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	<title>Microagulhamento Archives - João Tassinary</title>
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	<description>Transformando a Estética através da Ciência</description>
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	<title>Microagulhamento Archives - João Tassinary</title>
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		<title>Os 6 recursos de eletroterapia essenciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 18:25:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[criolipólise]]></category>
		<category><![CDATA[eletrolipólise]]></category>
		<category><![CDATA[eletroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[jato de plasma]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
		<category><![CDATA[Radiofrequência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A evolução da Estética está diretamente relacionada ao avanço das tecnologias nas clínicas. Assim, a eletroterapia se destaca como uma das principais aliadas do profissional, permitindo abordagens mais precisas, seguras e eficientes. Porém, diante de tantas opções disponíveis, quais são os recursos que realmente merecem espaço na rotina estética? Neste artigo, você conhecerá seis tecnologias [&#8230;]</p>
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<p>A evolução da Estética está diretamente relacionada ao avanço das tecnologias nas clínicas. Assim, a eletroterapia se destaca como uma das principais aliadas do profissional, permitindo abordagens mais precisas, seguras e eficientes. Porém, diante de tantas opções disponíveis, quais são os recursos que realmente merecem espaço na rotina estética? Neste artigo, você conhecerá seis tecnologias de eletroterapia importantes para quem busca resultados consistentes e embasados cientificamente. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ultrassom</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>O ultrassom é um recurso amplamente empregado na área da saúde para o tratamento de diferentes disfunções. Dentre elas, cita-se desde a reabilitação musculoesquelética até a permeação transdérmica de ativos por meio da fonoforese. Na Estética, sua aplicação é especialmente relevante devido aos resultados observados no manejo de alterações corporais.</p>



<p>Para compreender seus mecanismos de ação, é fundamental considerar os parâmetros físicos envolvidos, principalmente a intensidade e a frequência. De acordo com a intensidade utilizada, o ultrassom pode ser classificado em baixa ou alta intensidade. Equipamentos que operam entre 0,125 e 3 W/cm² são utilizados para favorecer a <strong>permeação de substâncias através da pele</strong> e <strong>estimular processos fisiológicos relacionados ao reparo tecidual</strong>. Em contrapartida, tecnologias que empregam intensidades iguais ou superiores a 5 W/cm² têm como objetivo promover a <strong>destruição seletiva e controlada de determinados tecidos</strong>.</p>



<p>Outro parâmetro essencial é a frequência, definida como o número de ciclos completados em um segundo e expressa em hertz (Hz). Na prática clínica, frequências entre 1 e 3 MHz são frequentemente utilizadas para atingir estruturas localizadas no sistema tegumentar e na tela subcutânea. Já frequências próximas a 5 MHz apresentam ação predominantemente sobre a epiderme e a derme, sendo, portanto, mais indicadas para tratamentos que demandam atuação superficial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Radiofrequência</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>A radiofrequência atua por meio da emissão de correntes eletromagnéticas capazes de promover o aquecimento controlado dos tecidos biológicos. Esse aumento térmico ocorre devido à resistência oferecida pelos tecidos à passagem da corrente elétrica, resultando, portanto, na conversão de energia eletromagnética em calor.</p>



<p>Quando aplicada de forma seletiva e controlada ao tecido conjuntivo, a elevação da temperatura desencadeia alterações fisiológicas importantes. Entre elas, destacam-se a desnaturação parcial das fibras de colágeno, seguida de sua contração imediata, a ativação dos fibroblastos e o estímulo à neocolagênese. Em tecidos adiposos, temperaturas mais elevadas podem promover danos térmicos aos adipócitos, favorecendo processos inflamatórios locais e contribuindo para a lipólise secundária em áreas adjacentes.</p>



<p>Os efeitos biológicos da radiofrequência podem ser classificados, em suma, em térmicos e atérmicos. Os efeitos térmicos decorrem do aumento da temperatura tecidual e da ativação de proteínas de choque térmico, estando associados à contração das fibras de colágeno e ao estímulo da síntese de novas fibras. Por outro lado, os efeitos atérmicos são atribuídos à interação dos campos eletromagnéticos com estruturas celulares, como receptores e canais de membrana, desencadeando respostas biológicas independentes do aquecimento significativo dos tecidos.</p>



<p>Na radiofrequência, é fundamental estar atento aos parâmetros de <strong>frequência, potência e configuração dos polos do equipamento</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Frequência</h3>



<p>Como já vimos, a <strong>frequência </strong>corresponde ao número de vezes que a corrente elétrica alterna sua direção em um segundo, sendo expressa em hertz (Hz). Nos equipamentos utilizados em Estética, essa frequência geralmente varia entre 0,5 e 40 MHz. É importante atentar que quanto menor a frequência empregada, maior tende a ser sua capacidade de atingir tecidos mais profundos; por outro lado, frequências mais elevadas promovem uma ação mais superficial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Potência</h3>



<p>A <strong>potência </strong>é um dos principais parâmetros da radiofrequência e influencia diretamente os efeitos produzidos nos tecidos. O pico de potência está relacionado à estimativa do efeito térmico gerado, enquanto a potência média determina a velocidade com que o aquecimento ocorre. Nos equipamentos que operam em modo contínuo, os valores de potência de pico e potência média são equivalentes. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Polos dos equipamentos</h3>



<p>Atualmente, os dispositivos de radiofrequência utilizados na Estética podem empregar sistemas<strong> monopolares ou multipolares </strong>(bipolares, tripolares ou com múltiplos polos). Nos sistemas monopolares, a corrente elétrica flui entre um eletrodo ativo e uma placa de retorno posicionada no corpo do paciente, permitindo maior profundidade de penetração da energia. Nos sistemas multipolares, os polos positivo e negativo estão presentes no mesmo cabeçote, dispensando, assim, o uso de aterramento. Nesses equipamentos, a corrente circula entre os eletrodos do aplicador, e a profundidade de ação é proporcional à distância entre os polos, atingindo aproximadamente metade desse espaço. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Jato de plasma</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>O jato de plasma é um recurso que utiliza corrente contínua ou pulsada de alta intensidade para gerar plasma, um gás parcialmente ionizado conhecido como o quarto estado da matéria. Independentemente da tecnologia empregada (direta, indireta ou híbrida), seu princípio de funcionamento baseia-se na formação desse plasma e na interação da energia com os tecidos biológicos.</p>



