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	<title>Patologias da Estética Archives - João Tassinary</title>
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	<description>Transformando a Estética através da Ciência</description>
	<lastBuildDate>Fri, 19 Sep 2025 19:53:17 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Patologias da Estética Archives - João Tassinary</title>
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	<item>
		<title>Lipedema x Celulite: diferenças e planos de tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 19:53:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Celulite]]></category>
		<category><![CDATA[estética corporal]]></category>
		<category><![CDATA[lipedema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As semelhanças entre alguns aspectos clínicos do lipedema e da celulite podem gerar dúvidas durante o processo de diagnóstico. No entanto, as condições apresentam fisiopatologias distintas, exigindo, portanto, planos de tratamento igualmente diferenciados. Por isso, trago as principais diferenças entre as afecções, além de recursos eficazes no manejo do lipedema e da celulite. Celulite: fisiopatologia [&#8230;]</p>
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<p>As semelhanças entre alguns aspectos clínicos do lipedema e da celulite podem gerar dúvidas durante o processo de diagnóstico. No entanto, as condições apresentam fisiopatologias distintas, exigindo, portanto, planos de tratamento igualmente diferenciados.</p>



<p>Por isso, trago as principais diferenças entre as afecções, além de recursos eficazes no manejo do lipedema e da celulite.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Celulite: fisiopatologia e tratamento</strong></h2>



<p>A teoria da inflamação reincidente, considerada a mais aceita na literatura científica, aponta os mediadores inflamatórios como responsáveis pelo desenvolvimento dos septos fibrosos.&nbsp;</p>



<p>Em suma, durante o ciclo menstrual, o organismo feminino secreta metaloproteases para gerar o sangramento. Essas enzimas incluem a gelatinase B, que exerce papel central na resposta inflamatória, mas também atinge a malha dérmica do tecido conjuntivo e os pontos de ligação do tecido adiposo. Com isso, ocorre a ruptura das ligações terciárias das fibras de colágeno, desencadeando um processo inflamatório crônico.</p>



<p>De acordo com essa teoria, a celulite pode ser classificada em dois tipos: <strong>fibrótica </strong>e <strong>inflamatória</strong>. É indispensável identificar em qual estágio a afecção se encontra, uma vez que a escolha inadequada de conduta clínica pode, em casos extremos, agravar o quadro.</p>



<p>Para avaliação, a literatura sugere o uso da<strong> termografia infravermelha</strong>, que determina o estágio da afecção a partir da distribuição da temperatura da superfície cutânea. Resumidamente, quando há uma diferença de 3 a 5 °C entre a área acometida e as regiões adjacentes, trata-se de um quadro inflamatório.</p>



<p>Porém, ressalto que o uso de recursos voltados à redução de processos fibróticos em quadros que envolvem inflamação pode intensificar ainda mais a condição. Portanto, quando não houver termografia infravermelha disponível na clínica, deve-se inicialmente considerar a celulite como inflamatória.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/melasma-7-ativos-cosmeticos-para-tratamento/">Melasma: 7 ativos cosméticos para tratamento</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Plano de tratamento</h3>



<p>Considerando a hipertrofia do tecido adiposo e o edema presente em inflamações, sugere-se, como recursos para tratamento da <strong>celulite inflamatória</strong>:</p>



<p><em>Ultrassom pulsado + Corrente russa</em><br><em>Ultrassom pulsado + Drenagem linfática manual</em></p>



<p>O aparelho de ondas sonoras deve ser programado em modo pulsado a 5%, com frequência de 3 MHz e dose de 1,5 W/cm². Sugere-se, ainda, a fonoforese, elencando gel composto por cafeína 5% ou rutina 3%.</p>



<p>Para a <strong>celulite fibrótica</strong>, tendo em vista que há diminuição da vascularização e produção excessiva de tecido, sugere-se optar por:</p>



<p><em>Ultrassom contínuo</em> (3 MHz e dose de 1,5 W/cm²) + <em>Endermologia </em>(deslizar a manopla em todos os sentidos sobre a superfície do corpo)<br><em>Radiofrequência </em>(não ultrapassar 37°C) + <em>Terapia manual</em><em><br></em><em>Ondas de choque</em></p>



<p>Na aplicação do ultrassom, é indicado utilizar um gel composto por cafeína a 5%.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fisiopatologia do lipedema</strong></h2>



<p>O lipedema é uma condição marcada pelo acúmulo desproporcional de gordura, sobretudo nos membros inferiores. Em sua apresentação clínica, percebe-se simetria bilateral, dor, hipersensibilidade, tendência a hematomas e pouco ou nenhum comprometimento de pés e mãos. A progressão da afecção ocorre em estágios (1 a 4), que variam desde leves irregularidades cutâneas até formas avançadas, com acentuada fibrose e possível associação ao linfedema.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="465" height="199" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-164128.png" alt="" class="wp-image-14735"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Imagem retirada do artigo <a href="https://www.mdpi.com/2813-3307/2/4/17">The Current State of Lymphedema Surgery</a></strong></figcaption></figure>



<p>Em muitos países, a principal forma de tratamento do lipedema é a lipoaspiração. No entanto, a abordagem conservadora continua sendo fundamental para promover melhora na qualidade de vida e para potencializar e manter os resultados cirúrgicos.</p>



<p>Entre as estratégias conservadoras, cito:</p>



<ul>
<li>Déficit calórico;</li>



<li>Nutrição: A dieta cetogênica tem mostrado benefícios na redução da inflamação, no equilíbrio metabólico e no controle do acúmulo adiposo;</li>



<li>Exercício físico: As atividades aquáticas favorecem o sistema linfático e circulatório pela ação da pressão hidrostática;</li>



<li>Terapias clínicas: Eletroterapia (ondas de choque, fotobiomodulação, plataforma vibratória), drenagem linfática manual, uso de malhas compressivas, kinesio tape e bandagens;</li>



<li>Ativos orais e tópicos: Entre eles, cafeína, <em>Centella asiática</em>, quitosana e faseolamina.</li>
</ul>



<p>Compreendendo as diferenças fisiopatológicas entre lipedema e celulite e dominando as intervenções clínicas eficazes em cada caso, é possível entregar resultados verdadeiramente transformadores em Estética.</p>
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		<title>Celulite: 3 dicas para tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 17:02:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Celulite]]></category>
		<category><![CDATA[eletroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[estética corporal]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos estéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a chegada do verão, a busca por tratamentos de celulite cresce ainda mais. Sabendo disso, é indispensável que profissionais alinhados à entrega de resultados seguros e pautados em evidências científicas dominem a fisiopatologia da condição e as diferentes vias de tratamento.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com a chegada do verão, a busca por tratamentos de celulite cresce ainda mais. Sabendo disso, é indispensável que profissionais alinhados à entrega de resultados seguros e pautados em evidências científicas dominem a fisiopatologia da condição e as diferentes vias de tratamento.</p>



<p>É sobre isso que eu falo no post de hoje.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fisiopatologia da celulite</strong></h2>



<p>Primeiramente, é indispensável compreender a fisiopatologia da alteração estética. A literatura científica sugere três principais teorias que buscam explicar o surgimento da celulite: arquitetura subcutânea do tecido conjuntivo, alterações vasculares e inflamação reincidente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Arquitetura subcutânea do tecido conjuntivo</strong></h3>



<p>Basicamente, tem-se que o tecido conjuntivo do organismo feminino se dispõe de forma radial ou perpendicular à superfície da pele. Assim, resulta em compartimentos retangulares que, aliados à alteração de pressão a que os adipócitos são submetidos na puberdade, fazem com que as câmaras de gorduras celulares e as papilas adiposas mudem de formato, sem que o volume seja alterado.&nbsp;</p>



<p>Com isso, há a extrusão das papilas na interface derme-hipoderme, <strong>modificando a aparência da pele</strong>. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Alterações vasculares</strong></h3>



<p>Segundo essa teoria, a formação de fibrose e a proliferação de fibroblastos, quando contornam as células adiposas, resultam em falência circulatória e insuficiência metabólica tecidual. A partir disso, tem-se uma degeneração do tecido adiposo e fibrose avançada nos tecidos próximos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Inflamação reincidente</strong></h3>



