A toxina botulínica atua bloqueando temporariamente a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas. Assim, ocorre o relaxamento controlado da musculatura tratada, reduzindo a contração muscular responsável pela formação das rugas dinâmicas, como as da testa, glabela e região dos “pés de galinha”. Além da aplicação estética, a toxina botulínica também é amplamente utilizada na medicina. 

Os efeitos da técnica são temporários, durando, em média, de 3 a 6 meses. Mas o que realmente interfere na duração do produto? Descubra no texto de hoje.

Uso de canetas emagrecedoras e toxina botulínica

Até o momento, não há evidências científicas robustas de que as canetas emagrecedoras reduzem diretamente a duração do efeito da toxina botulínica. 

Portanto, não considera-se que o recurso cause qualquer interferência.

Marca da toxina botulínica

Até o momento, não há consenso científico de que uma marca seja superior às demais em relação à duração. 

Alguns estudos sugerem pequenas diferenças entre formulações, mas elas costumam ser discretas e frequentemente não têm relevância clínica quando as doses equivalentes são utilizadas. 

Técnica de aplicação

A técnica de aplicação é um dos fatores que mais influencia a qualidade e a duração da toxina botulínica. Mesmo utilizando a mesma marca e a mesma dose, diferenças na técnica podem resultar em efeitos distintos. 

A toxina deve ser injetada no ventre do músculo-alvo. Pontos mal posicionados podem reduzir a eficácia ou atingir músculos adjacentes, aumentando o risco de intercorrências, como ptose palpebral ou assimetrias. Uma aplicação precisa proporciona um bloqueio mais eficiente da musculatura, fazendo com que o resultado seja mais consistente ao longo do tempo.

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Dose de aplicação da toxina botulínica

A dose aplicada influencia diretamente na intensidade e na duração do efeito da toxina botulínica. Em suma, doses adequadas para a força e o volume da musculatura tendem a proporcionar um bloqueio neuromuscular mais eficaz e duradouro, enquanto doses insuficientes podem resultar em um efeito parcial ou de menor duração. 

No entanto, aumentar a dose indiscriminadamente não garante maior longevidade do tratamento e pode elevar o risco de perda excessiva da mímica facial, assimetrias e outras intercorrências. Por isso, a definição da dose deve ser individualizada.

Radiofrequência após toxina botulínica

Até o momento, não há evidências científicas de que a radiofrequência realizada após a toxina botulínica já ter se fixado nas terminações nervosas reduza sua duração ou eficácia. 

A toxina botulínica exerce seu efeito por meio do bloqueio da liberação de acetilcolina na junção neuromuscular, um processo que ocorre nas primeiras horas após a aplicação. Após esse período de ligação e internalização da toxina, a geração de calor pela radiofrequência não parece ser capaz de desfazer esse bloqueio neuromuscular. Ademais, a radiofrequência, quando aplicada corretamente, não é capaz de atingir o músculo.

Massa e atividade muscular

A massa e a atividade muscular são fatores determinantes para a duração do efeito da toxina botulínica. De modo geral, músculos maiores, mais espessos e mais ativos apresentam maior demanda funcional e tendem a recuperar a transmissão neuromuscular mais rapidamente, o que pode reduzir o tempo de ação clínica da toxina. 

Assim, pacientes com musculatura facial mais desenvolvida frequentemente necessitam de doses mais elevadas para alcançar um bloqueio adequado. Por outro lado, músculos menores e menos ativos costumam responder satisfatoriamente a doses inferiores e podem manter o efeito por um período mais prolongado. Assim, a avaliação da massa e da atividade muscular é essencial para individualizar o plano de tratamento, permitindo ajustar a dose e os pontos de aplicação de forma a otimizar a eficácia, a naturalidade e a duração dos resultados. 

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