<p>Do ponto de vista fisiológico, o recurso promove uma lesão tegumentar controlada capaz de desencadear o processo de reparo tecidual. Essa resposta envolve o <strong>aumento da proliferação de fibroblastos, a síntese de colágeno e elastina e a remodelação da matriz extracelular</strong>, favorecendo a regeneração dos tecidos e contribuindo para a melhora de diferentes alterações estéticas.</p>



<p>A ação do jato de plasma ocorre principalmente por meio da desidratação superficial da epiderme, resultando na formação de uma crosta temporária. Esse processo é frequentemente descrito na literatura como um “curativo biológico”, pois protege a área tratada durante a cicatrização e possibilita a renovação do tecido cutâneo subjacente. Após a descamação da crosta, observa-se a formação de um novo tecido com características estruturais e funcionais aprimoradas.</p>



<p>Considerando seus mecanismos de ação, a principal indicação clínica do jato de plasma é o tratamento da ptose palpebral, possibilitando uma abordagem conhecida como blefaroplastia não cirúrgica. Assim, a retração tecidual associada ao estímulo fibroblástico contribui para a melhora da flacidez da região.</p>



<p>Além disso, o recurso pode ser utilizado no tratamento de diversas alterações estéticas, como, por exemplo, manchas senis, rugas e rítides, estrias, flacidez tissular, cicatrizes hipotróficas de acne e envelhecimento cutâneo.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/melasma-3-recursos-para-tratamento/">Melasma: 3 recursos para tratamento</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Microagulhamento</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>O microagulhamento é uma técnica que promove micropunturas controladas na pele com o objetivo de estimular processos de reparo e regeneração tecidual. Tradicionalmente, o procedimento é realizado com um dispositivo em formato de rolo (<em>roller</em>), composto por agulhas de aço inoxidável dispostas paralelamente e previamente esterilizadas por radiação gama. Essas agulhas são de uso único e apresentam comprimento uniforme ao longo de todo o dispositivo, variando entre 0,25 mm e 3,0 mm conforme a indicação clínica.</p>



<p>A execução da técnica depende da habilidade do profissional, que deve aplicar movimentos curtos e precisos de vai e vem, geralmente em padrão de asterisco. Recomenda-se, por exemplo, realizar entre 10 e 15 passadas por área tratada, utilizando uma pressão controlada para garantir a segurança e a eficácia do procedimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="5344" height="3568" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/06/doctor-with-rubber-gloves-doing-plastic-face-surgery-happy-young-female-1.jpg" alt="" class="wp-image-14821"/></figure>



<p>Além dos <em>rollers</em>, existem dispositivos elétricos automatizados que realizam as micropunturas por meio de movimentos pulsáteis das agulhas. Nesses equipamentos, é possível ajustar tanto a velocidade de aplicação quanto a profundidade das punções, que normalmente varia entre 0,25 mm e 2,5 mm. As ponteiras são descartáveis e podem conter diferentes quantidades de agulhas.</p>



<p>Embora a técnica de aplicação mantenha o padrão de movimentos cruzados e repetitivos sobre a região tratada, os dispositivos elétricos dispensam a necessidade de pressão manual constante, proporcionando maior padronização das punções e melhor controle da profundidade de tratamento.</p>



<p>O recurso é indicado para o manejo de cicatrizes atróficas, alopecia, hiperpigmentações, flacidez, estrias e envelhecimento, e para promover a permeação transdérmica de ativos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eletrolipólise</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>A eletrolipólise é um recurso utilizado no tratamento da gordura localizada. A técnica consiste na aplicação de corrente elétrica por meio de agulhas inseridas no tecido adiposo, com o objetivo de estimular processos lipolíticos nos adipócitos. Como resultado, ocorre a mobilização dos triglicerídeos armazenados, favorecendo a liberação de ácidos graxos e glicerol para o meio extracelular.</p>



<p>Além de sua aplicação no manejo do acúmulo adiposo, alguns estudos sugerem que a eletrolipólise pode atuar como recurso complementar no tratamento da celulite, especialmente quando associada a outras estratégias terapêuticas.</p>



<p>Diversos tipos de correntes elétricas têm sido empregados na prática clínica, uma vez que os mecanismos fisiológicos envolvidos parecem estar relacionados à modulação do sistema neuro-hormonal. Nesse contexto, a ativação do sistema nervoso simpático está associada ao estímulo da lipólise, enquanto a predominância da atividade parassimpática tende a inibir esse processo metabólico.</p>



<p>De modo geral, a estimulação elétrica promove uma série de respostas fisiológicas na região tratada, incluindo<strong> aumento da circulação sanguínea local, intensificação do metabolismo celular e maior demanda energética dos tecidos</strong>. Esses efeitos contribuem para a mobilização de substratos energéticos e podem, então, potencializar os resultados obtidos no tratamento das alterações do tecido adiposo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Criolipólise</strong> <strong>na eletroterapia</strong></h2>



<p>A criolipólise tem demonstrado resultados consistentes na redução da gordura subcutânea em estudos pré-clínicos e clínicos. Embora os mecanismos envolvidos inicialmente não fossem totalmente compreendidos, o crescente número de pesquisas realizadas nos últimos anos ampliou o conhecimento sobre a técnica e contribuiu para sua popularização como uma alternativa não invasiva à lipoaspiração para o tratamento da gordura localizada.</p>



<p>Apesar de ainda existirem aspectos a serem esclarecidos, alguns mecanismos são amplamente aceitos para explicar os efeitos da criolipólise sobre os adipócitos. Entre eles, destacam-se:</p>



<ul>
<li><strong>Cristalização dos lipídios intracelulares</strong></li>



<li><strong>Dano mecânico direto às células adiposas</strong></li>



<li><strong>Lesão isquêmica induzida pelo frio </strong></li>



<li><strong>Efeitos decorrentes da reperfusão tecidual após o tratamento.</strong></li>
</ul>



<p>A teoria mais difundida sugere que o resfriamento controlado promove a cristalização dos lipídios presentes no interior dos adipócitos. Tal fenômeno é descrito em estudos experimentais como a formação de “cristais de gordura” ou “gelo lipídico”. Esse processo, em suma, desencadeia alterações estruturais celulares que culminam em uma resposta inflamatória local e na eliminação gradual dos adipócitos pelo organismo. Com isso, resulta na redução progressiva da camada adiposa tratada.</p>
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		<title>5 perguntas e respostas sobre microagulhamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 18:52:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[estética corporal]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos estéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir da aplicação de microagulhas que geram lesões controladas na pele, o microagulhamento desencadeia uma série de respostas fisiológicas no tegumento.&#160; Trata-se, em suma, de um recurso técnico-dependente; portanto, a eficácia dos resultados depende da aplicação do profissional. Quando aplicado superficialmente, promove efeitos predominantemente epidérmicos, potencializando a permeação transdérmica de ativos. No entanto, ao [&#8230;]</p>
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<p>A partir da aplicação de microagulhas que geram lesões controladas na pele, o microagulhamento desencadeia uma série de respostas fisiológicas no tegumento.&nbsp;</p>