<p>Mais recente e aceita pela literatura científica, a teoria da inflamação reincidente aponta os <strong>fatores inflamatórios</strong> como responsáveis pelo desenvolvimento dos septos fibrosos. </p>



<p>Em suma, durante o período menstrual, o organismo feminino secreta metaloproteases para que ocorra o sangramento. As metaloproteases, por sua vez, contêm a enzima gelatinase B, que desempenha importante função no processo inflamatório. Além disso, atingem a malha dérmica no tecido conjuntivo e nos interpontos que formam o tecido adiposo.</p>



<p>Como resultado, ocorre a ruptura das ligações terciárias das fibras de colágeno, levando a um processo inflamatório crônico.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Parte 1: De onde vem a celulite?" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/P0hKr6PZcWA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1ª: Avaliação de celulite</strong></h2>



<p>Seguindo a teoria da inflamação reincidente, tem-se que a celulite é dividida em <strong>fibrótica </strong>e <strong>inflamatória</strong>. Para elencar os recursos mais seguros e eficazes, é preciso, primeiramente, identificar em qual fase a afecção se encontra.</p>



<p>A<strong> termografia infravermelha</strong> é a principal forma de avaliação. Para avaliar, utiliza-se, como  base, a distribuição de temperatura na superfície tegumentar. Quando há uma diferença de 3-5 °C entre a região com celulite e as áreas adjacentes, tem-se que o quadro é inflamatório. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1108" height="1108" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2025/01/figura-41-a.jpg" alt="" class="wp-image-14625"/></figure>



<p>Em caso de não haver uma termografia infravermelha na sua clínica, a sugestão é tratar a afecção, inicialmente, como inflamatória, uma vez que recursos que diminuem fibrose podem acentuar a inflamação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2ª: Lipedema x Linfedema</strong></h2>



<p>Além disso, é necessário diferenciar a celulite de lipedema e linfedema.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Lipedema</strong></h3>



<p>O lipedema se trata de uma retenção hídrica, e o paciente costuma apresentar aumento de volume bilateral e simétrico dos membros inferiores. A afecção apresenta causa genética, mas também pode haver associação com distúrbios metabólicos, inflamatórios e hormonais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Linfedema</strong></h3>



<p>O linfedema trata-se do excesso de líquido intersticial no espaço tecidual, sendo sinal de insuficiência linfática. O exame físico pode identificar edema em qualquer segmento do corpo, e também é possível realizar uma inspeção palpatória nos centros linfonodais.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/jato-de-plasma-indicacoes-e-contraindicacoes/">Jato de plasma: indicações e contraindicações</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3ª: Plano de tratamento</strong> <strong>da celulite</strong></h2>



<p>O plano de tratamento se diferencia de acordo com o tipo de celulite.</p>



<p>Na <em>celulite inflamatória</em>, é possível associar eletroterapia, cosmetologia e nutricosméticos para garantir a entrega de resultados de qualidade.</p>



<p><strong>Eletroterapia:</strong></p>



<ul>
<li>Ultrassom pulsado 5%, terapia combinada pulsada (ultrassom pulsado + corrente elétrica) ou fototerapia de baixa intensidade</li>
</ul>



<p>Drenagem linfática manual, em direção aos sistemas linfáticos e em 45 mmHg.</p>



<p><strong>Nutricosméticos:</strong></p>



<ul>
<li>Cactínea, chapéu-de-couro, quercetina ou rutina</li>
</ul>



<p><strong>Cosméticos:</strong></p>



<ul>
<li>Cafeína</li>
</ul>



<p>Na <em>celulite fibrótica</em>, há diminuição de vascularização e produção excessiva de tecido.</p>



<p><strong>Eletroterapia:</strong></p>



<ul>
<li>Ultrassom contínuo (no máximo em 1,5 W/cm²), radiofrequência (sem ultrapassar os 37 °C), ou endermologia (deve-se aplicar o recurso em todos os sentidos da superfície corporal)</li>
</ul>



<p><strong>Cosméticos:</strong></p>



<ul>
<li><em>Ginkgo biloba, Ananas sativus ou Cynara scolymus</em></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Microagulhamento: 3 dicas para tratamento de cicatrizes de acne</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/microagulhamento-3-dicas-para-tratamento-de-cicatrizes-de-acne/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 22:02:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[cicatrizes de acne]]></category>
		<category><![CDATA[eletroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Microagulhamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para entregar resultados de excelência e garantir segurança na prática clínica, é indispensável que o profissional de Estética atente a algumas variáveis do tratamento. Pensando nisso, confira 3 dicas de microagulhamento em cicatrizes de acne.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Capaz de tratar afecções cuja apresentação clínica consiste em depressões da pele, o microagulhamento é um dos principais recursos mencionados pela literatura científica para o tratamento de cicatrizes de acne.</p>



<p>Em síntese, a técnica é realizada através de um dispositivo que contém microagulhas de 0,25 a 2,5 mm e que tem, como objetivo, promover microtraumatismos cutâneos e formar microcanais com perfurações do tegumento. No manejo de cicatrizes de acne, o microagulhamento gera um processo inflamatório controlado e, com isso, estimula a produção de colágeno sem promover uma desepitelização total da epiderme.</p>



<p>No entanto, para entregar resultados de excelência e garantir segurança na prática clínica, é indispensável que o profissional de Estética atente a algumas variáveis do tratamento. Pensando nisso, eu separei 3 dicas de microagulhamento em cicatrizes de acne.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Atente ao tipo de alteração cicatricial</strong></h2>



<p>Existem três tipos distintos de alterações cicatriciais de acne que podem surgir no ambiente clínico: as cicatrizes queloidianas, hipotróficas e hipertróficas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Queloide</h3>



<p>As cicatrizes queloidianas consistem em pápulas e nódulos vermelho-púrpuras que extravasam a borda da lesão, manifestando-se na parte superior do tronco em 90% dos casos. </p>



<p>Na Estética, ainda não há recursos bem elucidados para o tratamento desse tipo de alteração cicatricial. O microagulhamento é, portanto, contraindicado nesse caso.</p>



<p><strong>LEIA MAIS: <a href="https://joaotassinary.com.br/vapor-de-ozonio-na-limpeza-de-pele/">Vapor de ozônio na limpeza de pele</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Cicatrizes hipertróficas</h3>



<p>As cicatrizes hipertróficas de acne surgem devido a uma deposição excessiva de colágeno e a uma diminuição da atividade da colagenase. Para tratá-las, deve-se, em suma, realinhar as fibras de colágeno.</p>



<p>Tendo em vista os efeitos fisiológicos gerados pelo microagulhamento, contraindica-se a aplicação do recurso nesse tipo de alteração cicatricial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cicatrizes hipotróficas</h3>



<p>Dividindo-se em ice-pick, rolling e boxcar, as cicatrizes hipotróficas apresentam, em sua fisiopatologia, diminuição dos constituintes da derme, em especial o colágeno.</p>



<ul>
<li><strong>Ice-pick</strong>: Tratam-se de depressões cilíndricas verticais, profundas e estreitas;</li>



<li><strong>Rolling</strong>: Esse tipo de cicatriz hipotrófica se caracteriza como uma depressão superficial com dimensões variáveis. As suas características fisiológicas refletem a fibrose subjacente da derme e dos tecidos adiposos subcutâneos;</li>



<li><strong>Boxcar</strong>: As lesões do tipo boxcar são de formato oval ou circular bem delimitado, apresentando características mais alargadas.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="534" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2024/10/3-tipos.png" alt="" class="wp-image-14607"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Tipos de cicatrizes hipotróficas de acne</em></figcaption></figure></div>


<p>O microagulhamento é um excelente aliado no manejo das cicatrizes hipotróficas, entregando resultados eficazes no plano de tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Atribua os parâmetros ideais</strong> <strong>do microagulhamento</strong></h2>



<p>Para garantir os efeitos esperados e evitar intercorrências clínicas, deve-se, antes de tudo, atentar aos parâmetros de aplicação elencados em tratamentos com microagulhamento.</p>



<p>A literatura científica sugere o uso de agulhas de 1.5 mm quando o objetivo é estimular a produção de colágeno em alterações cicatriciais de acne. Ademais, quando utiliza-se o dispositivo roller, indica-se até 15 passadas; com caneta, é sugerido até 10 passadas. A aplicação deve ser feita em formato de asterisco.</p>



