O microagulhamento é um procedimento que utiliza microperfurações controladas na pele para provocar uma resposta de reparo tecidual. A partir desse estímulo, são desencadeados processos que podem favorecer a remodelação da matriz extracelular e tratar diferentes alterações cutâneas.
No entanto, a escolha do protocolo não deve ser baseada apenas na queixa do paciente; é fundamental avaliar as características da pele, a região tratada, o objetivo do tratamento e a resposta cutânea esperada.
Entre as principais indicações do microagulhamento estão rejuvenescimento, melasma, estrias e cicatrizes de acne.
Microagulhamento no rejuvenescimento
Com o envelhecimento, a pele passa por alterações estruturais que envolvem, entre outros fatores, redução e desorganização de componentes da matriz extracelular. Essas mudanças podem contribuir para a perda de firmeza, alterações de textura e aparecimento de linhas finas.
As microperfurações produzidas pelo microagulhamento desencadeiam uma resposta de cicatrização controlada. O organismo passa a trabalhar na reparação daquele tecido, com liberação de mediadores e recrutamento de células envolvidas no processo de regeneração. Nesse processo, os fibroblastos têm papel importante, uma vez que participam da produção e remodelação de componentes da matriz extracelular, incluindo colágeno.
Com a repetição adequada dos estímulos, pode ocorrer uma remodelação gradual do tecido, contribuindo para melhorar textura, aparência das linhas finas e qualidade geral da pele.
Agulhas: 1 a 1.5 mm
Associação: Vitamina C 20%
Aplicação 1x por mês
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Melasma
O melasma é uma condição caracterizada pela presença de hiperpigmentação, especialmente em regiões fotoexpostas. Seu tratamento exige atenção, porque diversos fatores podem participar da manutenção da pigmentação, incluindo exposição à radiação e processos inflamatórios.
O microagulhamento pode fazer parte de protocolos destinados ao tratamento do melasma, especialmente quando associado a uma estratégia terapêutica adequada.
No tratamento do melasma, a técnica pode atuar por diferentes mecanismos. Primeiramente, as microperfurações provocam uma disrupção física controlada da barreira cutânea, aumentando temporariamente a permeabilidade da pele. Com isso, favorece-se a utilização de determinados ativos tópicos dentro de protocolos específicos, permitindo que alcancem camadas mais profundas da pele.
Além disso, o próprio processo de reparação provocado pelo microagulhamento pode contribuir para a remodelação do tecido.
Outro ponto fundamental é o controle do estímulo. Inflamação excessiva pode favorecer hiperpigmentação pós-inflamatória e piorar a aparência da condição. Portanto, no melasma, a intensidade do procedimento deve ser cuidadosamente planejada.
Agulhas: 0.5 mm
Associação: Tranexâmico 10%
Aplicação 1x por mês
Importante: Não é primeira linha para tratamento

Microagulhamento para estrias
As estrias são alterações caracterizadas por mudanças na estrutura e organização das fibras da pele. Podem apresentar diferentes características de acordo com sua fase e aspecto clínico, o que também influencia a estratégia de tratamento.
Para manejo, o microagulhamento produz microlesões controladas na região da estria e desencadeia uma resposta de reparo. Assim, ocorre ativação de células envolvidas na regeneração do tecido, especialmente fibroblastos. A atividade dessas células pode favorecer a síntese e reorganização de componentes da matriz extracelular, contribuindo para a remodelação da região.
Dessa maneira, o tratamento busca melhorar gradualmente a qualidade e a textura do tecido alterado.
Agulhas: 1.5 mm
Associação: Ácido hialurônico 1% e vitamina E 5%
Aplicação 1x por mês
Cicatrizes de acne
As cicatrizes de acne também exigem uma avaliação individualizada; afinal, existem diferentes tipos de cicatrizes. Entre elas estão as cicatrizes atróficas, que apresentam depressões na superfície da pele decorrentes de alterações na estrutura dérmica.
As microperfurações promovem um estímulo controlado na derme e desencadeiam uma resposta de cicatrização. Tal processo envolve mediadores de reparo e ativação de fibroblastos, favorecendo, então, a produção e a reorganização de componentes da matriz extracelular. Ao longo do tratamento, essa remodelação pode contribuir para reduzir a irregularidade da superfície e melhorar a textura da pele, tornando determinadas cicatrizes menos evidentes.
Um ponto importante é que o microagulhamento não atua da mesma maneira sobre todos os tipos de cicatriz. Assim, a profundidade, o formato e as características da cicatriz precisam ser avaliados antes da escolha do procedimento.
Em alguns casos, outras técnicas podem ser mais adequadas ou podem ser associadas ao microagulhamento para obter uma abordagem mais completa.
Agulhas: 1.5 mm
Associação: IGF 1%, EGF 1% e FGF 1%
Aplicação 1x por mês