<p>Trata-se, em suma, de um recurso técnico-dependente; portanto, a eficácia dos resultados depende da aplicação do profissional. Quando aplicado superficialmente, promove efeitos predominantemente epidérmicos, potencializando a permeação transdérmica de ativos. No entanto, ao ser aplicado em maior profundidade, atinge a derme, estimulando a produção de colágeno e favorecendo a regeneração tecidual.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual é a profundidade ideal das agulhas de microagulhamento?</strong></h2>



<p>O tamanho das agulhas utilizadas no procedimento depende do objetivo terapêutico. Caso o intuito seja realizar drug delivery, promovendo a permeação transdérmica de ativos (como no tratamento de hiperpigmentações ou alopecia), utiliza-se, em geral, a profundidade de 0,5 mm. Assim, não buscamos induzir um processo inflamatório nem estimular a produção de colágeno.</p>



<p>Por outro lado, quando a finalidade é provocar lesão tecidual controlada para estimular a produção de colágeno e, então, a regeneração do tecido, empregam-se agulhas de 1,5 mm.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/quando-o-peeling-quimico-e-indicado/">Quando o peeling químico é indicado?</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Caneta ou roller: por qual optar?</strong></h2>



<p>Do ponto de vista técnico-científico, não há diferença significativa nos resultados quando os recursos são aplicados corretamente. Contudo, na prática clínica, há algumas distinções claras.</p>



<p>Com a caneta, é possível graduar a profundidade durante a sessão, ajustando-a conforme o objetivo terapêutico. O roller, por outro lado, não permite essa variação. Em termos de custo, a caneta tende a ser mais econômica a longo prazo, devido ao menor valor dos cartuchos; já o roller costuma ser mais econômico a curto prazo.</p>



<p>A aplicação também difere entre os dois dispositivos:</p>



<ul>
<li>No roller, trabalha-se com aproximadamente 6 N de pressão e uma média de 15 passadas;</li>



<li>Na caneta, não há necessidade de aplicar pressão, e geralmente utiliza-se uma média de 10 passadas.</li>
</ul>



<p>Quanto aos cartuchos da caneta, existem diferentes configurações e não há estudos comparativos conclusivos entre eles. A maior parte das pesquisas utiliza cartuchos de 36 agulhas, mas há, também, opções com 12 agulhas. Alguns autores relatam que cartuchos de 12 agulhas tendem a ser mais confortáveis, enquanto os de 36 produzem um trauma mais intenso e, consequentemente, podem resultar em um tempo maior para alcançar a regeneração tecidual.</p>



<p>De modo geral, ambos oferecem resultados eficazes, desde que sejam utilizados de maneira adequada. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="409" height="532" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-09-154509.png" alt="" class="wp-image-14761"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Imagem retirada do livro &#8220;<a href="https://institutojoaotassinary.com.br/livro-harmonizacao">Raciocínio Clínico Aplicado à Harmonização: Facial e Corporal</a>&#8220;</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quantas sessões são necessárias para entregar resultados?</strong></h2>



<p>Os resultados do microagulhamento dependem de algumas variáveis. Entre as mais relevantes estão, por exemplo, a correta execução da técnica, o uso de agulhas com tamanho ideal, o controle da pressão aplicada e a escolha apropriada das substâncias utilizadas. Trata-se de um procedimento técnico-dependente; assim, a precisão do profissional determina grande parte da eficácia.</p>



<p>Ainda, é essencial que o paciente possua condições fisiológicas para responder ao estímulo, tendo em vista que é o trauma gerado que desencadeia o processo de regeneração tecidual. Pacientes com anemia, deficiência de vitamina B12, deficiência de ferro ou baixa disponibilidade de vitamina C, por exemplo, tendem a apresentar resposta reduzida. Aspectos como estado hormonal e faixa etária também interferem significativamente: quanto maior a idade, menor tende a ser a capacidade de reparação tecidual.</p>



<p>Quando bem executado, o tratamento costuma apresentar bons resultados após 3 a 4 sessões.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são as contraindicações e os efeitos adversos do microagulhamento?</strong></h2>



<p>As contraindicações gerais para o uso do microagulhamento incluem:</p>



<ul>
<li>Infecções cutâneas ativas;</li>



<li>Pacientes gestantes e lactantes;</li>



<li>Acne inflamatória;</li>



<li>Herpes labial em fase ativa;</li>



<li>Dermatoses crônicas moderadas a graves, como eczema e psoríase;</li>



<li>Pacientes com distúrbios de coagulação ou cicatrização, incluindo tendência à formação de queloides;</li>



<li>Pacientes em uso de anticoagulantes ou imunossuprimidos.</li>
</ul>



<p>Em relação aos efeitos adversos, destacam-se o eritema e a irritação cutânea, que costumam desaparecer poucas horas após a sessão. Contudo, há relatos clínicos e registros na literatura que descrevem eventos como hiperpigmentação pós-inflamatória, reativação de acne ou herpes, hipersensibilidade sistêmica, reações alérgicas granulomatosas, dermatite de contato, infecções locais e o chamado<em> tram track effect</em>. Esse, por sua vez, caracteriza-se pela formação de cicatrizes papulares distribuídas de forma linear, nos sentidos horizontal e vertical, assemelhando-se a um trilho ferroviário.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são os ativos indicados no tratamento?</strong></h2>



<p>O uso dos ativos depende dos efeitos esperados em cada procedimento estético.&nbsp;</p>



<p>Pode-se utilizar ativos como minoxidil ou chá verde na alopecia. Por outro lado, para o tratamento de manchas, especialmente melasma, trabalha-se com agulhas de 0,5 mm associadas a ativos como ácido tranexâmico, arbutin ou ácido kójico.</p>