<p>A pressão vertical imposta pelo profissional, com o uso do roller, não deve ultrapassar 6 N, e é preciso, além disso, elencar movimentos uniformes de vai e vem.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="COMO APLICAR MICROAGULHAMENTO? | DR. JOÃO TASSINARY" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/EjMgCx-LGdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aposte no drug delivery</strong> <strong>pós-microagulhamento</strong></h2>



<p>Estudos sugerem que o microagulhamento tem a capacidade de facilitar a permeação transdérmica de ativos, potencializando, com isso, os efeitos do tratamento.</p>



<p>Portanto, após a aplicação, é indicado associar princípios ativos eficazes no manejo das cicatrizes de acne, como fatores de crescimento.</p>



<p>Sugestão de formulação tópica:</p>



<p><em>EGF 1%<br>bFGF 1%<br>Copper peptídeo 1%<br>Vitamina C nano 10%</em></p>



<p>Compreendendo os efeitos do microagulhamento e elencando o recurso de acordo com as evidências científicas, torna-se possível entregar resultados eficazes e seguros no tratamento de cicatrizes de acne.</p>
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		<title>7 perguntas e respostas sobre melasma</title>
		<link>https://joaotassinary.com.br/7-perguntas-e-respostas-sobre-melasma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2022 18:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[Melasma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tratamento de melasma ainda é alvo de muitas dúvidas. Por isso, eu esclareço 7 perguntas recorrentes sobre a afecção e que podem te auxiliar na Estética.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong>melasma </strong>tem como característica o aparecimento de manchas escuras na pele. Como causas, cita-se, principalmente, a radiação ultravioleta, os hormônios e os fatores externos.</p>



<p>Apesar de ser uma afecção estética de alta incidência na prática clínica, o tratamento de hiperpigmentação ainda é alvo de muitas dúvidas. Por isso, eu esclareço 7 perguntas recorrentes sobre a afecção e que podem te auxiliar na Estética.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como tratar melasma em paciente que se expõe à radiação solar?&nbsp;</strong></h2>



<p>Mesmo sabendo que a radiação solar é um dos principais agentes causadores do melasma, é comum que os pacientes trabalhem se expondo ao Sol. Nesses casos, ao apostar nos peelings químicos, deve-se evitar ativos capazes de gerar uma<strong> lesão excessiva na pele</strong>.</p>



<p>Existem 4 meios de atuar no tratamento de melasma: inibindo a ativação da melanina, sua síntese, sua transferência e, por fim, retirando o queratinócito pigmentado.&nbsp;</p>



<p>Sugiro, então, que você não elenque de forma excessiva os ativos que atuam na<strong> 4ª via do tratamento</strong>; isto é, cuidado com os <strong>queratolíticos</strong>.&nbsp;</p>



<p>Ácidos como retinoico, glicólico e salicílico removem o queratinócito pigmentado, mas deixam o estrato córneo desprotegido, aumentando a tendência à hiperpigmentação por causa externa. Ativos como a niacinamida e a vitamina C, que preservam a barreira mais superficial da pele, são bem-vindos nesses casos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É possível tratar melasma apenas com peeling químico?</strong></h2>



<p><strong>Sim</strong>, é possível. Tratamentos com peelings químicos são, inclusive, padrão ouro para esse tipo de hiperpigmentação cutânea.</p>



<p>Associando ao uso de protetor solar diário e dominando o processo de anamnese e os ativos indicados para cada caso, pode-se atingir excelentes resultados clínicos. Logo, não há necessidade de investir em grandes equipamentos de eletroterapia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são os principais ativos orais para tratamento de melasma?</strong></h2>



<p>Para o tratamento de melasma, destacam-se, principalmente, os ativos antioxidantes. Destaco:</p>



<ul>
<li><strong>Picnogenol</strong>: Trata-se de um sequestrante natural de todas as espécies de oxigênio reativas, reduzindo os danos causados pelos radicais livres induzidos pela radiação solar;</li>



<li><strong>Vitamina C </strong>e <strong>vitamina E</strong>: Possuem ação anti-inflamatória e ainda neutralizam espécies reativas de oxigênio, minimizando os efeitos da radiação solar na pele.</li>
</ul>



<p>Estudos também indicam o uso do ácido tranexâmico oral, porém, atente ao fato de que se trata de um inibidor da fibrinólise (processo que leva à quebra de coágulos sanguíneos e, consequentemente, protege o organismo contra os riscos de trombose e embolia).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="679" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ee_cosm-nutri-2-1024x679-1.jpeg" alt="" class="wp-image-14393" srcset="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ee_cosm-nutri-2-1024x679-1.jpeg 1024w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ee_cosm-nutri-2-1024x679-1-300x199.jpeg 300w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ee_cosm-nutri-2-1024x679-1-768x509.jpeg 768w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ee_cosm-nutri-2-1024x679-1-696x462.jpeg 696w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ee_cosm-nutri-2-1024x679-1-633x420.jpeg 633w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Microagulhamento pode ser elencado em casos de melasma?</strong></h2>



<p>Devido ao aumento da permeação transdérmica de ativos, o microagulhamento está descrito na literatura como coadjuvante no tratamento de melasma.</p>



<p>No entanto, essa é uma associação que eu <strong>não sugiro</strong>. Afinal, as pesquisas não descrevem o recurso como primeira opção de tratamento (além de não apontar em qual rota o recurso atua), e o seu efeito principal — isto é, o aumento da permeação transdérmica de ativos — pode ser obtido com o uso de <strong>queratolíticos</strong>, que trazem maior eficácia e menor risco de efeitos adversos.   </p>



<p><strong>DICA DE VÍDEO:</strong> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RIEmH0ne0ig">Segue uma dica de fórmula para melasma na descrição!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como tratar pele sensível com fototipo alto?</strong></h2>



<p>Apesar de ser menos comum, é possível que um paciente com fototipo alto tenha pele sensível. Como proceder nesse caso?</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="135" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-42-1024x135-1.png" alt="" class="wp-image-14392" srcset="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-42-1024x135-1.png 1024w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-42-1024x135-1-300x40.png 300w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-42-1024x135-1-768x101.png 768w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-42-1024x135-1-696x92.png 696w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Em primeiro lugar, indique o uso de peeling químico somente em home care, uma vez que as chances de um efeito adverso se tornam menores.</p>



<p>Depois, evite os ativos queratolíticos, como glicólico, salicílico e retinoico. Nesses casos, os ativos elencados devem<strong> inibir tirosinase</strong> e <strong>restaurar o sistema tegumentar</strong>; é o caso da niacinamida, do azelaico, do mandélico, do arbutin e do tranexâmico.&nbsp;</p>



<p>Princípios ativos orais também são bem-vindos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como promover rejuvenescimento em paciente com melasma?</strong></h2>



<p>Considerando a fisiopatologia do melasma, qualquer tipo de estresse sobre o tegumento, como, por exemplo, calor ou lesão, pode resultar em uma resposta de defesa dos melanócitos, o que favorece o surgimento de melasma.</p>



<p>Quando o envelhecimento cutâneo e a hiperpigmentação estão associados, indica-se evitar recursos que promovem uma inflamação exacerbada e, consequentemente, resultam em aumento da síntese de melanina, como microagulhamento, jato de plasma e radiofrequência.</p>



<p>Opte por ativos antioxidantes para, assim, tratar as duas afecções. Alguns exemplos são:</p>



<ul>
<li>Vitamina C</li>



<li>Ácido azelaico</li>



<li>Cisteamina</li>



<li>Ácido kójico</li>



<li>Resveratrol</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ultrassom é indicado para tratamento de melasma?&nbsp;</strong></h2>



<p>O ultrassom já está bem consolidado na estética corporal; porém, percebe-se que o seu uso na área de facial tem crescido cada vez mais.&nbsp;</p>



<p>Ainda <strong>não temos evidências</strong> que suportem a aplicação do ultrassom de 5 MHz para o tratamento de melasma, mesmo que algumas pesquisas apontem a aplicação do recurso nessa frequência como forma de facilitar a permeação transdérmica de ativos, principalmente a vitamina C.</p>



