" height="159" /></a></p>
<p>A técnica tem a capacidade de mobilizar de forma mecânica o sistema tegumentar, realinhando as fibras elásticas e, ainda, promover a troca de líquidos estagnados, favorecendo o metabolismo local.</p>
<h4><strong>METILXANTINAS (CAFEÍNA, TEOFILINA, AMINOFILINA, ETC.)</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/matilxantinas-para-tratamento-de-celulite.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-352" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/matilxantinas-para-tratamento-de-celulite.png" alt="Metilxantinas para tratamento de celulite" width="630" height="159" /></a></p>
<p>Estes ativos causam a lipólise dos adipócitos através da inibição da fosfodiesterase e aumento da adenosina monofosfato cíclica (AMPc).</p>
<h4><strong>L-CARNITINA</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/l-cartina.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-353 size-full" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/l-cartina.png" alt="L-Carnitina para tratamento de celulite" width="630" height="159" /></a></p>
<p>A L-carnitina atua aumentando a transferência dos ácidos graxos para o interior das mitocôndrias. Assim, eles podem ser oxidados pela adenosina trifosfato.</p>
<h4><strong>GINKGO BILOBA</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/ginkgo-biloba-celulite.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-354" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/ginkgo-biloba-celulite.png" alt="Ginkgo Biloba para tratamento de celulite" width="630" height="159" /></a></p>
<p>Promove um incremento da resistência dos capilares, diminui a permeabilidade vascular, aumenta a tonicidade dos vasos e diminui a agregação plaquetária. Também tem ação antirradical livre, ativa o metabolismo celular e inibe a fosfodiesterase.</p>
<h4><strong>NICOTINATO DE METILA</strong></h4>
<p>&#8211;<a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/nicotinado-de-metila-celulite.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-355" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/nicotinado-de-metila-celulite.png" alt="Nicotinato de Metila para tratamento de celulite" width="630" height="159" /></a></p>
<p>Causa hiperemia (vermelhidão) no local aplicado devido ao seu efeito vasodilatador. É indicado para o tratamento da celulite. Estimula a drenagem de líquidos e toxinas. Promove o descongestionamento dos tecidos, diminuindo a quantidade de líquido retido.</p>
<h4><strong>CENTELHA ASIÁTICA</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/centelha-asiatica-celulite.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-356" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/centelha-asiatica-celulite.png" alt="Centelha Asiática para tratamento de celulite" width="630" height="159" /></a></p>
<p>A centelha asiática é de origem vegetal, sendo composta de asiaticosídeo (40%), ácido madecássico (30%) e ácido asiático (30%). Ela normaliza o tecido conjuntivo e seus derivados, acelera a integração e o metabolismo de lisina e prolina, fundamentais na estrutura do colágeno e também tem flavonoides, cujo efeito na microcirculação reduz edemas.</p>
<h4><strong>SILÍCIO</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/silicio-celulite.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-357" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/silicio-celulite.png" alt="Silício para tratamento de celulite" width="630" height="159" /></a></p>
<p>Atuando no interstício, tem ação antirradicais livres, anti-inflamatórias, favorece a drenagem dos tecidos e ativa a adenilciclase (ação na lipólise).</p>
<h3> Conclusão sobre tratamento de celulite</h3>
<p>A celulite é uma afecção multifatorial de alta incidência em mulheres no Brasil e no mundo, sendo que inúmeros fatores estão relacionados com as suas causas. Dentre eles, destacam-se a dieta alimentar inadequada, sedentarismo e característica genética. Nos últimos tempos, pesquisadores vêm se dedicando a entender a patologia, desenvolver técnicas de avaliação e de tratamento eficazes.</p>
<blockquote><p>Para o profissional ter sucesso no tratamento, tem que <strong>entender que a celulite pode ou não ter um caráter inflamatório.</strong> Diante disso, aplicar a técnica de avaliação eficiente se torna fundamental, <strong>somente a partir do momento que classificar a celulite da paciente em inflamatória ou fibroesclerótica pode traçar um plano de tratamento adequado</strong>.</p></blockquote>
<p>Para finalizar, gostaria de saber a sua opinião e algumas de suas experiências em tratamento de celulite.</p>
<p>Um grande abraço e até o próximo artigo!</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<h6><span lang="EN-US">1 –</span><span lang="EN-US"> Nurnberger F. Practically important diseases of the subcutaneous fatty tissue (including so-called cellulite). Med Welt 1981.<br />
</span><span lang="EN-US">2 –</span><span lang="EN-US"> Pierard GE, Nizet JL, Pierard-Franchimont C. Cellulite: from standing fat herniation to hypodermal stretch marks. Am J Dermatopathol 2000.<br />
</span><span lang="EN-US">3 –</span><span lang="EN-US"> Mirrashed F, Sharp JC, Krause J, Morgan J, Tomanek B. Pilot study of dermal and subcutaneous fat structures by MRI in individuals who differ in gender, BMI, and cellulite grading. Skin Res Technol 2004.<br />
</span><span lang="EN-US">4 – </span><span lang="EN-US">Quaglino D Jr, Bergamini G, Boraldi F, Pasquali Ronchetti I. ltrastructural and morphometrical evaluations on normal human dermal connective tissue – the influence of age, sex and body region. Br J Dermatol 1996.<br />
</span><span lang="EN-US">5 –</span><span lang="EN-US"> Ortonne JP, Zartarian M, Verschoore M et al. Cellulite and skin ageing: is there any interaction? J Eur Acad Dermatol Venereol 2008.<br />
</span><span lang="EN-US">6 –</span><span lang="EN-US"> Dobke MK, Dibernardo B, Thompson RC, Usal H. Assessment of biomechanical skin properties: is cellulitic skin different? Aesthet Surg J 2002.<br />
</span>7 – Pires de Campos MSM. Fibro edema gelóide subcutâneo. Revista de Ciência &amp; Tecnologia 1992. 8 – Almeida MC, Serrano CS, Rolda JR, Rejano JJJ. <span lang="EN-US">Cellulite’s aetiology: a review. JEADV 2013.</span></h6>
<h6></h6>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br/celulite-um-guia-pratico-para-profissionais-da-estetica/">CELULITE: Porque a maioria esmagadora dos tratamentos FALHAM?</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://joaotassinary.com.br">João Tassinary</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://joaotassinary.com.br/celulite-um-guia-pratico-para-profissionais-da-estetica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