<p>No rejuvenescimento cutâneo, a vitamina C é um dos ativos de maior eficácia e segurança, sendo, portanto, a minha principal recomendação. Para cicatrizes hipotróficas de acne, a combinação com fatores de crescimento, como FGF, EGF e TGF-β, é indicada. Já no tratamento de estrias, a associação com vitamina E é eficaz, contribuindo para a melhora da integridade e elasticidade da pele.</p>
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		<title>Microagulhamento na estética facial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 18:13:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[cicatrizes de acne]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
		<category><![CDATA[rejuvenescimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O microagulhamento consiste na utilização de microagulhas que geram microlesões controladas na pele. Quando aplicado em camadas mais superficiais, atua predominantemente na epiderme, favorecendo a permeação transdérmica de ativos. Por outro lado, se elencado em maior profundidade, atinge a derme, estimulando a síntese de colágeno e promovendo a regeneração tecidual. O recurso apresenta eficácia comprovada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O microagulhamento consiste na utilização de microagulhas que geram microlesões controladas na pele. Quando aplicado em camadas mais superficiais, atua predominantemente na epiderme, favorecendo a permeação transdérmica de ativos. Por outro lado, se elencado em maior profundidade, atinge a derme, estimulando a síntese de colágeno e promovendo a regeneração tecidual.</p>



<p>O recurso apresenta eficácia comprovada no tratamento de algumas afecções estéticas faciais. É sobre isso que falamos no post de hoje.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Princípios físicos do microagulhamento </h2>



<p>A técnica de microagulhamento é realizada através de um dispositivo em formato de rolo, equipado com agulhas de aço inoxidável dispostas de forma alinhada e paralela. Essas agulhas são previamente esterilizadas por radiação gama e classificadas como materiais de uso único.</p>



<p>Em suma, o comprimento das agulhas é padronizado em todo o rolo, variando entre 0,25 mm e 3,0 mm, conforme a indicação clínica. Trata-se de uma técnica dependente da habilidade do profissional; de modo geral, a força aplicada verticalmente sobre o rolo não deve exceder 6 N. Assim, garante-se segurança e eficácia no procedimento. O microagulhamento é realizado por meio de micropunturas com movimentos curtos e precisos de vai e vem, geralmente entre 10 e 15 passadas e em padrão de asterisco.</p>



<p>Há, ainda, os dispositivos elétricos, que realizam as punções por meio de movimentos automáticos e pulsantes das agulhas. É possível ajustar a velocidade de ejeção e o comprimento das agulhas, que pode variar de 0,25 mm a 2,5 mm, de acordo com a necessidade clínica. As ponteiras são descartáveis e apresentam diferentes quantidades de agulhas, possibilitando trabalhar em múltiplas profundidades em uma única aplicação. Assim como no <em>roller</em>, as micropunturas são realizadas com movimentos de vai e vem em padrão de asterisco, com 10 a 15 passadas por região. No entanto, não é necessária a aplicação de pressão manual.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1080" height="743" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1.png" alt="" class="wp-image-14709"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Microagulhamento em cicatrizes atróficas e rejuvenescimento</h2>



<p>O microagulhamento é uma das técnicas mais estudadas no tratamento de cicatrizes de acne e para promoção do rejuvenescimento. A melhora da qualidade da pele ocorre devido aos efeitos biológicos promovidos tanto na epiderme quanto na derme.&nbsp;</p>



<p>De acordo com estudos realizados com pele de ratos, o microagulhamento induz espessamento significativo na epiderme entre 2 e 8 semanas após o procedimento. Esse efeito é ainda mais potencializado quando associado à aplicação tópica de vitamina A a 1% e vitamina C a 10%.</p>



<p>Análises histológicas de biópsias realizadas em pacientes que passaram por seis sessões de microagulhamento para rejuvenescimento facial demonstraram espessamento significativo da epiderme já no primeiro mês após o início do tratamento. Além disso, foi constatado um aumento expressivo na produção de colágeno, especialmente dos tipos III e VII, três meses após o término do protocolo.</p>



<p>Os estudos sobre o uso do microagulhamento no tratamento de cicatrizes atróficas de acne apresentam resultados semelhantes aos observados nos protocolos de rejuvenescimento. Em suma, maioria dos pacientes submetidos ao microagulhamento para tratamento de cicatrizes de acne apresenta melhora clínica de, no mínimo, dois graus nas escalas de avaliação de cicatrizes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mecanismo de ação</h3>



<p>O mecanismo de ação do microagulhamento no tratamento de cicatrizes atróficas envolve a ativação das metaloproteinases de matriz (MMPs), enzimas fundamentais no processo de remodelação tecidual. Então, tem-se a degradação das fibras de colágeno que estão organizadas de forma desordenada na cicatriz. Assim, há um estímulo para que os fibroblastos sintetizem novas fibras de procolágeno, que, ao passarem pelo processo de maturação, formam uma nova rede de colágeno, contribuindo para a melhora da qualidade da pele.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/peelings-quimicos-para-rejuvenescimento/">Peelings químicos para rejuvenescimento</a></strong></p>



<p><em>Parâmetros indicados para rejuvenescimento e tratamento de cicatrizes atróficas</em><br><strong>Tamanho da agulha: </strong>1 a 3 mm<br><strong>Tipo de equipamento: </strong><em>Roller </em>ou caneta elétrica<br><strong>Intervalo entre sessões:</strong> 4 semanas<br><strong>Período de tratamento: </strong>10 a 20 semanas</p>
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		<title>Alopecia: 3 dicas de tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2025 20:37:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[alopecia]]></category>
		<category><![CDATA[Carboxiterapia]]></category>
		<category><![CDATA[fototerapia]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A alopecia é caracterizada pela perda de cabelos ou pelos e apresenta origem multifatorial. Em resumo, a condição pode resultar de diferentes mecanismos e acomete frequentemente homens e mulheres em diversas faixas etárias, comprometendo a autoestima e a qualidade de vida.  No post de hoje, eu trago 3 dicas de tratamentos estéticos comprovadamente eficazes no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A alopecia é caracterizada pela perda de cabelos ou pelos e apresenta origem multifatorial. Em resumo, a condição pode resultar de diferentes mecanismos e acomete frequentemente homens e mulheres em diversas faixas etárias, comprometendo a autoestima e a qualidade de vida. </p>



<p>No post de hoje, eu trago 3 dicas de tratamentos estéticos comprovadamente eficazes no manejo da alopecia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Microagulhamento na alopecia</strong></h2>



<p>O microagulhamento é uma técnica amplamente elencada na tricologia para auxiliar no tratamento de alopecia.</p>