<p>No entanto, ainda não vejo a necessidade de elencar o equipamento em casos de hiperpigmentação. Temos outras técnicas com maior nível de evidência científica, e que apresentam maior garantia de bons resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>Apesar da complexidade que envolve o tratamento de melasma, a prática baseada em evidências é capaz de garantir eficácia e segurança nos resultados clínicos.</p>



<p>Por isso, avalie o paciente de forma integral e aposte nos recursos já consolidados na literatura científica.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/microdermoabrasao-indicacoes-e-parametros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Microdermoabrasão: indicações e parâmetros</a></strong></p>
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		<title>3 pontos para você entender a celulite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 20:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Avaliação corporal]]></category>
		<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Celulite]]></category>
		<category><![CDATA[eletroterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento de Celulite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A chegada do verão traz um aumento significativo na busca por tratamentos estéticos corporais. Dentre as queixas mais recorrentes nas clínicas, a celulite, sem dúvida alguma, merece destaque. Pensando nisso, separei três pontos que devem ser dominados para garantir a entrega de resultados eficazes nessa afecção: (1) surgimento, (2) avaliação e (3) plano de tratamento.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A chegada do verão traz um aumento significativo na busca por tratamentos estéticos corporais. Dentre as queixas mais recorrentes nas clínicas, a celulite, sem dúvida alguma, merece destaque.</p>



<p>Pensando nisso, separei três pontos que devem ser dominados para garantir a entrega de resultados eficazes nessa afecção: (1) surgimento, (2) avaliação e (3) plano de tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afinal, por que surge a celulite?</strong></h2>



<p>Temos, na literatura científica, três principais teorias que buscam explicar o motivo pelo qual a celulite surge: <strong>arquitetura subcutânea do tecido conjuntivo</strong>,<strong> alterações vasculares</strong> e<strong> inflamação reincidente</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Arquitetura subcutânea do tecido conjuntivo</strong></h3>



<p>Trata-se da teoria que explica o motivo pelo qual <strong>90% das mulheres</strong> apresentam celulite em alguma fase da vida, enquanto essa incidência cai para <strong>0,2% em homens</strong>.&nbsp;</p>



<p>De modo geral, o tecido conjuntivo do organismo feminino se dispõe radialmente ou perpendicular à superfície da pele, resultando em compartimentos retangulares que, aliados à alteração de pressão a que os adipócitos são submetidos na puberdade, levam as câmaras de gorduras celulares e as papilas adiposas a mudarem de formato. O volume, porém, não é alterado.</p>



<p>Logo, ocorre a extrusão das papilas na interface derme-hipoderme, <strong>modificando a aparência da pele</strong>. Nos homens, por outro lado, os septos fibrosos são menores e arranjados em planos oblíquos com pequenos lóbulos de gordura.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="628" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Grupo-18065-1024x628.png" alt="" class="wp-image-14230" srcset="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Grupo-18065-1024x628.png 1024w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Grupo-18065-300x184.png 300w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Grupo-18065-768x471.png 768w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Grupo-18065-696x427.png 696w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Grupo-18065-1068x655.png 1068w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Grupo-18065-685x420.png 685w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Grupo-18065.png 1361w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem retirada do livro Raciocínio Clínico Aplicado à Estética Corporal</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Alterações vasculares</strong></h3>



<p>Aqui, tem-se que a formação de fibrose e a proliferação de fibroblastos, quando contornam as células adiposas, levam à <strong>falência circulatória</strong> e à<strong> insuficiência metabólica tecidual</strong>.</p>



<p>Como resultado, e com o avanço desses processos, há a degeneração do tecido adiposo e a fibrose avançada nos tecidos próximos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Inflamação reincidente</strong></h3>



<p>Sendo a mais aceita na literatura científica, a teoria da inflamação reincidente cita os <strong>fatores inflamatórios</strong> como responsáveis pelo desenvolvimento dos septos fibrosos.</p>



<p>Durante o período menstrual, o organismo feminino secreta <strong>metaloproteases </strong>para que ocorra o sangramento. As metaloproteases contêm a enzima <strong>gelatinase B</strong>, que desempenha importante função no processo inflamatório, e também atingem a malha dérmica no tecido conjuntivo e nos interpontos que formam o tecido adiposo.</p>



<p>Como resultado, há a ruptura das ligações terciárias das fibras de colágeno, resultando em um <strong>processo inflamatório crônico</strong>.</p>



<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://joaotassinary.com.br/10-duvidas-sobre-estetica-corporal-que-voce-deve-esclarecer-antes-de-2022/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dúvidas sobre estética corporal que você deve esclarecer antes de 2022</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como avaliar o tipo de celulite?</strong></h2>



<p>A teoria da inflamação reincidente divide a afecção em dois tipos: <strong>fibrótica e inflamatória</strong>. Definir em qual estágio a celulite se encontra é o ponto de partida da prática estética, uma vez que elencar as condutas erradas compromete o tratamento e pode, ainda, piorar o quadro.</p>



<p>No entanto, o olhar clínico não basta para diferenciar se a celulite é inflamatória ou fibrótica. A principal forma de avaliação é a<strong> termografia infravermelha</strong>.&nbsp;</p>



<p>Por meio dela, determina-se em qual estágio a afecção se encontra, e a forma de avaliar é com base na distribuição de temperatura da superfície tegumentar: nos casos em que há uma diferença de <strong>3-5°C</strong> entre a região com celulite e as áreas próximas, o quadro é inflamatório.&nbsp; </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/figura-41-a-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-14233" srcset="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/figura-41-a-1024x1024.jpg 1024w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/figura-41-a-300x300.jpg 300w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/figura-41-a-150x150.jpg 150w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/figura-41-a-768x768.jpg 768w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/figura-41-a-696x696.jpg 696w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/figura-41-a-1068x1068.jpg 1068w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/figura-41-a-420x420.jpg 420w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/12/figura-41-a.jpg 1108w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem retirada do livro Bases e Métodos de Avaliação Aplicados à Estética</figcaption></figure>



<p>Porém, caso não tenha uma câmera termográfica disponível, sugiro que a afecção seja tratada, inicialmente, como <strong>inflamatória</strong>, porque aplicar recursos que buscam diminuir o processo fibrótico onde há inflamação pode acentuar ainda mais a condição.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Não confunda a afecção</strong></h3>



<p>Outro ponto que merece atenção na estética corporal é a confusão que há, muitas vezes, entre <strong>lipedema</strong>, <strong>linfedema </strong>e <strong>celulite</strong>. Avaliar de forma minuciosa é o ponto de partida para o sucesso do tratamento.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Lipedema</strong></h4>



<p>Nesta afecção há <strong>retenção hídrica</strong>, e o paciente costuma apresentar aumento de volume bilateral e simétrico dos membros inferiores, uma vez que ocorre deposição subcutânea de gordura. A influência genética é, de modo geral, a principal causa da afecção, mas também suspeita-se da associação com distúrbios metabólicos, inflamatórios e hormonais.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Linfedema</strong></h4>



<p>O linfedema refere-se ao excesso de líquido intersticial no espaço tecidual, sinal de <strong>insuficiência linfática</strong>. Para avaliar, é possível recorrer ao exame físico, atentando à presença de edema em qualquer segmento de corpo e, além disso, realizar uma inspeção palpatória nos centros linfonodais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Plano de tratamento</strong></h2>



<p>Levar em conta as características fisiológicas do estágio em que a celulite se encontra é indispensável para definir quais condutas terapêuticas podem ser elencadas com segurança e eficácia clínica.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Celulite inflamatória</strong></h3>



<p>Este tipo de celulite é caracterizado por uma <strong>hipertrofia do tecido adiposo</strong> e pela <strong>presença de edema</strong>. Por isso, as condutas para tratamento que têm respaldo na literatura e que permeiam o mundo da eletroterapia, das terapias manuais, da cosmetologia e dos nutricosméticos são:</p>



<p><em>Eletroterapia</em><br>&#8211; <strong>Ultrassom pulsado 5%</strong><br>ou<br>&#8211;<strong> Terapia combinada pulsada</strong> (ultrassom pulsado + corrente elétrica)<br>ou<br>&#8211; <strong>Fototerapia de baixa intensidade&nbsp;</strong></p>



