As terapias manuais, hoje, surgem como práticas integrativas dentro das clínicas de Estética, podendo auxiliar tanto pacientes quanto profissionais na obtenção de melhores resultados quando associadas a outros tratamentos.

Dentre elas está a massagem terapêutica que, quando utilizada de forma correta, pode ajudar a reduzir a depressão, a ansiedade, a melhorar os sinais vitais e a trazer respostas hormonais importantes para o corpo.

Neste texto, farei uma revisão de artigo científico publicado na Department of Health and Human Services em 2014. Irei falar sobre:

  • Teoria das Comportas da Dor
  • Teoria da Substância P
  • Teoria dos Níveis de Serotonina
  • Relação das terapias manuais com os tratamentos de obesidade

Se você, na sua prática clínica, trabalha com pacientes obesos ou com quadros álgicos, é importante ler este texto!

Ao final, compartilhe e deixe suas dúvidas para que possamos criar mais textos baseados na melhor experiência para você.

Teoria das Comportas da Dor

Segundo o artigo científico, a dor se utiliza de fibras de calibre menor, com baixa condução de mielina para se deslocarem até o sistema nervoso central. As fibras com baixa condução chegam de forma mais lenta do que as de alta condução. A pressão manual ou estímulo tátil-sinestésico é levada ao cérebro por fibras com maior calibre e condução, se deslocando de forma mais rápida e chegando antes que o estímulo da dor. Dessa forma, o sistema nervoso bloqueia o sinal da dor, fechando os “portões” e fazendo com que o paciente receba apenas a sinalização da terapia manual.

Imagem adaptada do site Biofreeze.

Um exemplo bem comum ocorre quando uma criança se machuca e a mãe faz uma fricção ou massagem no local do machucado. Teoricamente, este gesto funciona, uma vez que a sinalização da massagem chega mais rápido ao sistema nervoso do que a sinalização da dor, bloqueando-a.

Massagens podem reduzir, desde dores nas costas, até dores no parto, dores menstruais, fibromialgia e artrite reumatoide. É preciso notar, no entanto, que a massagem não melhorará casos álgicos de forma considerável com apenas uma sessão, sendo necessárias algumas visitas para que o paciente perceba uma melhora considerável.

Segundo estudos, a dor é mais percebida quando a pessoa está sentindo medo,  tristeza, isolamento e insônia. Por outro lado, é menos sentida e pode até sumir quando a pessoa está despreocupada, esperançosa, teve sono suficiente ou está em um ambiente considerado agradável.

Teoria da Substância P

Esta teoria indica que há uma relação entre a privação de sono e a dor. Isso porque, durante o sono, é liberada menos substância P, neurotransmissor que trabalha em conjunto com a serotonina.

A serotonina é um neurotransmissor antidor metabolizado durante o sono profundo. O sono não reparador provoca sua carência. Com a falta de um hormônio que protege da dor, sobra mais espaço para a produção da substância P, que tem, entre outras funções, a capacidade de aumentar a sensibilidade e a consciência à dor.

Segundo o estudo, a terapia manual, através de massagem, causou alívio da dor em pacientes com fibromialgia. Depois de um mês recebendo a massagem, os pacientes com a doença experimentaram mais tempo de sono profundo, o que reduziu a quantidade da substância P no corpo, conhecida por ser alta em pacientes com a doença.

Teoria dos Níveis de Serotonina

Segundo esta teoria, a terapia manual tem a capacidade de aumentar os níveis de serotonina, neurotransmissor antidor, além de reduzir o cortisol, hormônio diretamente relacionado à ansiedade, à depressão, ao estresse e à ingesta calórica.  

Relação das terapias manuais com os tratamentos de obesidade

Tendo em vista as teorias demonstradas acima, pode-se concluir que existe sim embasamento para utilizar a massagem terapêutica dentro das clínicas de Estética e de SPA.

Para os profissionais que trabalham com dor e preferem a terapia medicamentosa: A terapia manual bem feita pode diminuir o quadro álgico sem trazer os efeitos colaterais dos remédios, como metabolismo secundário e problemas digestivos. Portanto, é uma terapia que deve ser considerada quando se busca o melhor tratamento para o paciente.

Já os efeitos relacionados às funções imunológicas e aos níveis hormonais interessam muito para quem trabalha com a obesidade, tendo em vista novamente a redução que a massagem provoca nos níveis de cortisol, reduzindo a ansiedade, fazendo com que o paciente sinta menos vontade de comer.

Isso porque a serotonina, além de ser um hormônio anti dor, tem outras funções como regular o sono, a temperatura corporal, o apetite, o humor, a atividade motora e as funções cognitivas. Níveis baixos de serotonina têm sido relacionados com o aumento da vontade de comer doces e carboidratos.

Já com quantidades adequadas dessa substância no corpo, o paciente atinge mais facilmente a saciedade e consegue controlar mais a ingestão de doces.

Dessa forma, produzir serotonina através do relaxamento e técnicas de massagem são alternativas combinadas viáveis para tratamentos de gordura localizada.

Este normalmente é o objetivo dos centros de SPA: provocar o relaxamento, que está relacionado ao cortisol, hormônio do estresse e da ansiedade, e à serotonina, fatores que influenciam no emagrecimento do paciente.

O artigo científico revisado se encontra aqui.

Referências

Serotonina e controle hipotalâmico da fome: uma revisão

Mecanismos de ação e efeitos da fisioterapia no tratamento da dor 

A Teoria do Portão

 

 

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