<p>Em suma, a aplicação de micropunturas estimula a liberação de diversos fatores de crescimento, como o VEGF e o PDGF. Além disso, ativa a via de sinalização Wnt/β-catenina, que é fundamental para o início da fase anágena do ciclo capilar, e favorece a proliferação de células-tronco das papilas dérmicas, ampliando os efeitos terapêuticos em distúrbios relacionados à queda capilar. Esses mecanismos também promovem a neovascularização da pele, otimizando a nutrição dos folículos pilosos.</p>



<p>Para potencializar a entrega de resultados, é possível associar a técnica à entrega de ativos. Por exemplo, combinação do microagulhamento, realizado semanalmente, com a aplicação tópica de minoxidil a 5% 2x ao dia demonstrou, em estudos, um aumento significativo na densidade capilar quando comparado ao uso isolado do fármaco.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="730" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2025/05/2.png" alt="" class="wp-image-14699"/></figure>



<p>Sabe-se que o efeito sinérgico observado na associação entre microagulhamento e minoxidil é atribuído não apenas à facilitação da penetração transdérmica do ativo, mas também à regulação das enzimas sulfotransferases nos folículos pilosos, responsáveis por converter o minoxidil em minoxidil sulfato.</p>



<p>O uso de agulhas de 0,6 mm em caneta elétrica mostrou apresentar benefícios superiores em comparação ao uso de agulhas de 1,2 mm no mesmo dispositivo, promovendo um aumento tanto na contagem quanto na espessura dos fios. Por outro lado, agulhas de 0,5 mm demonstraram ser mais eficazes do que as de 0,3 mm no estímulo à densidade capilar.</p>



<p>Também é possível associar ativos como finasterida, fatores de crescimento e plasma rico em plaquetas.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/carboxiterapia-8-indicacoes-de-tratamento/">Carboxiterapia: 8 indicações de tratamento</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Carboxiterapia na alopecia</strong></h2>



<p>A carboxiterapia tem se destacado como uma abordagem terapêutica eficaz no tratamento da alopecia. Os seus efeitos benéficos estão inicialmente atribuídos à capacidade de promover vasodilatação na unidade folículo-pilossebácea.&nbsp;</p>



<p>O CO₂ induz um estado relativo de hipercapnia, que é parcialmente compensado pela vasodilatação e pelo aumento do fluxo sanguíneo local. Assim, favorece-se a oxigenação tecidual e a oferta de nutrientes na área tratada. Além disso, o aumento da oxigenação no local de aplicação também se deve ao efeito Bohr, que facilita a liberação de oxigênio pelas hemácias nos tecidos.</p>



<p>Para o tratamento da alopecia androgenética e do eflúvio telógeno, sugere-se 7 pontos de injeção distribuídos em diferentes áreas do couro cabeludo. Na alopecia areata, por outro lado, geralmente se aplicam as medicações no centro das lesões, sendo necessário ampliar o número de pontos em casos de acometimento mais extenso. Os intervalos entre as sessões variam de 1 a 4 semanas, e o número total de aplicações por paciente pode oscilar entre 3 e 20.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fototerapia de baixa intensidade na alopecia</strong></h2>



<p>A fototerapia de baixa intensidade, principalmente na faixa espectral do vermelho (600 a 690 nm), tem demonstrado eficácia na indução do crescimento capilar em casos de alopecia androgenética, perda capilar padrão feminino e eflúvio telógeno. Evidências indicam que a técnica estimula as células-tronco localizadas no bulbo capilar, induzindo, então, a entrada dos folículos na fase anágena e prolongando a duração do ciclo de crescimento dos fios. </p>



<p>Além disso, promove a conversão de pelos velus, finos e menos pigmentados, em fios terminais, que são mais espessos e robustos. Clinicamente, observa-se um aumento significativo na densidade e na espessura dos cabelos.</p>



<p>Confira, no vídeo abaixo, uma demonstração prática de aplicação da técnica de microagulhamento. O conteúdo foi retirado do livro <a href="https://institutojoaotassinary.com.br/livro-eletroterapia"><strong>Eletroterapia de Precisão Aplicada à Estética</strong></a>; em breve, abriremos as vendas da obra novamente!</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="COMO APLICAR MICROAGULHAMENTO? | DR. JOÃO TASSINARY" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/EjMgCx-LGdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Microagulhamento: 3 dicas para tratamento de cicatrizes de acne</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/microagulhamento-3-dicas-para-tratamento-de-cicatrizes-de-acne/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 22:02:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[cicatrizes de acne]]></category>
		<category><![CDATA[eletroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para entregar resultados de excelência e garantir segurança na prática clínica, é indispensável que o profissional de Estética atente a algumas variáveis do tratamento. Pensando nisso, confira 3 dicas de microagulhamento em cicatrizes de acne.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Capaz de tratar afecções cuja apresentação clínica consiste em depressões da pele, o microagulhamento é um dos principais recursos mencionados pela literatura científica para o tratamento de cicatrizes de acne.</p>



<p>Em síntese, a técnica é realizada através de um dispositivo que contém microagulhas de 0,25 a 2,5 mm e que tem, como objetivo, promover microtraumatismos cutâneos e formar microcanais com perfurações do tegumento. No manejo de cicatrizes de acne, o microagulhamento gera um processo inflamatório controlado e, com isso, estimula a produção de colágeno sem promover uma desepitelização total da epiderme.</p>



<p>No entanto, para entregar resultados de excelência e garantir segurança na prática clínica, é indispensável que o profissional de Estética atente a algumas variáveis do tratamento. Pensando nisso, eu separei 3 dicas de microagulhamento em cicatrizes de acne.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Atente ao tipo de alteração cicatricial</strong></h2>



<p>Existem três tipos distintos de alterações cicatriciais de acne que podem surgir no ambiente clínico: as cicatrizes queloidianas, hipotróficas e hipertróficas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Queloide</h3>



<p>As cicatrizes queloidianas consistem em pápulas e nódulos vermelho-púrpuras que extravasam a borda da lesão, manifestando-se na parte superior do tronco em 90% dos casos. </p>



<p>Na Estética, ainda não há recursos bem elucidados para o tratamento desse tipo de alteração cicatricial. O microagulhamento é, portanto, contraindicado nesse caso.</p>



<p><strong>LEIA MAIS: <a href="https://joaotassinary.com.br/vapor-de-ozonio-na-limpeza-de-pele/">Vapor de ozônio na limpeza de pele</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Cicatrizes hipertróficas</h3>