<p><em>Drenagem linfática manual</em>, feita de forma rítmica, em direção aos sistemas linfáticos e em 45 mmHg</p>



<p><em>Nutricosméticos</em><br>&#8211; <strong>Cactinea</strong><br>ou<br>&#8211; <strong>Chapéu-de-couro</strong><br>ou<br>&#8211; <strong>Quercetina</strong><br>ou<br>&#8211; <strong>Rutina</strong></p>



<p><em>Cosméticos</em><br>&#8211; <strong>Cafeína</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Celulite fibrótica</strong></h3>



<p>Quando há fibrose envolvida na patogênese da celulite, percebe-se<strong> diminuição de vascularização</strong> e <strong>produção excessiva de tecido</strong>. Logo, é preciso aquecer o tecido de forma controlada e, para isso, sugiro:</p>



<p><em>Eletroterapia</em><br>&#8211; <strong>Ultrassom contínuo</strong> em, no máximo, 1,5 W/cm²<br>ou<br>&#8211; <strong>Radiofrequência</strong>, sem ultrapassar os 37°C<br>ou<br>&#8211; <strong>Endermologia</strong></p>



<p>Ao elencar a endermologia, lembre-se de aplicar o recurso em <strong>todos os sentidos da superfície corporal</strong>, uma vez que as fibras de colágeno têm caráter tridimensional.&nbsp;</p>



<p><em>Cosmetologia</em><br>&#8211; <strong><em>Ginkgo biloba</em></strong> <br>ou<br>&#8211; <strong><em>Ananas sativus</em></strong><br>ou<br>&#8211; <strong><em>Cynara scolymus</em></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>Em síntese, raciocínio clínico deve ser a diretriz de qualquer tratamento estético. Porém, quando o assunto é celulite, as diferentes apresentações clínicas e condutas terapêuticas disponíveis exigem atenção redobrada por parte do profissional.</p>



<p></p>
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		<title>Intercorrências na Estética: como evitar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 19:51:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intercorrências da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos adversos]]></category>
		<category><![CDATA[estética científica]]></category>
		<category><![CDATA[estética facial]]></category>
		<category><![CDATA[intercorrências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como em toda área da Saúde, é possível que intercorrências surjam na prática estética. Por isso, eu trago alguns dos principais efeitos indesejados que podem ocorrer no nosso dia a dia, e dicas de como garantir uma prática clínica segura e eficaz.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como em toda área da Saúde, é possível que intercorrências surjam na prática estética.</p>



<p>Para evitá-las, precisamos pensar clinicamente e seguir as evidências científicas. Por isso, eu trago alguns dos principais efeitos indesejados que podem ocorrer no nosso dia a dia, e dicas de como garantir uma prática clínica segura e eficaz.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Intercorrências na cosmetologia</strong></h2>



<p>Especialmente quando o assunto é estética facial, a cosmetologia é uma grande aliada da prática clínica. No entanto, as intercorrências também podem surgir quando elencamos cosméticos na pele dos pacientes.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Peeling químico</strong></h3>



<p>Os peelings químicos têm eficácia comprovada no tratamento de diversas disfunções – desde hiperpigmentação cutânea até acne. Apesar disso, não é incomum que a aplicação resulte em queimaduras. Mas por que isso acontece?</p>



<p>Destaco dois motivos principais:</p>



<p><strong>1º Avaliação ineficaz:</strong> Antes de aplicar qualquer recurso na face, é preciso entender o tipo de pele do paciente. Variáveis como sensibilidade, resistência e fototipo direcionam o plano de tratamento, uma vez que definem indicações e contraindicações. Por isso, antes de optar pelo peeling químico, <strong>avalie a pele</strong> de quem está buscando intervenção estética. O protocolo de Fitzpatrick e o questionário de Baumann são, hoje, as melhores ferramentas para essa finalidade.</p>



<p><strong>2º pH e concentrações incorretas:</strong> A avaliação do tipo de pele também é uma diretriz para definir o pH e a concentração do ácido. pH’s muito baixos e concentrações altas em peles sensíveis, com pouca resistência ou de determinados fototipos podem causar queimaduras.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ativos alergênicos</strong></h3>



<p>Na cosmetologia, os <strong>aditivos de cor e odor</strong> são a causa nº 1 da dermatite de contato. Afinal, quando aplicamos recursos que retiram uma parte do estrato córneo, como o peeling físico, aumentamos a permeação transdérmica de ativos; consequentemente, a pele se torna mais suscetível às respostas alérgicas de fragrâncias e corantes.</p>



<p>O artigo “<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24656778/">Allergic Contact Dermatitis Caused by Cosmetic Products</a>” traz casos de dermatite de contato causada por produtos cosméticos. A <strong>figura 3</strong>, por exemplo, refere-se a um eczema de contato ocasionado por fragrâncias; na <strong>figura 2</strong>, temos eczema crônico provocado por cocamidopropil betaína presente em um cosmético.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb38b17-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-14156" srcset="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb38b17-1024x576.jpg 1024w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb38b17-300x169.jpg 300w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb38b17-768x432.jpg 768w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb38b17-696x392.jpg 696w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb38b17-1068x601.jpg 1068w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb38b17-747x420.jpg 747w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb38b17.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Casos de dermatite de contato.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Intercorrências na eletroterapia</strong></h2>



<p>A eletroterapia é uma das principais aliadas nos tratamentos estéticos, tanto em termos de facial quanto corporal. No entanto, para garantir a entrega de resultados, é muito importante estudar a relação entre os princípios físicos e as respostas fisiológicas para evitar ao máximo efeitos indesejados.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Associação de recursos inflamatórios</strong></h3>



<p>Ao tratar afecções como cicatrizes de acne, flacidez e estrias, promover um processo inflamatório é essencial para a entrega de resultados. Para isso, utiliza-se recursos como microagulhamento, microdermoabrasão e carboxiterapia.&nbsp;</p>



<p>No entanto, é necessário estar atento à inflamação exacerbada decorrente da associação de recursos que têm o mesmo efeito no tegumento, já que pode levar a uma <strong>lesão descontrolada</strong>.</p>



<p>A dica que eu deixo é: nas semanas pós-procedimento inflamatório e antes de uma nova sessão, opte por recursos que promovem a <strong>regeneração tecidual</strong>, como a fototerapia.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Remoção do estrato córneo</strong></h3>



<p>Tome cuidado com a aplicação de recursos que retiram parte do estrato córneo, como a microdermoabrasão e o microagulhamento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>É claro que esse é um excelente meio de aumentar a permeação transdérmica de ativos, mas os microcanais que são abertos no procedimento facilitam a entrada de agentes patógenos, aumentando o <strong>risco de contaminação</strong> do tegumento e infecções locais.&nbsp;</p>



<p>O estudo “<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29025223/">Unusual Presentation of Tinea Corporis Associated With the Use of a Microneedling Device</a>” aborda um caso de contaminação por <em>Tinea corporis</em> pós-microagulhamento, atingindo braços e pernas da paciente. De modo geral, o rompimento da epiderme facilitou a infecção.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb35c30-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-14157" srcset="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb35c30-1024x576.jpg 1024w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb35c30-300x169.jpg 300w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb35c30-768x432.jpg 768w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb35c30-696x392.jpg 696w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb35c30-1068x601.jpg 1068w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb35c30-747x420.jpg 747w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/10/5e99a2fb35c30.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Contaminação por <em>Tinea corporis</em> pós-microagulhamento.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>&nbsp;Lembre de revisar os seus aparelhos</strong></h3>



<p>Os aparelhos disponíveis na Estética devem receber atenção especial do profissional que busca a segurança clínica.&nbsp;</p>



<p>Para evitar algumas intercorrências — como queimaduras, por exemplo — é fundamental organizar os processos da sua clínica a fim de incluir a <strong>revisão dos seus equipamentos</strong>, de acordo com a periodicidade recomendada.&nbsp;</p>



<p>Já no caso de aluguel de equipamentos, é seu direito exigir o laudo de calibração.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Nutricosméticos</strong></h2>



