A radiofrequência é um equipamento que produz correntes eletromagnéticas, fazendo com que os tecidos liberem energia térmica controlada. A partir disso, o calor pode induzir a diversas respostas fisiológicas, como a desnaturação do colágeno, levando a contração das fibras, ativação dos fibroblastos e necrose adipocitária.

Os dispositivos de radiofrequência podem causar, basicamente, efeitos térmicos e atérmicos. O aumento da temperatura local e a ativação de proteínas do choque térmico geram os efeitos térmicos do recurso, contraindo e estimulando a síntese de fibras de colágeno. Por outro lado, os efeitos atérmicos tratam-se de alterações biológicas através da interação com receptores ou canais de membrana celular. 

O seu baixo custo e alto nível de evidência científica tornam a radiofrequência um dos principais recursos da Estética Científica. Quando aliada a outras técnicas, é capaz de potencializar a entrega de resultados. Confira 5 dicas de associação clínica.

Radiofrequência + ultrassom

A associação entre radiofrequência e ultrassom permite combinar diferentes formas de estímulo físico sobre os tecidos, sendo eficaz em protocolos destinados à melhora da qualidade da pele e do aspecto da celulite. 

A radiofrequência promove aquecimento tecidual por meio da conversão de energia eletromagnética em calor, enquanto o ultrassom utiliza ondas mecânicas que produzem efeitos térmicos e mecânicos nos tecidos. Essa combinação contribui para aumentar a maleabilidade tecidual, favorecer processos relacionados à circulação local e estimular respostas de remodelação, dependendo dos parâmetros empregados. 

Em protocolos para celulite, por exemplo, o profissional pode associar os recursos quando houver alterações na textura, irregularidades no relevo cutâneo e comprometimento da qualidade do tecido. É importante, entretanto, individualizar a aplicação, considerando a espessura do tecido, a sensibilidade da região e a intensidade de cada recurso, evitando estímulos excessivos. 

RF + ultracavitação

No manejo da gordura localizada, a radiofrequência pode ser associada à ultracavitação com o objetivo de complementar as estratégias de tratamento. 

A ultracavitação emprega ondas ultrassônicas de baixa frequência; por sua vez, a radiofrequência promove aquecimento dos tecidos e pode contribuir para a melhora da qualidade e da retração cutânea. 

Dessa maneira, os recursos podem assumir funções complementares. Enquanto a ultracavitação foca no componente adiposo, a radiofrequência atua na qualidade do tecido cutâneo e na flacidez associada. Essa estratégia pode ser interessante em regiões nas quais há redução do volume acompanhada de perda de firmeza. 

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Radiofrequência + vacuoterapia

A associação da radiofrequência com a vacuoterapia pode ser utilizada em protocolos destinados à melhora do aspecto da celulite e da qualidade do tecido. 

A radiofrequência promove aquecimento e estímulo térmico, enquanto a pressão negativa exercida pela vacuoterapia produz uma ação mecânica sobre a pele e o tecido subcutâneo. A mobilização promovida pelo vácuo melhora a maleabilidade dos tecidos e favorece, ainda, a circulação local. Enquanto isso, o aquecimento da radiofrequência trabalha a resposta térmica e a remodelação tecidual. Em conjunto, os recursos permitem abordar a condição por mecanismos diferentes, sendo eficazes quando há associação entre alterações do relevo cutâneo, edema e comprometimento da elasticidade. 

Porém, é importante atentar que a combinação deve ser individualizada, principalmente em relação à intensidade da sucção e aos parâmetros térmicos empregados. 

RF + microagulhamento

Para o rejuvenescimento cutâneo, a radiofrequência pode ser associada ao microagulhamento para melhora de aspectos da pele, como textura, flacidez e estímulo à remodelação tecidual. 

O microagulhamento gera microperfurações controladas que desencadeiam uma resposta reparadora. Por outro lado, a radiofrequência promove aquecimento e estímulo térmico em tecidos mais profundos, dependendo da tecnologia utilizada. 

A associação de técnicas atende a protocolos para flacidez, textura irregular e sinais de envelhecimento cutâneo, mas exige atenção à sequência dos procedimentos. Como ambos podem gerar estímulos importantes ao tecido, não é adequado somar as técnicas sem considerar o tempo de recuperação e a resposta inflamatória provocada por cada uma. 

Em certas situações, espaçar os procedimentos funciona melhor por permitir a adequada recuperação da pele.

Radiofrequência + eletroestimulação

Com o objetivo de tratar flacidez cutânea associada à redução do tônus muscular, a radiofrequência pode ser combinada à eletroestimulação. 

Em suma, a radiofrequência atua sobre os tecidos por meio do aquecimento, enquanto a eletroestimulação promove contrações musculares induzidas por correntes elétricas. Assim, os recursos podem atuar de maneira complementar, contemplando tanto a qualidade e a firmeza da pele quanto o componente muscular relacionado ao contorno corporal. 

Portanto, enquanto a radiofrequência está mais relacionada à pele e aos tecidos subjacentes, a eletroestimulação acrescenta um estímulo direcionado à musculatura. 

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