<p>As cicatrizes hipertróficas de acne surgem devido a uma deposição excessiva de colágeno e a uma diminuição da atividade da colagenase. Para tratá-las, deve-se, em suma, realinhar as fibras de colágeno.</p>



<p>Tendo em vista os efeitos fisiológicos gerados pelo microagulhamento, contraindica-se a aplicação do recurso nesse tipo de alteração cicatricial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cicatrizes hipotróficas</h3>



<p>Dividindo-se em ice-pick, rolling e boxcar, as cicatrizes hipotróficas apresentam, em sua fisiopatologia, diminuição dos constituintes da derme, em especial o colágeno.</p>



<ul>
<li><strong>Ice-pick</strong>: Tratam-se de depressões cilíndricas verticais, profundas e estreitas;</li>



<li><strong>Rolling</strong>: Esse tipo de cicatriz hipotrófica se caracteriza como uma depressão superficial com dimensões variáveis. As suas características fisiológicas refletem a fibrose subjacente da derme e dos tecidos adiposos subcutâneos;</li>



<li><strong>Boxcar</strong>: As lesões do tipo boxcar são de formato oval ou circular bem delimitado, apresentando características mais alargadas.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="534" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2024/10/3-tipos.png" alt="" class="wp-image-14607"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Tipos de cicatrizes hipotróficas de acne</em></figcaption></figure></div>


<p>O microagulhamento é um excelente aliado no manejo das cicatrizes hipotróficas, entregando resultados eficazes no plano de tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Atribua os parâmetros ideais</strong> <strong>do microagulhamento</strong></h2>



<p>Para garantir os efeitos esperados e evitar intercorrências clínicas, deve-se, antes de tudo, atentar aos parâmetros de aplicação elencados em tratamentos com microagulhamento.</p>



<p>A literatura científica sugere o uso de agulhas de 1.5 mm quando o objetivo é estimular a produção de colágeno em alterações cicatriciais de acne. Ademais, quando utiliza-se o dispositivo roller, indica-se até 15 passadas; com caneta, é sugerido até 10 passadas. A aplicação deve ser feita em formato de asterisco.</p>



<p>A pressão vertical imposta pelo profissional, com o uso do roller, não deve ultrapassar 6 N, e é preciso, além disso, elencar movimentos uniformes de vai e vem.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="COMO APLICAR MICROAGULHAMENTO? | DR. JOÃO TASSINARY" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/EjMgCx-LGdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aposte no drug delivery</strong> <strong>pós-microagulhamento</strong></h2>



<p>Estudos sugerem que o microagulhamento tem a capacidade de facilitar a permeação transdérmica de ativos, potencializando, com isso, os efeitos do tratamento.</p>



<p>Portanto, após a aplicação, é indicado associar princípios ativos eficazes no manejo das cicatrizes de acne, como fatores de crescimento.</p>