<p>A associação de nutricosméticos ao plano de tratamento é capaz de potencializar a entrega de resultados. Porém, antes de optar por qualquer suplementação, deve-se <strong>avaliar o perfil do paciente </strong>para definir indicações e contraindicações.</p>



<p>Como um exemplo de possível complicação, eu trago a reportagem “<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-45975898">Como um suplemento alimentar me colocou na fila do transplante de fígado</a>”. Resumidamente, a epigalocatequina-3-galato presente no chá-verde pode ser prejudicial em alguns perfis de pacientes; neste caso, o suplemento levou a uma lesão hepática.&nbsp;</p>



<p>Além disso, quando nos referimos ao uso da <em>Camellia sinensis</em>, é essencial atentar ao consumo por pacientes metabolizadores lentos de cafeína, que, consequentemente, têm maior risco de apresentar reações adversas com a suplementação.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Raciocínio clínico é probabilidade!</strong></h2>



<p>Estamos todos suscetíveis a intercorrências na Estética. Mesmo seguindo uma rotina de procedimentos em prol da segurança do paciente, precisamos entender que nada que se refere ao organismo humano é exato.</p>



<p>Assim, além de acompanhar as evidências acerca dos procedimentos (especialmente os mais recentes), considero muito importante ter uma rede de relacionamento com profissionais de áreas afins, com os quais você pode trocar ideias e construir uma visão integral sobre o paciente.</p>
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		<title>Celulite: tratamentos e fisiopatologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jun 2021 17:04:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Avaliação corporal]]></category>
		<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Celulite]]></category>
		<category><![CDATA[fisiopatologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudos apontam que entre 85% e 98% das mulheres apresentam algum grau de celulite. Além disso, essa condição é o motivo de grande parte das queixas corporais que chegam até as clínicas, já que os seus aspectos estéticos costumam causar incômodo nas pacientes.&#160; Com o objetivo de elucidar os processos que constituem os quadros celulíticos [&#8230;]</p>
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<p>Estudos apontam que entre <strong>85% e 98% das mulheres</strong> apresentam algum grau de celulite. Além disso, essa condição é o motivo de grande parte das queixas corporais que chegam até as clínicas, já que os seus aspectos estéticos costumam causar incômodo nas pacientes.&nbsp;</p>



<p>Com o objetivo de elucidar os processos que constituem os quadros celulíticos e trazer os recursos terapêuticos que apresentam eficácia comprovada, reuni um pouco do meu conhecimento teórico e prático sobre essa condição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As teorias da formação da celulite</h2>



<p>Existem três teorias que buscam explicar as causas da celulite, que podemos dividir em:</p>



<ul>
<li>Arquitetura subcutânea do tecido conjuntivo</li>



<li>Alterações vasculares</li>



<li>Inflamação reincidente</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Arquitetura subcutânea do tecido conjuntivo</h3>



<p>A alta incidência de celulite em indivíduos do sexo feminino (em média, 90% da população) pode ser explicada com base nessa hipótese.&nbsp;</p>



<p>De acordo com ela, o tecido conjuntivo das mulheres dispõe-se de forma <strong>radial ou perpendicular à superfície da pele</strong>, levando à formação de compartimentos retangulares que, consequentemente, facilitam a extrusão das papilas na região derme-hipoderme. Com isso, a aparência superficial da pele é modificada.</p>



<p>Quanto à estrutura do tecido conjuntivo dos homens, tem-se que os septos fibrosos são menores e arranjados em planos oblíquos com pequenos lóbulos de gordura. Explica-se, assim, o porquê de apenas 2% da população masculina possuir celulite.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="560" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/arquitetura.png" alt="" class="wp-image-14003" srcset="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/arquitetura.png 1024w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/arquitetura-300x164.png 300w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/arquitetura-768x420.png 768w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/arquitetura-696x381.png 696w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Alterações vasculares</h3>



<p>Segundo essa teoria, a formação de fibrose e a proliferação de fibroblastos, quando contornam as células adiposas, resultam em falência circulatória e insuficiência metabólica do tecido. O avanço desses processos, por sua vez, levam à degeneração do tecido adiposo e a uma fibrose avançada nos tecidos adjacentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Inflamação reincidente</h3>



<p>Aqui, propõe-se que um processo inflamatório crônico é a causa do desenvolvimento dos septos fibrosos. </p>



<p>De forma geral, as características da atividade hormonal presente no ciclo menstrual causam uma <strong>deterioração da malha de colágeno dérmica</strong>, e, tendo em vista que esse é um processo que ocorre mensalmente, há um enfraquecimento da derme (reticular a papilar), permitindo a invasão de conteúdo adiposo subcutâneo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Termografia infravermelha como ferramenta de avaliação</h2>



<p>A termografia infravermelha é um equipamento que tem a capacidade de detectar a luz infravermelha que o corpo emite com base nas faixas de temperatura.</p>



<p>De acordo com a teoria do processo inflamatório, a celulite passa por duas fases de desenvolvimento patológico: <strong>inflamação </strong>e <strong>fibrose</strong>. A termografia tem a capacidade de diferenciar esses estágios da afecção, visto que verifica a distribuição da temperatura na superfície tegumentar, identificando a presença de edema. Caso exista uma diferença de <strong>3-5°C</strong> entre a região com celulite e as áreas adjacentes, o quadro é inflamatório.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="560" src="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/avaliação.png" alt="" class="wp-image-14004" srcset="https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/avaliação.png 1024w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/avaliação-300x164.png 300w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/avaliação-768x420.png 768w, https://joaotassinary.com.br/wp-content/uploads/2021/05/avaliação-696x381.png 696w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Ressalto que aplicar recursos que visam diminuir processos fibróticos em afecções que têm uma inflamação envolvida pode acentuar ainda mais a condição. Por isso, caso o profissional não tenha a termografia infravermelha na clínica, o caso deve, inicialmente, ser tratado como inflamatório.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Recursos terapêuticos</h2>



<p>Assim que for definida a fase da patologia, pode-se estabelecer o plano de tratamento. Trago, então, algumas associações de condutas que elenco em cada caso.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Celulite inflamatória</h3>



<p>Tendo em vista que a celulite apresenta hipertrofia do tecido adiposo e edema quando se trata de uma inflamação, os recursos capazes de trazer resultados eficazes são:</p>



<ul>
<li><strong>Ultrassom pulsado</strong> <strong>+</strong> <strong>Corrente russa</strong></li>



<li><strong>Ultrassom pulsado</strong> <strong>+</strong> <strong>Drenagem linfática manual</strong></li>
</ul>



<p>O aparelho de ondas sonoras, nesse caso, deve ser ciclado em modo pulsado a 5%, com frequência de 3 MHz, e dose de 1,5 W/cm².</p>



<p>Ao aplicar ultrassom, eu indico que elenque a fonoforese, substituindo o gel por um princípio ativo. Em casos de celulite inflamatória, a formulação ideal é <strong>cafeína 5%</strong> ou <strong>rutina 3%</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Celulite fibrótica</h3>



<p>Uma vez que quadros que apresentam fibrose possuem uma diminuição de vascularização e produção excessiva de tecido, eu sugiro optar por uma das seguintes associações:</p>



<ul>
<li><strong>Ultrassom contínuo</strong> (3 MHz e dose de 1,5 W/cm²) <strong>+</strong> <strong>Endermologia</strong> (deslizar a manopla em todos os sentidos sobre a superfície do corpo)</li>



<li><strong>Radiofrequência</strong> (não ultrapassar 38°C) <strong>+</strong> <strong>Terapia manual</strong></li>



<li><strong>Ondas de choque</strong></li>
</ul>



<p>No ultrassom contínuo, substituir o gel por<strong> cafeína 5% </strong>na técnica de fonoforese<strong> </strong>é um método eficaz.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lipedema, linfedema ou celulite?</h2>



<p>Em diversos casos, a ineficácia na hora de entregar resultado está relacionada ao erro na avaliação. Quando tratamos de celulite, é comum que profissionais confundam a afecção com outras duas condições que, no entanto, exigem recursos terapêuticos muito diferentes: o <strong>lipedema </strong>e o <strong>linfedema</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Lipedema</h3>



