O peeling químico é um dos procedimentos mais utilizados na estética para melhorar a qualidade da pele. Dependendo dos cosméticos empregados e da concentração utilizada, o tratamento pode proporcionar diferentes efeitos clínicos.

Quando corretamente indicados, os peelings químicos são eficazes no manejo de alterações como, por exemplo, melasma, acne, rosácea e sinais do envelhecimento cutâneo, sempre a partir de uma avaliação individualizada e de protocolos baseados em evidências científicas. Neste conteúdo, você conhecerá 5 ácidos amplamente utilizados e 5 sugestões de aplicação clínica.

Linhas finas – Ácido retinoico

O ácido retinoico é padrão-ouro quando o assunto é promoção de rejuvenescimento com peelings químicos. 

Em suma, o recurso é capaz de aumentar a espessura epidérmica, reduzir a expressão de metaloproteinases e estimular a síntese de colágeno. As evidências científicas são categóricas em reforçar o potencial de promover maior produção de colágeno, resultando na suavização de linhas finas. 

Além disso, estudos sugerem que concentrações adequadas de retinol em fibroblastos dérmicos humanos favorecem o aumento da expressão gênica de elastina e fibrilina-1. Assim, estimula a formação de fibras elásticas e melhora a qualidade da matriz extracelular. 

Sugestão de fórmula:

Ácido retinoico – 0,05%
Ácido hialurônico – 2%
Veículo creme não comedogênico

Melasma – Arbutin

Pesquisas científicas indicam que o arbutin é capaz de inibir a atividade primária da tirosinase, atuando, além disso, como antioxidante. A sua ação, portanto, ocorre através da inibição da produção de melanina no local em que é aplicado, e o ativo apresenta potencial clareador. 

Sugestão de fórmula:

Ácido tranexâmico – 4%
Ácido glicólico – 5%
Niacinamida – 4%
Alfa-arbutin – 3%
Veículo gel-creme
pH: 4,5 

Óstio dilatado – Cosméticos com ácido glicólico

O ácido glicólico reduz a coesão entre os corneócitos ao enfraquecer as ligações do estrato córneo, favorecendo a esfoliação química e acelerando a renovação epidérmica. Além disso, ao regular o processo de descamação dentro do folículo, reduz a formação de microcomedões e a obstrução dos óstios, o que contribui para a sua dilatação. 

Sabe-se que concentrações adequadas de ácido glicólico induzem um processo controlado de reparo tecidual, estimulando a síntese de colágeno, elastina e glicosaminoglicanos. Esse efeito melhora a sustentação da parede folicular, reduzindo, assim, a aparência dos óstios dilatados ao longo do tempo. 

Sugestão de formulação

Ácido glicólico – 6%
Zinco PCA – 1%
Niacinamida – 4%
Veículo gel-creme oil free qsp.
pH: 4 a 4,5

Rosácea – Ácido azelaico

Estudos sugerem que a eficácia do ácido azelaico no tratamento da rosácea está relacionada, principalmente, às suas propriedades anti-inflamatórias e à sua capacidade de reduzir a formação de espécies reativas de oxigênio (EROs). Além disso, evidências indicam que o ativo atua sobre mecanismos envolvidos na fisiopatologia da doença.

Nesse contexto, uma pesquisa conduzida com 55 adultos portadores de rosácea papulopustular demonstrou que a aplicação de gel de ácido azelaico a 15%, 2x ao dia, reduziu a expressão da calicreína 5 (KLK5) e da catelicidina, moléculas diretamente envolvidas na resposta inflamatória característica da rosácea. Assim, tem-se que o ácido azelaico atua diretamente em vias-chave da doença, contribuindo para o controle do processo inflamatório.

Sugestão de formulação

Ácido azelaico – 10%
Gluconolactona – 6%
Pantenol – 2%
Madecassoside – 0,1%
Veículo gel-creme calmante qsp.
pH sugerido: 4,5 a 5

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Acne inflamatória – Cosméticos com ácido salicílico

Trata-se de um agente com propriedades queratolíticas e sebostáticas. Em suma, o ativo diminui a coesão dos corneócitos e desobstrui os folículos pilossebáceos, estimulando, portanto, o processo de renovação das células epidermais. 

Com a sua ação antisséptica, o ativo equilibra as manifestações seborreicas da pele oleosa ou acneica. Devido às suas propriedades lipofílicas, queratolíticas, bactericidas e anti-inflamatórias, o ácido salicílico diminui a produção sebácea, a hiperqueratinização dos ductos dos folículos pilossebáceos, a proliferação bacteriana e o processo inflamatório da pele acneica. 

Sugestão de formulação

Ácido glicólico – 4%
Ácido salicílico – 3%
Extrato glicólico de hamamelis – 3%
Veículo gel

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