<p>Sugestão de formulação tópica:</p>



<p><em>EGF 1%<br>bFGF 1%<br>Copper peptídeo 1%<br>Vitamina C nano 10%</em></p>



<p>Compreendendo os efeitos do microagulhamento e elencando o recurso de acordo com as evidências científicas, torna-se possível entregar resultados eficazes e seguros no tratamento de cicatrizes de acne.</p>
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		<title>Estrias e seus segredos: abra agora meu diário sobre o tratamento mais eficaz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2015 14:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Ácido Glicólico]]></category>
		<category><![CDATA[Alongamento Mecânico]]></category>
		<category><![CDATA[Anorexia Nervosa]]></category>
		<category><![CDATA[Carboxiterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Estrias Albas]]></category>
		<category><![CDATA[Estrias Rubras]]></category>
		<category><![CDATA[Febre Reumatica]]></category>
		<category><![CDATA[Febre TIfoide]]></category>
		<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Hipertrofia Muscular]]></category>
		<category><![CDATA[Hormônios]]></category>
		<category><![CDATA[João Tassinary]]></category>
		<category><![CDATA[Laser]]></category>
		<category><![CDATA[Mamoplastia]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
		<category><![CDATA[Microdermoabrasão]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[Puberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Radiofrequência]]></category>
		<category><![CDATA[Sindrome de Cushing]]></category>
		<category><![CDATA[Sindrome de Marfan]]></category>
		<category><![CDATA[tretinoína]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se uma paciente entra pela porta da sua clínica em busca de um tratamento para estrias, provavelmente ela já esgotou todas as suas fichas buscando por tratamentos milagrosos na internet e está em busca de algo que realmente funciona, afinal você é um profissional de estética, não é? Porém, mais do que uma marca na pele [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se uma paciente entra pela porta da sua clínica em busca de um tratamento para estrias, provavelmente ela já <strong>esgotou todas as suas fichas</strong> buscando por tratamentos milagrosos na internet e está em busca de algo que realmente funciona, afinal você é um profissional de estética, não é?</p>
<p>Porém, mais do que uma marca na pele e mais do que o rompimento das fibras elásticas, as estrias afetam diretamente a autoestima das pessoas. O papel do profissional de estética é orientar e tratar da melhor maneira possível, usando as ferramentas que tem disponíveis, e não menos importante: alinhando sempre as expectativas do tratamento conforme a situação da pele do paciente! Vamos falar mais sobre isso no decorrer do artigo.</p>
<p><strong>Nos próximos minutos, vamos discutir aqui pontos muito importantes para o tratamento de estrias, desde os fundamentos até os tratamentos, como, por exemplo:</strong></p>
<ol>
<li>O que de fato são estrias cutâneas;</li>
<li>Quais são os tipos de estrias e quais as suas diferenças;</li>
<li>As três principais teorias para o desenvolvimento de estrias;</li>
<li>Os 11 principais motivos que podem causar estrias;</li>
<li>Sete tratamentos cientificamente comprovados para estrias;</li>
<li>Milagres não existem quando o assunto é estrias;</li>
<li>Prevenção = Hidratação;</li>
</ol>
<p>E, por final, concluo dando <strong>três dicas fundamentais no tratamento e fidelização do seu paciente</strong>.</p>
<p>Bom, vamos ao que interessa:</p>
<h3><strong>Mas, o que realmente são estrias?</strong></h3>
<p>Não é uma descrição muito popular, mas na prática sabemos que estrias são muito mais complexas. Sua descrição histológica foi feita pela primeira vez em 1889, e até os dias de hoje continuam sendo um desafio em termos de avaliação e tratamento.</p>
<p>As mulheres são mais afetadas do que os homens, por estarem mais expostas aos fatores de desenvolvimento de estrias. As partes do corpo mais afetadas são o abdômen, mamas e coxas, e se apresentam de duas formas diferentes, rubras e albas. Essas lesões ocorrem principalmente na adolescência, gravidez e quando há um quadro de obesidade. A prevalência pode variar entre <strong>40% e 90%</strong> nestes grupos.</p>
<h3><strong>Quais os tipos de estrias e quais as diferenças?</strong></h3>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/estrias-rubras-e-estrias-albas.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-440" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/estrias-rubras-e-estrias-albas.jpg" alt="estrias rubras e estrias albas" width="630" height="461" /></a></p>
<p>Existem dois tipos de estrias, as <strong>rubras</strong> e as <strong>albas</strong>. Elas são distintas, porém estão ligadas evolutivamente, ou seja, inicialmente as estrias cutâneas são rubras e posteriormente são albas.</p>
<h4><strong>1ª Fase: ESTRIA RUBRA</strong></h4>
<ul>
<li>Lesões lineares e avermelhadas;</li>
<li>Edema entre os queratinócitos e na derme;</li>
<li>Fibras colágenas e elásticas alteradas;</li>
</ul>
<p>Observação: o tratamento SEMPRE vai ser mais eficaz se iniciado nesta fase.</p>
<h4><strong>2ª Fase: ESTRIA ALBA</strong></h4>
<ul>
<li>Lesões brancas, deprimidas e finamente enrugadas;</li>
<li>Parecem semelhantes a cicatrizes;</li>
<li>Atrofia epidérmica e diminuição da densidade do colágeno.</li>
</ul>
<h3>As três principais teorias para o desenvolvimento de estrias cutâneas</h3>
<h3><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/montagem-albert-einstein-quadro-negro-estrias.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-441" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/montagem-albert-einstein-quadro-negro-estrias.png" alt="Existem 3 teorias para o desenvolvimento de estrias" width="630" height="461" /></a></h3>
<p>Existem inúmeras teorias para descrever a formação de estrias. Conceituo as três principais abaixo:</p>
<h4><strong>1. Alongamento mecânico</strong></h4>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/teoria-mecanica.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-444" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/teoria-mecanica.jpg" alt="Teoria estria mecânica" width="630" height="461" /></a></p>
<p>Ocorre dano nas fibras elásticas e colágenas devido à excessiva e repentina tração da pele, como por exemplo, a fase do estirão do crescimento na adolescência, fases mais tardias da gestação ou aumento de peso.</p>
<h4><strong>2. Teoria hormonal</strong></h4>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-443" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/estrias-hormonais.jpg" alt="Teoria estrias hormonais" width="630" height="461" /></strong></p>
<p>Os hormônios adrenocorticotrófico e cortisol são descritos por ter atividade sobre os fibroblastos, conduzindo para um aumento do catabolismo da proteína e, assim, promovendo alterações nas fibras de colágeno e de elastina. Outros hormônios estão relacionados com o desenvolvimento de estrias, como os corticosteroides (17 cetosteroides) e a relaxina relacionada à gestação.<strong> </strong></p>
<h4><strong>3. Genética</strong></h4>
<p>Alguns estudos relacionam o surgimento da estria cutânea diretamente com a genética. Pesquisadores extraíram RNA total da pele de indivíduos com e sem a lesão, e estudaram a expressão de genes para procolágeno tipo I e III, elastina, fibronectina e beta-actina. Os resultados elucidaram redução de genes codificadores de colágenos, elastina e fibronectina, além de uma acentuada alteração no metabolismo dos fibroblastos.</p>
<h3><strong>Dez fatores relacionados ao desenvolvimento de estrias cutâneas</strong></h3>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/infografico-causas-estrias4.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-495 size-full" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/infografico-causas-estrias4.png" alt="Infografico sobre as causas das Estrias" width="630" height="2366" /></a></p>
<h3>Sete tratamentos cientificamente comprovados para estrias cutâneas</h3>
<p>Os tratamentos para estrias cutâneas podem ser simploriamente descritos como técnicas que provocam um tipo de lesão controlada na pele, com a finalidade de gerar inicialmente uma inflamação local para posteriormente ter uma cicatrização eficiente, com aumento do número de fibroblastos e, consequentemente, fibras de colágeno.</p>