<p>Trata-se de uma patologia caracterizada pela tendência do paciente a apresentar aumento de volume bilateral e simétrico dos membros inferiores, em decorrência de uma deposição subcutânea de gordura. Nela, há retenção hídrica e uma possível relação genética.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Linfedema</h3>



<p>Compreende-se essa condição como um excesso de líquido intersticial no espaço tecidual devido a uma alteração do sistema linfático. Deve-se avaliar a presença de edema em todos os segmentos corporais, além de realizar uma inspeção palpatória dos centros linfodonais.</p>
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		<title>Qual o melhor tratamento para Olheiras? Te conto agora.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2018 20:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética Avançada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As olheiras são consideradas na atualidade uma das afecções estéticas faciais de maior incidência em clínicas e consultórios da área, e tecnicamente também podem ser denominadas: hiperpigmentação periorbital, hiperpigmentação das pálpebras, hipercromia cutânea idiopática da região orbital, hiperpigmentação infra-orbital, ou ainda, hiperpigmentação periocular. Definição de Olheira A hiperpigmentação periocular ou simplesmente olheira, pode ser definida [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As olheiras são consideradas na atualidade uma das afecções estéticas faciais de maior incidência em clínicas e consultórios da área, e tecnicamente também podem ser denominadas: hiperpigmentação periorbital, hiperpigmentação das pálpebras, hipercromia cutânea idiopática da região orbital, hiperpigmentação infra-orbital, ou ainda, hiperpigmentação periocular.</span></p>
<h2><b>Definição de Olheira</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A hiperpigmentação periocular ou simplesmente olheira, pode ser definida como uma mácula hipercrômica homogênea na região infraorbitária bilateral, e mesmo que seja considerada uma afecção puramente estética/visual, estudos apontam que pode causar um importante impacto na qualidade de vida dos pacientes, conferindo a estes uma imagem pessoal de cansaço e envelhecimento.</span></p>
<h2><b>Agentes causadores da Olheira</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso do tratamento das olheiras passa pelo entendimento de seus agentes causadores, que envolvem variáveis intrínsecas, como carga genética ou extrínsecas como a privação de sono e tabagismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, a literatura sugere fatores causais como o verdadeiro norte no momento de elencar condutas terapêuticas de sucesso, são elas:</span></p>
<ol>
<li><strong>Deposição Dérmica de Melanina:</strong><span style="font-weight: 400;"> alteração na síntese de melanina que altera a pigmentação da pele e é uma das principais causas de olheiras.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> <strong>Edema periorbital: </strong></span><span style="font-weight: 400;">a região palpebral apresenta uma característica de “esponja”, que acumula fluidos gerando casos de edema local ou sistêmico.</span></li>
<li><strong>Vasculatura de localização superficial:</strong><span style="font-weight: 400;"> a vascularização intensa pode ser uma causa devido a coloração dos vasos alterar a tonalidade da pele na região.</span></li>
<li><strong>Depressão do sulco lacrimal:</strong><span style="font-weight: 400;"> o sulco lacrimal é uma depressão centrada no lado medial da borda orbital inferior.</span></li>
<li><strong>Hiperpigmentação pós-inflamatória:</strong><span style="font-weight: 400;"> a olheira é resultado de uma hiperpigmentação pós-inflamatória.</span></li>
</ol>
<p><iframe loading="lazy" title="Aquele vídeo que todo mundo gosta! #estetica  #esteticafacial 💆 #olheiras  #biomedicinaestetica" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/WvJsKQPJ1CY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2><b>Tratamentos ouro para eliminar a olheira</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredito que os tratamentos mais assertivos para as olheiras, passam justamente por atuar sobre esses fatores causais, levando em consideração que a depressão do sulco lacrimal e a alteração na síntese de melanina são de alta incidência e merecem atenção. </span></p>
<h2><b>Conclusão e dicas finais</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Finalizo dando <span style="background-color: #ffcc00;">três dicas importantes</span> para os profissionais que realmente querem ter resultados no tratamento de olheiras:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">I<strong>dentificar o fator causal é fundamental para decidir o plano de tratamento.</strong></span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Exemplo: </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Depressão do sulco lacrimal = carboxiterapia; </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Hiperpigmentação pós inflamatória = peeling químico</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Os tratamentos levam em média 4 semanas para apresentarem resultados satisfatórios.</strong> </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Por que? Porque é o tempo de um queratinócito da camada basal da epiderme chegar até a camada córnea.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><strong>Retirar variáveis extrínsecas que causam olheiras ampliam os resultados clínicos.</strong><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Exemplo: privação de sono e tabagismo.</span></li>
</ol>
<p><iframe loading="lazy" title="Tipos de olheiras!" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/SdryqDBN16k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compartilhe este post com os colegas de profissão e não deixe de comentar aqui suas experiências clínicas no tratamento de Olheiras! Este é um campo aberto para discussão de Estética e sua participação é importante pra mim.</span></p>
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		<title>Celulite inflamatória: 10 artigos para encerrar a discussão!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Aug 2018 20:59:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como vocês já devem ter notado, celulite é um assunto complexo e levanta muita polêmica sobre fisiologia e tratamentos. Recentemente, vi algumas publicações e recebi vários questionamentos de colegas me pedindo, afinal, se há ou não inflamação na celulite. A literatura científica traz evidências que SIM. Em resumo, podemos extrair o seguinte: No primeiro artigo, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Como vocês já devem ter notado, celulite é um assunto complexo e levanta muita polêmica sobre fisiologia e tratamentos. Recentemente, vi algumas publicações e recebi vários questionamentos de colegas me pedindo, afinal, <strong>se há ou não inflamação na celulite. A literatura científica traz evidências que SIM.</strong></span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="O quanto você sabe sobre celulite?" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/zu0ZI435z-s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Em resumo, podemos extrair o seguinte:</h2>
<p>No primeiro artigo, publicado em uma das melhores revistas da nossa área, a Clinics in Dermatology em 2013, os autores trazem as hipóteses que indicam o processo inflamatório, como podemos ver no trecho <span style="background-color: #ffff99;">&#8220;Há hipóxia tecidual, redução na expressão de citocinas pró-inflamatórias, redução na expressão de adiponectina e a formação de fios de colágeno que conectam o tecido adiposo à pele adjacente&#8221;.</span></p>
<p>O segundo estudo, por sua vez, faz uma revisão sobre a etiologia da celulite e foi publicado no Jornal Europeu da Academia de Dermatologia, cita que a patologia tem uma inflamação crônica, e inclusive, trazem uma teoria que trago no nosso livro Raciocínio Clínico Aplicado à Estética Corporal, que diz o seguinte: <span style="background-color: #ffff99;">&#8220;Que cada período menstrual da mulher desencadeia uma inflamação crônica que causa destruição do colágeno no momento da formação da celulite&#8221;.</span></p>
<p>A terceira evidência, se assim posso chamar, publicada no Jornal Internacional de Dermatologia, nos traz uma análise de biópsia feita em mulheres, em tecido com celulite, e nos mostra que a adiponectina estava reduzida. Só para explicar, a adiponectina é uma importante adipocina anti-inflamatória que induz a expressão de TL 10 em macrófogos humanos, ou seja, processo inflamatório.</p>
<p>Em mais uma revisão bibliográfica, esta publicada na revista Cosmetologia e Laser, podemos destacar que <span style="background-color: #ffff99;">&#8220;Fatores inflamatórios, numa perspectiva sobre celulite, Kliegman relatou o aparecimento difuso de inflamação crônica nas células, incluindo macrófagos e linfócitos no septo fibroso de biópsias de celulite.&#8221;</span></p>
<p>Em 2017, um estudo levantou mais indícios sobre inflamação, e conclui o seguinte: <span style="background-color: #ffff99;">Fatores inflamatórios tem sido propostos na patogênese da celulite, com o pensamento de que a inflamação crônica pode desempenhar um papel no desenvolvimento de septos fibrosos.</span><br />
E não paramos por aí! Como você viu no vídeo, agora, em Março de 2018, foi publicada uma pesquisa muito rica no Jornal de Cosmetologia e Dermatologia, onde se citou que <span style="background-color: #ffff99;">&#8220;Há evidências que macrófagos e linfócitos foram relatados nos septos fibrosos de biópsia em tecidos com celulite, mostrando potencial desenvolvimento de doenças crônicas de baixo grau de inflamação e também atrofia dérmica.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-size: revert; color: initial;">&#8220;O segredo do tratamento da celulite é a avaliação. O profissional que avaliar corretamente terá a capacidade de elencar as melhores condutas clínicas&#8221;</span></p>