<p>Inúmeros são os recursos disponíveis para tal finalidade. Os ácidos são técnicas comuns na prática clínica, devido ao seu baixo custo em relação aos demais recursos e por apresentarem bons resultados. Os aparelhos de eletroterapia também trazem inúmeras pesquisas e bons resultados no quesito da geração de inflamação controlada e, consequentemente, aumentam o número de fibras de colágeno no local das estrias. Abaixo descrevo alguns dos principais recursos físicos e químicos comprovados cientificamente para o tratamento de estrias. Friso, ainda, que utilizei apenas de artigos atuais e com relativo fator de impacto para descrever a lista abaixo.</p>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/tratamento-estrias.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-446" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/tratamento-estrias.png" alt="tratamento estrias" width="630" height="461" /></a></p>
<h4><strong>1. Tretinoína</strong></h4>
<p>A tretinoína está na classe dos retinoides. Atua por ligação a receptores nucleares específicos e, comprovadamente, influencia vários processos celulares, tais como: reparo do DNA, estímulo ao crescimento e diferenciação de queratinócitos, melanócitos e fibroblastos e, consequentemente, na síntese de colágeno.<strong><br />
</strong></p>
<h4><strong>2. Ácido glicólico</strong></h4>
<p>Classificado pela literatura como um alfa-hidroxiácido, há evidências do seu efeito no aumento da matriz extracelular, na melhora da qualidade das fibras elásticas e no aumento da densidade do colágeno dérmico.</p>
<h4><strong>3. Microagulhamento</strong></h4>
<p>A indução percutânea de colágeno (IPC), como foi denominada, teria efeitos benéficos na estrias justamente por promover a angiogênese, epitelização e proliferação de fibroblastos, seguidas da produção de colágeno.</p>
<h4><strong>4. Microdermoabrasão</strong></h4>
<p>É uma técnica de esfoliação não cirúrgica, e os estudos têm mostrado melhoras em estrias por aumentar colágeno do  tipo I, principalmente nas albas.</p>
<h4><strong>5. <em>Laser</em></strong></h4>
<p>Existem inúmeros <em>lasers</em> descritos na literatura por terem efeitos benéficos no tratamento de estrias. Seus efeitos estariam relacionados, em especial, à sua ação angiogênica (formação de vasos sanguíneos), incremento da atividade fibroblástica e colagenogênese (formação de novas fibras de colágeno).</p>
<h4><strong>6. Carboxiterapia</strong></h4>
<p>O CO² promove vasodilatação local, com consequente aumento do fluxo vascular, indução de angiogênese (formação de vasos sanguíneos) e aumento da pressão parcial de oxigênio (pO²).</p>
<h4><strong>7. Radiofrequência</strong></h4>
<p>A radiofrequência, em temperaturas mais elevadas, ativa o sistema circulatório, o metabolismo celular e, posteriormente, gera uma estimulação fibroblástica e, consequentemente, produção de colágeno e elastina.</p>
<h3><strong>Prevenção = hidratação</strong></h3>
<p>Apesar do consenso geral de que a hidratação adequada é fundamental para manter a integridade e função de barreira da pele, existe pouco na literatura científica sobre o uso de tais cremes e óleos na prevenção de estrias. No entanto, todos os profissionais, a partir de um raciocínio fisiológico, acreditam que uma pele hidratada tem mais resistência a rupturas, principalmente as estrias, cujo o principal agente causador é a tensão mecânica excessiva.</p>
<h3><strong>Não existe milagre quando o assunto é estrias</strong></h3>
<p><a href="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/454955_todopoderosojimcarreycinema11012012INTjpg.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-447" src="http://www.joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2015/04/454955_todopoderosojimcarreycinema11012012INTjpg.jpg" alt="Não existe milagre no tratamento de estrias" width="640" height="300" /></a></p>
<blockquote><p>Atualmente existem inúmeros tratamentos disponíveis para estrias, com o apelo comercial de que, em poucas sessões, a lesão desaparecerá por completo. <strong>Seria bom se fosse verdade.</strong></p></blockquote>
<p>Segundo estudo publicado recentemente no<em> Dermatologic Surgery,</em> as expectativas em relação aos resultados no tratamento em estrias devem ser realistas, e a modalidade de tratamento ideal deve ser <strong>cuidadosamente selecionada para evitar qualquer exagero do problema ou complicaçõe</strong>s. As estratégias terapêuticas são numerosas e nenhuma modalidade tem sido muito mais consistente que as restantes.</p>
<h3><strong>Conclusão sobre o tratamento de estrias</strong></h3>
<p>As estrias são esteticamente desagradáveis, e podem gerar uma autoimagem negativa, trazendo consequentemente problemas psicológicos como baixa autoestima, depressão e ansiedade.</p>
<p>O tratamento de estrias tem se mostrado muito complexo na prática clínica, mesmo com as inúmeras opções terapêuticas. A avaliação completa do paciente com estria cutânea deve ser minuciosa e levar em consideração o estágio (rubra ou alba) e o tipo de pele do indivíduo. As expectativas devem ser realistas, e a modalidade de tratamento ideal deve ser cuidadosamente selecionada para evitar qualquer exagero do problema ou complicações.</p>
<p>Para o terapeuta ter sucesso no tratamento de estrias, friso que, além de ter um conhecimento prévio sobre a patologia e o recurso de tratamento que elencar, deve-se dominar protocolos que estimulem a formação de colágeno de qualidade e nível de pele.</p>
<h3>Para finalizar: três simples dicas que são FUNDAMENTAIS para os resultados no tratamento e na fidelização dos pacientes</h3>
<p><span style="color: #000000;"><strong>1º &#8211; Sempre alinhe as expectativas do paciente.</strong></span> Ou seja, avalie e seja realista quanto à melhora das estrias. Para ser sincero, além de ser uma atitude ética, valoriza o paciente e gera uma relação de confiança.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>2º &#8211; Tenha domínio da técnica escolhida para tratar e saber combinar recursos.</strong></span> Parece óbvio, mas é fundamental que o terapeuta tenha o conhecimento detalhado de protocolos que ampliem e acelerem os resultados do paciente.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>3º &#8211; Prescreva um bom <em>home care</em> para seu paciente.</strong></span> Sugiro ativos de dois cremes comprovados cientificamente que podem ser manipulados em qualquer farmácia e baixar o custo final do tratamento para o paciente:</p>
<ol>
<li><strong>Creme I</strong> <strong>&#8211; Vitamina E, pantenol, ácido hialurônico, elastina e mentol</strong>
<ul>
<li>O primeiro estudo traz bons resultados, no entanto, existe um erro metodológico: não há grupo placebo no artigo.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Creme II</strong> <strong>&#8211; Centella asiática, vitamina E, colágeno hidrolisado e elastina</strong>
<ul>
<li> A segunda investigação tem uma boa metodologia, e os autores referem que o mecanismo exato de ação foi identificado como a estimulação da atividade fibroblástica, e um efeito antagônico contra ação de glicocorticoides.</li>
</ul>
</li>
</ol>
<p>Espero que alguma destas dicas possa realmente ser útil nos seus tratamentos de estrias em pacientes daqui para frente.</p>
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<p>Um grande abraço e até breve.</p>
<h4> REFERÊNCIAS</h4>
<h6>1 Bertin C, Lopes-Dacunha A, Nkengne A et al. Striae distensae are characterized by distinct microstructural features as measured by non-invasive methods in vivo. Skin Res Technol 2014; 20:81–6.<br />
2 Rangel O, Arias I, Garcia E et al. Topical tretinoin 0.1% for pregnancy- related abdominal striae: an open-label, multicenter, prospective study. Adv Ther 2001; 18:181–6.<br />
3 Osman H, Usta IM, Rubeiz N et al. Cocoa butter lotion for prevention of striae gravidarum: a double-blind, randomised and placebo-controlled trial. Br J Obstet Gynaecol 2008; 115:1138–42.<br />
4 Taavoni S, Soltanipour F, Haghani H et al. Effects of olive oil on striae gravidarum in the second trimester of pregnancy. Complement<br />
5 Ther Clin Pract 2011; 17:167–9.Adatto MA, Deprez P. Striae treated by a novel combination treatment sand abrasion and a patent mixture containing 15% trichloracetic acid followed by 6–24 hrs of a patent cream under plastic occlusion. J Cosmet Dermatol 2003; 2:61–7.<br />
6 Lee SE, Kim JH, Lee SJ et al. Treatment of striae distensae using an ablative 10 600-nm carbon dioxide fractional laser: a retrospective review of 27 participants. Dermatol Surg 2010; 36:1683–90.</h6>
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