<p>João Tassinary</p>
<p>E claro, deixo o campo aberto para discutirmos sobre celulite, inflamação e quaisquer outros temas relacionados à estética aqui abaixo, nos comentários. Fique à vontade para compartilhar este post e enviar suas dúvidas pra gente.</p>
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		<title>Obesidade e Estética: Ciência contradiz tratamento da obesidade como afecção estética. O que fazer?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Tassinary]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2017 13:53:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética Avançada]]></category>
		<category><![CDATA[Patologias da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamentos da Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O dia 11 de outubro é considerado o dia mundial do combate à obesidade, e o Brasil está entre os países com o maior número de casos. O cenário é preocupante, atingindo 20% das pessoas adultas no país, o que representa cerca de 40 milhões de pessoas! Ou seja: a cada cinco pessoas, uma é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O dia 11 de outubro é considerado o dia mundial do combate à obesidade, e o Brasil está entre os países com o maior número de casos. O cenário é preocupante, atingindo 20% das pessoas adultas no país, o que representa cerca de 40 milhões de pessoas! <strong>Ou seja: a cada cinco pessoas, uma é obesa.</strong> Por isso, nada mais justo do que falar um pouco sobre a obesidade e o que nós, da Estética, podemos fazer a respeito! Neste post, quero comentar assuntos importantes, como por exemplo:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cenário brasileiro de obesidade</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Como chegamos a este ponto?</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Como a Estética pode ajudar a mudar este cenário?</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O que a ciência diz?</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Responsabilidades do profissional de Estética</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Leia este texto até o final e, principalmente, compartilhe com seus colegas profissionais e também pacientes! Se queremos colher frutos, é preciso alertar e conscientizar!</span></p>
<h2><b>Cenário brasileiro: obesidade cresce 60% em dez anos e Brasil está entre os 5 países mais obesos do mundo</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A obesidade, resultante de falta de exercícios físicos e de uma dieta hipercalórica, é considerada atualmente uma epidemia mundial com sérias consequências sociais. Com o passar dos anos, assistimos a um aumento crescente da obesidade, sendo estimado um cenário em 2025 onde 18% dos homens adultos e mais do que 21% das mulheres adultas serão obesos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas doenças metabólicas se encontram intimamente relacionadas não só a mudanças dos hábitos alimentares e à arquitetura do organismo, mas também às restrições evolutivas impostas pela seleção natural ao longo da história. As pressões seletivas acabam selecionando fenótipos que garantem a sobrevivência em situações de deficiências, como é o caso da fome e da hipoglicemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, embora esses recursos ofereçam vantagem seletiva em um contexto em que a oferta é limitada (escassez de recursos), no momento em que estas pressões são retiradas, esse conjunto de características selecionadas com foco no armazenamento de energia acaba desencadeando obesidade e outras doenças metabólicas relacionadas, como a diabete, responsável por mais de 20 fatores relacionados, o infarto e, inclusive, mais chances de desenvolver câncer. Mas como chegamos a esse ponto?</span></p>
<h2><b>Por que a obesidade disparou no Brasil nos últimos anos?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre 2006 e 2016, o número de brasileiros obesos cresceu 60%, segundo o Ministério da Saúde. Especialistas acreditam que esse aumento expressivo tenha se dado devido a fatores econômicos, culturais, genéticos e hormonais. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">A mudança de hábitos alimentares com dietas hipercalóricas, o pouco tempo destinado à alimentação e ao descanso, com noites mal dormidas, o aumento das horas de trabalho e consequente falta de tempo para praticar exercícios são alguns dos fatores relacionados. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O alto índice de obesos entre as faixas etárias entre os 25 e 44 anos demonstram essa realidade.</span></p>
<h2><b>Como a Estética pode ajudar a mudar este cenário?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A conscientização da população em relação a hábitos mais saudáveis, juntamente com tendências de uma melhora no padrão de beleza físico, criou uma grande procura por tratamentos de redução de gordura localizada que, além de acessíveis e efetivos, também sejam seguros e exijam um curto período de repouso ou inatividade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em vista destas exigências do mercado, é estimado um crescimento anual de 21% na procura por procedimentos estéticos não invasivos, uma vez que eles estabelecem uma alternativa mais barata e segura, aliada a um tempo de recuperação reduzido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2013 os Estados Unidos alcançaram números surpreendentes de procedimentos não cirúrgicos, tanto na redução de gordura localizada (95 mil procedimentos), quanto no combate à flacidez (294 mil). De fato, os tratamentos não invasivos estão atuando de uma forma mais abrangente na remoção da gordura, incluindo a modelagem corporal, diminuição da flacidez e suavização de marcas de expressão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, há uma grande dificuldade do profissional em se manter atualizado devido ao surgimento massivo de novos tratamentos e formulações no mercado estético.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mercado da Estética cresce assim como o número de indivíduos acima do peso. Pesquisas mostram que nos últimos anos aumentou em 500% número de profissionais na área. E, obviamente, há uma intersecção entre essas duas variáveis. Profissionais da Estética têm trabalhado de forma interdisciplinar para vencer tal epidemia. Técnicas manuais são bem-vindas como, por exemplo, drenagem linfática manual para diminuir edema comum em indivíduos obesos, assim como recursos de eletroterapia como a plataforma vibratória podem auxiliar aumentando o gasto energético e modulando </span><span style="font-weight: 400;">hormônios interessantes (hormônio do crescimento, testosterona e cortisol),</span><span style="font-weight: 400;"> que visam diminuir o acúmulo de gordura.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Contudo, existem problemas e riscos nesta interseção entre profissionais da Estética e obesos</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p></blockquote>
<h2><b>O que a ciência diz?</b></h2>
<p><strong>Boa parte dos tratamentos para gordura localizada têm contraindicação absoluta para pacientes obesos&#8230; E isso não é divulgado como deveria!</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vou explicar melhor e mostrar artigos científicos. O ponto-chave é que esses aparelhos, principalmente os de ondas sonoras (ultrassom, terapia combinada e ultracavitação), têm a capacidade de estimular de forma acentuada a saída de ácido graxo e glicerol de dentro dos adipócitos, o que é ótimo para o tratamento de gordura corporal. Porém, isso é muito perigoso para indivíduos obesos, que convencionalmente já têm uma alta taxa de perfil lipídico!</span></p>
<p>O link para o artigo da imagem acima você encontra <a href="https://academic.oup.com/asj/article/33/1/117/209813/The-Effects-of-Nonfocused-External-Ultrasound-on">aqui.</a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro deste contexto, o que poderia acontecer se aplicássemos um recurso de eletroterapia que estimula de forma acentuada a saída de gordura do adipócito em indivíduos que já têm um perfil lipídico alterado? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Artigo publicado em uma revista nacional mostra esses riscos a partir de pesquisa em animais. As ondas sonoras são capazes de alterar pressão arterial, frequência cardíaca, colesterol total, triglicerídeos, glicose e pressão coronariana.</span></p>
<p>O link para o artigo acima você confere <a href="http://www.scielo.br/pdf/abd/v80s3/3v80a15.pdf">aqui.</a></p>
<h2><b>Responsabilidades do profissional de Estética</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que a obesidade é um problema de saúde pública, e o sucesso do tratamento depende de uma intervenção interdisciplinar da área da saúde!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como profissionais da saúde, temos o dever não só de tratar, mas também de prevenir. Sabe por que conscientizar sobre essa epidemia é tão importante? O relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) de 2017 revela que o crescimento da obesidade entre crianças vem aumentando, estando atualmente em 15%! Além disso, o mesmo relatório revela que <strong>mais da metade da população no país está com sobrepeso</strong>, último nível antes da obesidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O profissional da Estética pode alavancar os resultados clínicos, desde que tenha formação e, consequentemente, capacidade de avaliar e tratar corretamente, não causando ao paciente risco de vida.</span></p>
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